Introdução: Os alinhadores têm sido utilizados pela comunidade ortodôntica há aproximadamente 20 anos, mas poucos estudos têm sido realizados sobre a formação de biofilme na superfície desses alinhadores, bem como o seu possível impacto no ecossistema oral.
Métodos: Foram utilizados dez hemiarcos de alinhadores ortodônticos da marca Invisalign®. Os hemiarcos foram colocados dentro de frascos estéreis contendo 25mL de caldo Gibbons e Nygaard, com suspensões padronizadas em 0,5 na escala de McFarland dos microrganismos Streptococcus mutans (incubado em microaerofilia) e Candida albicans (incubado em aerofilia), tanto sozinhos para formação de biofilme monoespécie, quanto associados, para a formação do biofilme misto (incubado em microaerofilia). O biofilme formado foi removido pelo método de enxágues múltiplos, a fim de quantificar os microrganismos aderidos nos biofilmes, em CFU/mL. Foi realizada uma análise qualitativa com microscopia eletrônica de varredura para observar a estrutura dos biofilmes formados.
Resultados: Foi observado o acúmulo de um biofilme monoespécie (S. mutans = 2,55x 106 e C. albicans = 1,62 x 107) e misto (S. mutans = 2,21 x 105 e C. albicans = 1,06 x 107) muito robusto na superfície dos alinhadores ortodônticos.
Conclusão: De acordo com os resultados obtidos, pode-se concluir que os alinhadores ortodônticos da marca Invisalign® são suscetíveis ao acúmulo de biofilmes monoespécies e misto de S. mutans e C. albicans. Portanto, é necessário considerar a possibilidade dos usuários do Invisalign® desenvolverem lesões cariosas associadas ao biofilme formado por essas duas espécies microbianas, e orientar o paciente sobre a correta higienização do aparelho durante o tratamento.
Palavras-chave:
Aparelhos ortodônticos removíveis; Biofilmes; Streptococcus mutans;
Candida albicans
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