O interesse pela anatomia data desde a mais remota antiguidade. Esse conhecimento foi adquirido por meio de dissecções em animais e cadáveres humanos, por muitos pesquisadores. A anatomia macroscópica de variadas estruturas do cérebro foi identificada com o passar dos séculos, e a substância sólida predominante foi vista como amorfa e destituída de qualquer função específica até o período do Renascimento. René Descartes, um personagem com uma mente brilhante e criativa, concebeu o cérebro, sua estrutura e função, de um modo distinto ao que era conhecido no seu tempo. Ele valorizou e deu à substância sólida, pela primeira vez, uma estrutura teórica formada por elementos minúsculos, relacionada a uma função presuntiva, baseada na presença da glândula pineal e dos espíritos animais, subjacentes às atividades cognitiva, sensorial e motora. Essa vista estrutural foi, de certa maneira, endossada pelos achados microscópicos de Marcello Malpighi, o que começou a modificar a compreensão do sistema nervoso.
Palavras-chave:
Descartes; cérebro; glândula pineal; espíritos animais; microscopia
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H: pineal gland; AA: inner solid part; BB: outer solid part; EE: cavities; D: stem-like structure; aa: small tubules; ducts for elimination of superfluous spirits: I+K=through the nose, L=through the palate.
