Sujeito Organizacional = saberes, repertório, mistura espontânea de experiências |
• Segundo Nascimento e Vitoriano (2017, p. 220-221) “a memória tenta coligir o conhecimento individual, com base numa estratégia de linguagem que possibilita o registro [...] a GC envolve aspecto gerencial [...] aspectos de conteúdo [...] a memória organizacional atua principalmente no segundo aspecto, formatando e organizando os conteúdos para disponibilizá-los [...]” • Para Santos (2012, p. 136) a MO é um “processo implícito, natural, em permanente desenvolvimento, composta de repositórios múltiplos, não integrados, cuja fonte principal é o indivíduo” • “[...] a MO se constrói por meio da memória dos indivíduos e de outras manifestações [que] se perderiam se não ficassem registradas como MO.” DAMIAN; MORO-CABERO, 2021, [8]) • “[...] memória individual torna-se intrínseca aos processos de gestão organizacionais.” (SANTOS, 2012, p. 52) • “[...] todos os membros da organização precisam ser motivados a valorizar a informação e o conhecimento, aprender a compartilhá-los, trabalhar em equipe e, assim, assimilar a cultura propiciada pelo gestor do conhecimento [...]” (FEITOZA; DUARTE, 2021, p. 12) |
| Cultura e Aprendizagem Organizacional = práticas, hábitos, interesses comuns, ambiências, valores, crenças, relações reciprocas, ato de aprender a aprender |
• “[...] por meio da MO, a organização preserva o conhecimento de seus colaboradores, o que lhe permite repetir experiências bem-sucedidas e evitar erros anteriormente cometidos. [...] se faz necessário gerenciar o conhecimento de seus membros, por meio das atividades de captação, registro e disseminação do conhecimento (FREIRE et al. 2012 apud DAMIAN; MORO-CABERO, 2021, p. [7]) • Segundo Nascimento e Vitoriano (2017) a MO é suporte aos processos de GC, pois se interligam por meio da transformação de seus repertórios em repertórios de conhecimento. • “[...] o desenvolvimento da memória está diretamente relacionado à aprendizagem organizacional, uso e reuso” (PEREIRA, SILVA; PINTO 2016, p. 353). • “A GC e a MO se entrelaçam e se permeiam, uma vez que estão voltados a organização e armazenamento do conhecimento organizacional, de modo que seu compartilhamento e reuso seja possível e que leve a organização a atingir seus objetivos estratégicos por meio do suporte as suas atividades, aprendizagem e processo decisório.” (DAMIAN; MORO-CABERO, 2021, p. [9]) • “Criar a cultura de olhar para a trajetória dos seus processos, valorizar o conhecimento de seus colaboradores, sua documentação produzida, sem dúvida, dará vantagens competitiva à organização.” (ALMEIDA; VITORIANO, 2020, p. 22) • “[...] parte do resgate e construção da memória organizacional está intrinsecamente relacionada às experiências dos indivíduos dentro das organizações, no referenciado conhecimento tácito, logo é preciso torná-lo explícito, por meio de mapeamento de processos e criação de registros e gerenciá-lo com a implantação da gestão do conhecimento, que possibilita a criação de um ambiente propício à socialização e às trocas interpessoais, fomentando uma cultura do conhecimento.” (ALMEIDA; VITORIANO, 2020, p. 23) • A MO “[...] tem por objetivo recolher, preservar e disseminar de uma forma sistemática os recursos de conhecimento da trajetória de uma organização, sendo uma ação de GC.” (ESTEVÃO; STRAUHS, 2013, p. 40) • “[...] é preciso sistematizar as informações codificadas, organizar o conhecimento registrado que a empresa tem de si mesma, de forma linear. Mas, também, resgatar oralmente dos seus colaboradores uma memória que não está formalmente registrada em manuais ou documentos [memória repertório]. Esta seria, sem dúvida, uma forma de extração do conhecimento tácito.” (ESTEVÃO; STRAUHS, 2013, p. 41) |
| Uso/Reuso e Inovação = desencadeamento e criação do conhecimento |
• “A memória proporciona diversos registros, [...]. A memória organizacional, ferramenta responsável por gerenciar as informações e conhecimentos em ambientes corporativos, ou órgãos públicos propicia esse controle.” (ALMEIDA; VITORIANO, 2020, p. 23) • “[...] percebeu-se claramente a relação da memória organizacional com a Gestão do Conhecimento, uma vez que esses instrumentos captam o conhecimento dos colaboradores tornando-os explícitos e consultáveis. A memória organizacional visa criar meios de registrar os acontecimentos de uma organização, porém possui um fenômeno intrínseco que está atrelado à memória: o esquecimento. Por vários motivos pode ocorrer a decisão (ou ausência dela) de não registrar, isso deve ser observado pelo responsável do setor e arquivista, pois a memória organizacional também busca minimizar a carência de registros da atuação das organizações” (ALMEIDA; VITORIANO, 2020, p. 24) • “[...] a GC, tem como finalidade agregar valor à organização, por meio da reutilização do conhecimento e da inovação. [...] a criação o compartilhamento e a aplicação de conhecimento, assim como a inclusão de lições aprendidas e melhores práticas, como parte da MO [...] fomentam aprendizagens organizacionais continuas.” (DAMIAN; MORO-CABERO, 2021, p. [3])” • “[Retenção de Conhecimento] é uma das atividades da gestão do conhecimento, sendo a MO responsável pelos processos de captura, registro, compartilhamento, uso e reuso.” (PEREIRA, SILVA PINTO, 2016, p. 353). • “[ao] reusar a memória o usuário precisa recontextualizar a informação, transportá-la para nova situação”, portanto a MO deve ser sempre ativa e inteligente e pressupõe a GC.” (PEREIRA; SILVA; PINTO, 2016, p. 350-351). • “A retenção do conhecimento representa um importante ponto em comum entre GC e a MO, pois o conhecimento adequadamente armazenado e que pode ser facilmente recuperado permite minimizar as perdas de conhecimento organizacional causadas pela saída de funcionários.” (DAMIAN; MORO-CABERO, 2021, p. [7]) • Para Feitoza e Duarte (2017, p. 410) a “abordagem sobre GC e memória é relevante, pois de acordo com Choo (2003) é considerada organização do conhecimento aquela que for capaz de integrar os processos de criação de significado, construção do conhecimento para tomadas de decisão mais acertadas no âmbito das organizações.” • “Registro de Memória Organizacional - dinamiza o input de informações, o controle de todos os registros e principalmente o acesso às informações. Nesse momento percebe-se a relação existente entre a gestão de documentos, a gestão da informação e a gestão do conhecimento, que pode se construir a partir desse projeto de registro da memória organizacional.” (ALMEIDA; VITORIANO, 2020, p. 22) |
| Planejamento e Fluxos = lado racional da ação, estratégias, ferramentas, processos, ou seja, o todo composto de partes, reciprocidade e automaticidade. |
• “A MO e a GC são instrumentos que contribuem para o processo de tomada de decisão organizacional, algo muito importante para as organizações que atualmente são fortemente impactadas com o aumento das necessidades de informação” (FEITOZA; DUARTE, 2018 apud DAMIAN; MORO-CABERO, 2021, p. [7]) • “[...] práticas da GC: Ferramenta de busca avançada, gestão de conteúdo, banco de competências, bases de conhecimento e ambientes colaborativos virtuais, se implementadas em grupos de WhatsApp, em um processo contínuo, podem ser favoráveis para os processos de armazenar, recuperar e reutilizar o conhecimento, favorecendo na criação de novos aprendizados, MO e evitando a perda do conhecimento organizacional.” (PEREIRA, TENÓRIO; MENEGASSI, 2021, p. 22) • “A GC propicia o compartilhamento, a explicitação e armazenamento do conhecimento e, sua criação e manutenção, dependem, exclusivamente da MO.” (DAMIAN; MORO CABERO, 2020b, p. 10) • “[...] a memória organizacional tem uma ligação lógica e funcional com a gestão do conhecimento a partir do arquivo.” (FEITOZA; DUARTE, 2021, p. 12) • “Para Zancanaro, Erpen, Santos, Steil e Todesco (2013, p. 59) a MO “[...] pode ser entendida como uma área que faz a intersecção com outras áreas de pesquisa como a gestão do conhecimento [...] têm sido desenvolvidas e aplicadas para a compreensão, o uso e o reuso do conhecimento [...].” • “[...] o arquivo se insere de forma significativa na interface entre MO e GC, tendo em vista que essa unidade informacional serve para auxiliar a memória da instituição, bem como contribui com o processo de criação e consequentemente a GC. Desse modo, podemos dizer que a MO tem uma ligação lógica e funcional com a GC por meio dos arquivo.” (FEITOZA; DUARTE, 2017, p. 422) • “A MO amplia o conhecimento por capturar, organizar, divulgar/compartilhar e reutilizar o conhecimento criado pelos trabalhadores dentro de uma empresa através do conhecimento individual e das habilidades do saber fazer as tarefas da organização.” (FEITOZA; DUARTE, 2017, p. 407) • Para Feitoza e Duarte (2017, p. 422) a MO e a GC “[…] estão interligadas e representam instrumentos que contribuem para tomada de decisão, porém [...] verifica-se que há uma lacuna no que se refere ao processo de MO e GC para ações que garantam a acessibilidade às informações, que consequentemente, subsidiarão o processo de tomada der decisões.” • Segundo Damian e Moro-Cabero (2020c, p. 241) “[…] as relações entre MO e GC são pouco exploradas no âmbito da CI.” • “[...] a MO é a expressão tangível (registrada) do conhecimento, que precisa de estratégia, governança, operabilidade e insfraestrutura tecnológica e de comunicações orientada a criar, gerir, manter, armazenar e disseminar o fato explicitado de modo sustentável [...].”(DAMIAN; MORO-CABERO, 2021, p. [9]) • A GC e a MO “[...] se voltam a organização e armazenamento do conhecimento para que ele possa ser compartilhado e reutilizado sempre que preciso” [...].”(DAMIAN; MORO-CABERO, 2021, p. [13]) • “a GC e a MO, além de serem essenciais para as organizações se destacarem em ambientes de competição acirrada, devem ser implementadas de modo conjunto e complementar para que, assim, possam contribuir de maneira efetiva para o desenvolvimento e destaque organizacional.”(DAMIAN; MORO-CABERO, 2021, p. [13]) • “A implantação da MO não levará ao desenvolvimento de diferenciais estratégicos se não contar com uma adequada GC. Ou seja, não se pode fazer GC sem MO, assim como não se pode usufruir uma MO sem a GC.” (DAMIAN; MORO-CABERO, 2021, p. [13]) • A “GC voltada à memória organizacional e de diretrizes estratégicas baseadas nos FCS da GC que considerem as características da MO.” (DAMIAN; MORO-CABERO, 2020a, p. 22). As mesmas autoras apresentam como Fatores Críticos e de Sucesso (FCS) - Pessoas, cultura, tecnologia, mensuração de resultados, alta administração, liderança, processos, estratégias, infraestrutura e recursos. • A GC e a MO se complementam (DAMIAN; MORO-CABERO, 2021). |