As demências são uma crescente preocupação global de saúde, particularmente entre as populações idosas nas Américas. Apesar do crescente reconhecimento de sua importância, ainda existem lacunas substanciais na compreensão de seus padrões de mortalidade, especialmente com relação às diferenças entre os sexos e disparidades regionais.
Objetivo: Avaliar as tendências temporais das disparidades entre os sexos na mortalidade por demência ao longo do continente americano.
Métodos: Este estudo ecológico utilizou dados de mortalidade da Organização Pan-Americana de Saúde (2000–2019) validados com base em fontes nacionais e da Organização Mundial da Saúde. As taxas de mortalidade por demência ajustadas por idade, sexo e país foram analisadas usando regressão joinpoint para estimar tendências e detectar mudanças temporais significativas. Os resultados foram interpretados usando annual percentage changes e seus intervalos de confiança para classificar as tendências como crescentes, decrescentes ou estacionárias.
Resultados: As tendências de mortalidade por demência foram altamente variáveis por país e sexo. Algumas nações apresentaram tendências paralelas entre homens e mulheres, enquanto outras exibiram divergências em direção ou intensidade baseadas no sexo. Apesar dessa variabilidade, o aumento da mortalidade foi um padrão comum em muitos locais, especialmente na América do Norte e em partes da América do Sul.
Conclusão: As tendências de mortalidade por demência nas Américas revelam diferenças marcantes entre os sexos e heterogeneidade regional, refletindo uma interação complexa de fatores demográficos, sociais e do sistema de saúde. Esses achados enfatizam a necessidade de estratégias de saúde pública com perspectiva de gênero, vigilância aprimorada e pesquisas transnacionais para subsidiar políticas de tratamento da demência equitativas e eficazes.
Palavras-chave:
Demência; América; Mortalidade; Tempo; Sexo
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