Neste artigo apresentamos a trajetória do Método Português, as críticas atribuídas a ele em Portugal, especialmente pelos professores, e as estratégias de defesa de António Feliciano de Castilho e de seus seguidores a favor do que consideravam Método Moderno em contraposição ao antigo. Abordamos a proposta de Castilho, nascida na ilha de São Miguel (nos Açores), que se ampliou para outros territórios portugueses quando ele assumiu o papel de divulgá-la por vários meios: o que, em princípio, denominou de Leitura Repentina (1ª edição) e, em seguida, de Método Castilho (2a edição). Mais tarde, passou a ser designado como Método Português (3a e 4a edições). Conclui-se que a adoção de métodos de ensino, mas do que tentar apresentar inovações ao ensino e à aprendizagem da leitura, se constituíram, como no caso do Método Português, em espaços de disputas entre aqueles que defendiam reformas no ensino e os que preferiam manter vigente suas práticas e saberes.
PALAVRAS-CHAVE:
Métodos de ensino; Métodos português; António Feliciano de Castilho; História da educação em Portugal