De porte teórico, o artigo apresenta as características fundamentais do fenômeno do submundo da cibercultura. Nesta reflexão, o conceito refere-se a processos e tendências observados no rastro irreversível da violência contra a mulher em sites eróticos em vácuo jurídico. Aborda-se o tema por dupla dimensão: epistemológica e empírica. A argumentação apreende a significação social-histórica do submundo da cibercultura, com foco em seu modus operandi e em suas consequências multilaterais: da desinformação estrutural às implicações psicossociais. Os resultados revelam uma arquitetura de impunidade global sustentada por contratos ilegítimos e fake news que se apropriam de pautas progressivas. A reflexão soma novos aspectos para a temática no intuito de enriquecer estudos pregressos e contribuir para a contenção de danos da violência contra a mulher na cibercultura. Conclui-se que a resistência exige regulação transnacional, educação mediática - de porte crítico - e políticas públicas que priorizem direitos humanos.
PALAVRAS-CHAVE:
Submundo da cibercultura; Violência contra a mulher; Predação neoliberal; Educação mediática