O objetivo deste trabalho é analisar a inserção dos conhecimentos e práticas de Saúde Coletiva nos projetos pedagógicos dos cursos de Medicina, tomando como referência as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) do Curso de Graduação em Medicina de 2014. A metodologia contemplou a seleção de seis cursos dentre os 30 ofertados no estado da Bahia e a análise da matriz curricular e das ementas dos componentes curriculares que apresentam conteúdos das subáreas da Saúde Coletiva - Epidemiologia, Política, Planejamento e Gestão e Ciências Sociais e Humanas em Saúde. Os resultados apontam a diversidade de designações, cargas horárias, evidenciando a coexistência de concepções e práticas oriundas de diversos movimentos de reforma a exemplo da Medicina Preventiva, Comunitária, Social, Saúde da Família, Atenção Primária à Saúde, incluindo também temas correlatos ao campo da Saúde Coletiva, ofertados no período pré-internato e no Internato. Conclui-se que os cursos analisados não estão cumprindo plenamente o disposto nas DCN 2014, com graus distintos de aproximação à estas recomendações, o que exige um processo de avaliação abrangente destes cursos, principalmente por conta da enorme expansão e privatização da educação médica no país na última década.
Palavras-chave:
Educação Médica; Saúde Coletiva; Diretrizes Curriculares Nacionais