| Expectativa de desempenho |
O SEI proporciona maior agilidade e otimização de tempo, facilita o acesso remoto a documentos e processos, reduz custos e espaço físico para arquivamento, evita o extravio de documentos, aumenta a segurança e autenticidade por meio de assinaturas digitais, garante transparência e rastreabilidade das etapas, contribui para a gestão da informação e da comunicação através de informações organizadas e centralizadas, e favorece a sustentabilidade pela diminuição do uso de papel. |
Recomenda-se demonstrar as funcionalidades e benefícios do SEI, realizar treinamentos adaptados às necessidades dos envelhescentes, incentivar a mudança cultural e a conscientização para o uso regular e integrar o sistema com tecnologias já consolidadas, como o e-mail institucional. |
| Expectativa de Esforço |
O esforço inicial no uso do SEI é elevado devido ao medo do novo, mas a resistência diminui à medida que os usuários percebem vantagens no desempenho. A percepção de facilidade aumenta com a prática, embora instabilidades e lentidão do sistema gerem retrabalho e frustração. A falta de clareza sobre as funcionalidades contribui para a resistência, enquanto o apego a práticas tradicionais e a idade podem dificultar a adaptação, sem, contudo, impedir o uso. |
Recomenda-se oferecer treinamentos práticos e inclusivos, destacar os benefícios do sistema, garantir sua estabilidade, fornecer informações claras e demonstrações, promover iniciativas de inclusão digital e tornar a interface mais intuitiva e acessível a todas as faixas etárias. |
| Influência Social |
A influência social mostrou-se pouco relevante, sendo exercida principalmente por colegas que atuam como facilitadores ou mentores. Observa-se a ausência de incentivo por parte dos superiores, o que faz com que muitos usuários percebam o uso do SEI como uma obrigação profissional. Com a experiência, os usuários tornam-se mais autônomos, reduzindo a dependência da influência externa. |
Sugere-se ampliar a participação dos gestores no incentivo ao uso do SEI e reconhecer o papel dos colegas que atuam como facilitadores internos. |
| Condições Facilitadoras |
Os usuários apontam a ausência de suporte individual para sanar dúvidas e a pouca atuação do setor de tecnologia. Muitos relataram que aprenderam a usar o SEI sem apoio formal, por meio de treinamentos insuficientes, generalistas ou ministrados por colegas com o mesmo nível de conhecimento. Há necessidade de formações específicas por setor, além de infraestrutura tecnológica e conexão de internet adequadas, atualmente consideradas deficitárias. |
Recomenda-se criar um suporte individualizado para os usuários, fortalecer a atuação do setor de TI, oferecer treinamentos contínuos e especializados, desenvolver capacitações específicas para cada setor e público e reestruturar a infraestrutura tecnológica e de rede. |
| Motivação Hedônica |
A percepção de prazer e satisfação no uso do SEI é dividida: alguns o associam à melhora no desempenho do trabalho, enquanto outros o consideram apenas uma ferramenta funcional. A instabilidade do sistema, a infraestrutura precária e a pouca experiência tecnológica reduzem a satisfação, sendo que o prazer depende da experiência individual e do atendimento às expectativas de cada usuário. |
Embora não haja sugestões diretas, os resultados indicam que melhorar a estabilidade do sistema, a infraestrutura tecnológica, a interface e a oferta de treinamentos podem aumentar a motivação hedônica. |
| Hábito |
O hábito de uso mostrou-se um fator determinante para a continuidade do SEI, consolidado pela prática constante. O sistema já está integrado à rotina de muitos usuários e, quanto mais utilizado, mais benefícios são descobertos. A experiência prévia com tecnologias favorece a aceitação, enquanto a sobrecarga de atividades, a resistência dos mais velhos e a pouca familiaridade com TICs dificultam a formação de hábito. |
Recomenda-se estimular a prática contínua e o uso regular do SEI, promover trocas de experiências entre usuários, reduzir barreiras de tempo para capacitação, desenvolver estratégias de inclusão para os mais velhos e ampliar o contato prático com TICs. |
| Inovatividade pessoal |
Parte dos usuários apresenta baixa inovatividade, utilizando apenas o básico do sistema ou aprendendo apenas quando exigido. Por outro lado, há servidores curiosos, proativos e autodidatas, que exploram o sistema e buscam aprender de forma independente. A resistência às mudanças está ligada mais a fatores psicológicos do que cognitivos, e a idade não se mostrou determinante, sendo a motivação o fator central. A transição do analógico para o digital ainda representa uma barreira para alguns usuários. |
Recomenda-se incentivar a curiosidade e a proatividade, estimular a aprendizagem autônoma por meio de cursos e explorações, trabalhar aspectos psicológicos da resistência, valorizar exemplos positivos de motivação e promover uma cultura que reconheça a vontade de aprender acima da idade. |