Os programas de microcrédito vêm se expandindo em diversos países como alternativa para inserção produtiva dos microempreendedores de baixa renda. Na maioria dos casos, os programas possuem um viés na alocação dos empréstimos em favor das mulheres, assumindo que estas absorvem os compromissos de pagamentos como o fazem com suas responsabilidades familiares e sociais. Desta forma, as mulheres microempreendedoras teriam trajetórias de crescimento mais conservadoras. O objetivo deste trabalho é verificar se existe uma trajetória de crescimento para esse tipo de clientela, e se ela é diferenciada em relação ao gênero. Para isto, estimam-se equações de crescimento para os microempreendimentos dos clientes do Programa Crediamigo para o período de 2005 a 2009. Utilizam-se modelos lineares de efeitos mistos, como proposto por Rabe-Hesketh e Skrondal (2012). Os resultados mostram que existe uma trajetória de crescimento, mas com retornos decrescentes. Adicionalmente, as taxas médias de retorno são um pouco maiores para os homens; porém as mulheres possuem menores riscos em suas trajetórias.
Palavras-Chave
Microcrédito; Trajetória de Crescimento; Gênero
Fonte: Elaborada pelos autores com base nos registros administrativos do programa Crediamigo.
Fonte: Elaborada pelos autores com base nos registros administrativos do programa Crediamigo.
Fonte: Elaborada pelos autores com base nos registros administrativos do programa Crediamigo.
Fonte: Elaborada pelos autores com base nos registros administrativos do programa Crediamigo.








