Open-access Efeitos da volatilidade da força de trabalho, determinantes de óbitos infantis e resiliência na Atenção Primária do SUS

Efectos de la volatilidad de la mano de obra, determinantes de las muertes infantiles y resiliencia en la Atención Primaria del SUS

Este artigo se propõe a analisar os efeitos da volatilidade da força de trabalho da Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre a resiliência dos serviços e a redução dos óbitos infantis. Para isso, foi utilizada a relação da força de trabalho na APS e os indicadores sensíveis à infância: vacinação (de poliomielite e sarampo) e óbitos infantis. Trata-se de um estudo ecológico de séries temporais, que tem como fontes de informação os indicadores relativos à força de trabalho, coberturas vacinais e de óbitos infantis por causas evitáveis, de todos os estados do Brasil, entre 2017 e 2022, totalizando um painel balanceado com 162 informações em 11 variáveis. Para a análise dos dados, foi estimado um modelo de regressão em painel de efeito fixo, demonstrando a existência de significância estatística significativa na associação da força de trabalho da APS e na redução dos óbitos infantis, sendo os médicos os que mais contribuíram para tal redução, seguidos dos enfermeiros. Em relação às coberturas vacinais, a vacina tetra de sarampo se mostrou significativa e contribui fortemente para a redução dos óbitos infantis.

Palavras-chave:
Sistemas de Saúde; Resiliência de Sistemas de Saúde; Recursos Humanos; Atenção Primária à Saúde

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