Nem todos os países têm sido igualmente afetados pela desindustrialização, seja medida pela participação do valor agregado industrial no PIB, seja pela participação do emprego industrial no emprego total. Estudos recentes mostram que, em nível subsetorial, os segmentos industriais mais inovadores não enfrentam desindustrialização. Embora o setor manufatureiro seja o motor do crescimento econômico e do avanço da produtividade, os subsetores industriais detêm diferentes potenciais para gerar e difundir progresso técnico no sistema econômico. Com base na literatura teórica e em evidências empíricas, sugerimos, para o Brasil, uma política industrial integrada e orientada pelas seguintes “missões” prioritárias: reindustrialização; promoção da inovação; geração de empregos formais; redução da desigualdade social; engajamento na economia digital; e substituição de tecnologias com elevada emissão de dióxido de carbono (CO2) por outras com baixo CO2. A proposta pode ser adaptada por outros países em desenvolvimento que vêm enfrentando desindustrialização prematura e estagnação nas últimas décadas.
Palavras-chave:
Desindustrialização prematura; Desenvolvimento econômico; Política industrial; Países em desenvolvimento; Brasil.
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Source: Brazilian National Accounts System, Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE). Authors’ calculation and elaboration.
Source: National Household Sample Survey (PNAD)/IBGE; Annual Social Security Information Report (RAIS) from Ministry of Labour and Social Security of Brazil. Authors’ elaboration.