Este artigo tem como objetivo apresentar o conceito de corpo tradutório como um constructo no processo de tradução e interpretação de Língua Brasileira de Sinais - Libras, compreender sua natureza e sua relação no sistema teatral. Mostraremos que os tradutores intérpretes de língua de sinais/português teatrais (chamados de TILSP) atuam como agentes criativos, políticos e artísticos, identificados pelos perfis profissional, didático e ativista, necessários para a mobilização do polissistema estabelecido na tradução de Libras no teatro. Defendemos que a natureza do corpo tradutório é múltipla, orgânica, processual dinâmica e dialógica e que sua presença no polissistema teatral mobiliza, tensiona e aproxima os repertórios linguísticos e culturais no teatro. As análises aqui apresentadas dialogam e reforçam os estudos já realizados na área no contexto nacional Silva Neto (2017), Fomin (2018), Resende (2019), Rigo (2019) e Albres & Santos (2020) e tomam como base teórica mais especificamente a Teoria de Polissistemas de Even-Zohar (2018) em articulação com a Teoria de Embodyment, possibilitou a compreensão de que o processo de tradução e interpretação de Libras no teatro se trata da constituição de um corpo, que incorpora a tradução na relação com os diferentes sistemas participantes do polissistema teatral e posteriormente a apresenta simultaneamente com os atores atuando no palco.
Palavras-chave
Tradução; Libras; Teatro; Surdos; Teoria de Polissistemas
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Source: Illustration created upon request of the first author as part of her doctoral project (personal archives). Diogo Madeira (2018).
Source: Created by the authors (2022).
Source: Created by the authors (2022).
Source: Created by the authors (2022).