Open-access Diretrizes para o uso e interpretação dos biomarcadores da doença de Alzheimer na prática clínica no Brasil: recomendações do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia

Nos últimos anos, a precisão diagnóstica da doença de Alzheimer tem sido aprimorada pelo desenvolvimento de diferentes tipos de biomarcadores que indicam a presença dos processos neuropatológicos. Além de melhorar a seleção de pacientes para ensaios clínicos, os biomarcadores podem avaliar os efeitos de novos tratamentos nos processos patológicos. No entanto, há preocupação com o uso indiscriminado e mal fundamentado de biomarcadores, especialmente em indivíduos assintomáticos ou com declínio cognitivo subjetivo. As dificuldades na interpretação desses testes, os altos custos e o acesso desigual tornam esse cenário ainda mais desafiador no cuidado assistencial. Neste artigo, são apresentadas as recomendações do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia quanto ao uso racional e interpretação de biomarcadores da doença de Alzheimer na prática clínica. O diagnóstico clínico da síndrome cognitivo-comportamental é recomendado como o passo inicial para orientar a solicitação de biomarcadores.

Palavras-chave:
Doença de Alzheimer; Disfunção Cognitiva; Diagnóstico; Biomarcadores; Neuroimagem

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