Este artigo se volta para as cineastas brasileiras que realizaram filmes durante a ditadura civil-militar, em um espaço cultural marcadamente masculino e num contexto de repressão política. Seus filmes trouxeram questões do feminismo transnacional sobre a “condição feminina”, relativas ao matrimônio, à sexualidade e ao prazer. A questão racial não escapou às lentes de algumas delas. Com suas obras, tais cineastas resistiram ao regime militar, denunciando a violência de Estado e confrontando seu projeto político-moral, que ditava costumes e comportamentos. Abordá-las, permite ampliar a História das Mulheres no Brasil e oferecer outra perspectiva sobre a resistência cultural durante o período.
Palavras-chave:
Cineastas brasileiras; Feminismo transnacional; Ditadura; Moralidade; Cinema de Mulheres