O objetivo do artigo é analisar a distribuição espacial da incidência de câncer de mama no Brasil e sua correlação com indicadores comportamentais, sociodemográficos/cobertura e controle do câncer de mama no biênio 2018-2019. Estudo ecológico de base territorial com dados de mulheres por estados brasileiros e Distrito Federal. A variável dependente foi a incidência padronizada de câncer de mama. A dependência espacial baseou-se nos índices de Moran global e local. A incidência padronizada de câncer de mama foi de 51,3 por 100 mil mulheres/ano. O índice de Moran local mostrou correlação espacial positiva (valores > 0) entre incidência e índice de envelhecimento (l = 0,63; p-valor = 0,004), índice de desenvolvimento humano (l = 0,53; p-valor = 0,006), plano de saúde (l = 0,57; p-valor = 0,004) e rastreamento (l = 0,58; p-valor = 0,002). Verificou-se correlação negativa (valores < 0) para proporção de mulheres sedentárias (l = -0,45; p-valor = 0,015) e défict de mamografias/ano (l = -0,56; p-valor = 0,002). No geral, observaram-se clusters principalmente em estados das regiões Sudeste e Norte. O câncer de mama correlacionou-se aos indicadores sociodemográficos/cobertura, mostrando que sua incidência permanece maior em estados brasileiros com maior acesso ao diagnóstico, como no Sudeste.
Palavras-chave:
Neoplasias da mama; Saúde da mulher; Incidência; Análise espacial; Estudos ecológicos
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Fonte: Autores.
P-valores baseados no método de simulação de Monte Carlo. Fonte: Autores.