Introdução: A má oclusão de Classe II, divisão 1, é a discrepância sagital mais comum, caracterizada pelo posicionamento distal dos dentes inferiores, protrusão dos incisivos superiores, constrição maxilar e desequilíbrio do perfil facial. Sua etiologia multifatorial - esquelética, dentária e funcional - resulta em uma diversidade de combinações clínicas e alternativas de tratamento.
Objetivo: Este artigo teve como objetivo apresentar uma série de alternativas clínicas para o manejo da má oclusão de Classe II, divisão 1, clássica, destacando como diferentes modalidades de tratamento, selecionadas de acordo com as características individuais de cada paciente, podem levar a resultados eficazes.
Considerações: As estratégias de tratamento para a má oclusão de Classe II, divisão 1, incluem modificação do crescimento, uso de aparelho extrabucal, distalização dos molares superiores com dispositivos de ancoragem temporária (DATs), extrações de pré-molares, alinhadores transparentes e abordagens ortodôntico-cirúrgicas para casos esqueléticos severos. Os avanços em biomecânica e ancoragem esquelética ampliaram as alternativas sem exodontias e menos invasivas. No entanto, a seleção criteriosa dos casos permanece essencial. O diagnóstico deve avaliar fatores esqueléticos, dentários, funcionais e psicossociais, com escolhas terapêuticas que equilibrem estética, biomecânica, estabilidade e cooperação do paciente, personalizadas às necessidades individuais.
Palavras-chave:
Má oclusão de Classe II; Planejamento do tratamento ortodôntico; Dispositivos de ancoragem temporária; Extração dentária; Cirurgia ortognática; Diagnóstico; Biomecânica
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