Open-access A Participação de Ativistas e Povos Indígenas na Governança Climática no Chile

Há um consenso cada vez maior sobre a relevância da participação de atores não-estatais na governança climática. No entanto, múltiplas barreiras, tanto nacionais quanto mundiais ainda atrapalham a eficácia deste envolvimento. De acordo com uma pesquisa etnográfica, este artigo analisa como atores não-estatais de duas organizações − Ecos e a Coletivo Indígena Chileno sobre a Mudança Climática – percebem a participação deles na governança climática nacional. Nós realizamos 36 entrevistas semiestruturadas com participantes de dois grupos comprometidos com ação climática, sendo um deles liderado por organizações da sociedade civil e o outro convocado pelo Estado e composto por líderes dos povos indígenas, também envolvidas na observação de participantes. Apesar de terem motivações diferentes, todos compartilham a meta comum de abordarem desigualdades sociais e ecológicas através de respostas que surgem dos seus territórios. No entanto, estes grupos mostram que tanto a política nacional de mudança climática quanto o cenário internacional de governança climática continuam a considerar a participação de atores não-estatais como marginal, simbólica e instrumental.

governança climática; participação; atores não-estatais; transformação

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