Objetivo: Apresentar um diagnóstico inicial sobre o uso contemporâneo do termo integridade da informação associado ao ecossistema informacional digital, a partir de sua trajetória conceitual, sua imprecisão terminológica percebida em diversos saberes e suas recentes definições propostas por organismos multilaterais internacionais.
Método: Trata-se de pesquisa teórica de base bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa, voltada ao exercício hermenêutico de analisar os usos, contextos e disputas contemporâneos em torno do termo integridade da informação, em busca de compreender os desafios da emergência desse termo no léxico de governos e instituições multilaterais no século XXI e suas ressonâncias no contexto brasileiro. Para a revisão sistemática de literatura, propõe-se a interlocução teórica com aportes da Ciência da Informação, considerando sua dimensão transdisciplinar, da Ciência da Computação e da Administração, dentre outros. A partir de perspectiva crítica, adota-se, ainda, o procedimento de análise documental de relatórios e diretrizes internacionais de organismos multilaterais para tensionar as narrativas hegemônicas que marcam o conceito de integridade da informação.
Resultado: Aborda-se o potencial contributivo do arcabouço teórico que a Ciência da Informação pode oferecer para esse debate pelas lentes da mediação da informação e do conceito de regime de informação.
Conclusões: Aponta-se para a necessária combinação entre os componentes epistêmico e político para construir criticamente o conceito de integridade da informação, sob molduras democráticas contemporâneas, exigindo-se contribuições tanto institucionais como científicas. Assim, revela-se a integridade da informação não apenas como construto teórico, mas como termo politicamente ancorado a contextos específicos e em crescente disputa no campo científico.
PALAVRAS-CHAVE:
Integridade da informação; Desinformação; Ecossistema informacional; Democracia; Ciência da Informação.