A preocupação a respeito da sustentabilidade fiscal é crescente não só para garantir a intertemporalidade das políticas públicas, como também para não prejudicar a potência da política monetária e a redução da vulnerabilidade do país a crises. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar se a condução da Política Fiscal foi sustentável entre 1999 e 2021, usando o modelo proposto em Bohn (2007). Por meio das abordagens de Markov-Switching-VECM, Regressão com Regimes Markovianos, usando janelas móveis e testes de quebra estrutural pôde-se concluir que a condução da política fiscal é frágil. A depender do método empregado e do tamanho da amostra, o resultado pode ser alterado significativamente. Caso se controle a reação fiscal pelos gastos obrigatórios e discricionários, é possível concluir que houve baixo grau de sustentabilidade fiscal até 2009, correlacionado com a maior produtividade do período. Evidencia-se que houve uma deterioração da condução da política fiscal a partir de 2009, e, também que a rigidez orçamentária deve ser levada em consideração ao se desenhar um regime fiscal capaz de estabilizar o produto e reduzir a vulnerabilidade do país a crises.
Palavras-chave:
Sustentabilidade fiscal; Rigidez orçamentaria; Coordenação de políticas; MS-VECM; Reação fiscal
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Fonte: Elaborado pelos autores a partir de dados do Tesouro Nacional.Nota (*): Séries acumuladas em 12 meses e deflacionadas utilizando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Fonte: Elaborado pelos autores a partir de dados do Banco Central do Brasil.
Fonte: Elaborado pelos autores a partir de dados do Banco Central do Brasil.
Fonte: Elaboração dos autores com dados do banco central. A área destacada indica os períodos em que o parâmetro de reação fiscal foi significativo ao nível de 5%.
Fonte: Tesouro Nacional. Seguindo as rubricas do relatório mensal do Tesouro Nacional, os gastos foram agregados em obrigatórios e discricionários.
Fonte: Resultados do modelo II de regressão linear com cadeias de Markov.
Fonte: Resultados do modelo IV de regressão linear com cadeias de Markov.
Fonte: Banco Central. Acima são apresentados o componente ciclo em proporção ao PIB, extraídos por meio de um filtro HP com lambda 14.400. As áreas destacadas se referem ao período em que o regime I do Modelo IV que usa regressão linear com cadeias de Markov prevalece.