Concepções diversas sobre ensino híbrido, educação híbrida, aprendizagem híbrida vêm se propagando desde o período pandêmico até o momento, sem uma efetiva discussão sobre quais bases teóricas orientam essa aprendizagem de caráter híbrido. Objetiva-se, neste artigo, discutir uma proposta de ensino realizada em disciplina do curso de pós-graduação em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem (PUC-SP), com foco no ensino-aprendizagem híbrido à luz da teoria sócio-histórico-cultural e orientada por metodologias crítico-criativas. O estudo ancorou-se na abordagem teórico-metodológica da Pesquisa Crítica de Colaboração (PCCol). Buscou apoio no conceito de colaboração crítica (Magalhães, 2010; 2011); nos estudos de Vygotsky ([1930] 1991), Gutierrez et al. (1999); e em conceitos que sustentam a discussão sobre hibridismo (Canclini, [2001] 2008, Nørgård (2021). Como resultado, foi possível ressaltar características do ensino-aprendizagem híbrido na perspectiva sócio-histórico-cultural: o desenvolvimento da autonomia, a interdependência entre as tarefas propostas visando expandir espaços de trocas crítico-colaborativas, a possibilidade de geração de zonas potenciais de desenvolvimento articuladas aos contextos reais de vida dos educandos. Tais resultados corroboram a necessidade de novos estudos sobre ensino híbrido em programas de pós-graduação.
PALAVRAS-CHAVE:
Hibridismo; Ensino-aprendizagem híbrido; Perspectiva sócio-histórico-cultural de ensino-aprendizagem híbrido; Estações de aprendizagem; Metodologias crítico-criativas
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Fonte: elaborada pelas autoras
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