Objetivo: comparar os efeitos do consumo de sal na pressão arterial (PA) de uma população indígena e não indígena no Brasil.
Metodologia: os estudos foram realizados entre os anos de 1999-2004 em uma população urbana de Vitória (n = 1.663), capital do estado do Espírito Santo, e população indígena assentada na reserva indígena de Aracruz (n = 663). O consumo de sal foi avaliado por meio de coleta de urina noturna de 12 horas.
Resultados: a média ± dp do consumo de sal foi muito alta (12,8 ± 5,7 g/dia vs. 11,8 ± 5,9 g/dia; P < 0,001), respectivamente, na população indígena e não indígena. A PA sistólica e diastólica foi menor na população indígena (118/75 mmHg). Na análise multivariada a contribuição do acúmulo de gordura avaliada pelo índice de massa corporal (IMC) foi o principal componente que contribuiu para a elevação da pressão arterial em indígenas. A inclinação da PA sistólica nos indígenas na análise multivariada, consumo de sal, idade e IMC explicaram 27% da PA sistólica e 21% da PA diastólica no grupo indígena, enquanto essas variáveis explicaram 17% e 15% no grupo não indígena.
Conclusão: a pressão arterial em si não apresentou alteração estatisticamente significativa apenas com a ingestão de sal, destacando o IMC como fator chave para explicar a variabilidade da PA na população indígena.
Palavras-chave:
Sal; Urina; Pressão arterial; População indígena; População urbana
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Source: Authors.