Este estudo tem como objetivo analisar o comportamento dos custos públicos em saúde, de municípios brasileiros, no período de 2004 a 2021. Coletou-se 6.388 dados completos e consistentes sobre custos públicos em saúde de 360 municípios brasileiros, selecionados de forma aleatória e corrigidos pela inflação de dezembro de 2022. Os resultados indicam que os custos se apresentam de forma crescente, com máximo em 2020 e mínimo em 2004. A região sudeste apresentou o maior custo total, enquanto a região norte, o menor. Municípios com mais de 50 mil habitantes apresentaram o maior valor gasto com assistência hospitalar e ambulatorial; e municípios com menos de 50 mil habitantes apresentaram valores mais altos em atenção básica. Contudo, quando distribuídos por região e tamanho dos municípios, apresentaram variações significativas e a análise de previsão demonstra que o crescimento dos custos reais ocorre de forma mais rápida e desigual que o estimado. Constatou-se que as diferenças quanto às características demográficas, socioeconômica e epidemiológicas da população impactam na estrutura de financiamento do SUS.
Palavras-chave:
Custos; Saúde Pública; Alocação de Custos
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Legenda: G: Municípios grandes (acima de 100 mil habitantes); M: Municípios médios (entre 50 e 100 mil habitantes); P: Municípios pequenos (menos de 50 mil habitantes); AB: Atenção Básica; AHA: Assistência Hospitalar e Ambulatorial. Fonte: Elaborado pelos autores, 2023.
Fonte: Elaborado pelos autores, 2023.