A tônica deste estudo refere-se às discursividades midiáticas sobre os corpos gordos as quais promovem gordofobia. Então, o objetivo foi problematizar os conteúdos e discursos midiáticos presentes em plataformas digitais brasileiras de notícias concernentes aos corpos gordos. Metodologicamente, caracteriza-se por sua abordagem qualitativa de cunho descritivo-exploratório do tipo documental. O locus para realização da pesquisa foram as plataformas digitais de notícias do UOL Vivabem, em sua seção Saúde, e o Portal G1. Os dados foram analisados a partir da análise de conteúdo (AC), de Laurence Bardin. Identificou-se um total de 16 matérias. Seguindo os pressupostos teórico-metodológicos da AC, emergiram-se 3 categorias de análise temática: (1) Discursividade biomédica como normatividade; (2) Emagrecer é a palavra de ordem; (3) Mídia e sua pedagogia corporal. A partir dos achados, é possível notar a tendência que a mídia tem em reportar o corpo gordo como sendo doente, predestinado ao sofrimento, justamente pelo fato de romper com os padrões estipulados pelos discursos hegemônicos. Percebe-se, assim, que as subjetividades das pessoas gordas são frequentemente deslegitimadas, a gordura é a tônica das representações sociais e não o sujeito e suas múltiplas dimensões.
Palavras-chave:
Obesidade; Processo saúde-doença; Meios de comunicação de massa; Exclusão social
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Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/10/06/ele-chegou-a-160-kg-mas-venceu-obesidade-e-completou-mais-de-400-corridas.htm.
Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/10/06/ele-chegou-a-160-kg-mas-venceu-obesidade-e-completou-mais-de-400-corridas.htm.