Embora reconhecida como uma das demências mais críticas e prevalentes, a doença de Alzheimer (DA) ainda não possui um marcador biológico afirmativo, sendo diagnosticada pela exclusão de outras patologias que apresentam sintomas semelhantes. Na última década, avanços foram feitos na pesquisa de fenômenos fisiopatológicos relacionados à DA, com a identificação de prováveis biomarcadores. Algumas dessas substâncias têm ação direta na atividade degenerativa que envolve a DA e podem estar associadas a outros processos patológicos, como inflamação e diabetes.
Objetivo Essas ocorrências nos levaram a investigar mais a fundo se os níveis de certas substâncias podem estar associados ao início e à progressão da doença de Alzheimer. Os biomarcadores podem ser encontrados no plasma, saliva e líquido cefalorraquidiano.
Métodos Este projeto investigou a proteína tau como possível biomarcador salivar em 76 pacientes, grupo controle e Alzheimer, com diferentes faixas etárias, para estabelecer uma correlação positiva entre o biomarcador estudado e a DA.
Resultados Nossos achados mostraram que as concentrações de proteína tau hiperfosforilada (pTAU) são maiores em pacientes com DA e um pouco menores em pacientes idosos sem Alzheimer, mas, em pacientes jovens sem Alzheimer, os níveis são muito menores. O tau total apresentou níveis muito semelhantes nos três grupos avaliados.
Conclusões Com base nesses resultados, acreditamos na possibilidade de utilizar a saliva como método auxiliar no diagnóstico da doença de Alzheimer, com as vantagens de baixo custo, não invasividade e facilidade de coleta. Mais investigações serão necessárias para confirmar esse método apresentado.
Palavras-chave:
Biomarcadores; Saliva; Proteínas Tau; Doença de Alzheimer; Ensaio de Imunoadsorção Enzimática
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