Este estudo objetivou explorar fatores fisiológicos, comportamentais, preferências pessoais, culturais e ambientais que influenciam o horário de alimentação. Com dados de 5.260 adultos brasileiros de uma pesquisa virtual (Sonar-Brasil/2023-24), a regressão Lasso identificou os determinantes dos horários do primeiro e último episódio alimentar, almoço, ponto médio da alimentação e frequência de pular o café da manhã. A análise Random Forest avaliou a importância das variáveis para o ponto médio da alimentação. O cronotipo foi o principal preditor: à medida que se deslocava para a vespertinidade, aumentava a frequência de pular o café da manhã e os horários de alimentação eram mais tardios. Depressão, obesidade, tempo de tela à noite, tabagismo, cafeína, ter o jantar como a maior refeição, sono curto e trabalho remoto foram associados ao atraso do ponto médio da alimentação. Já idade, sexo feminino, exercícios, consumo de álcool à noite, qualidade da dieta, trabalho presencial e maior escolaridade foram associados ao seu adiantamento. Compreender os fatores modificáveis do horário alimentar pode auxiliar na criação de intervenções de saúde pública que promovam hábitos alimentares saudáveis, alinhados ao sistema circadiano e adaptados a contextos regionais e individuais.
Palavras-chave:
Horário das refeições; Ritmo circadiano; Crononutrição; Ingestão alimentar
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The colors in the figure represent each group of variables. In purple: Behavioral and Personal Preference, in red: Physiological variables, in green: Cultural and Environmental variables. Source: Authors.
Notes: MSFsc = Midpoint of Sleep on Free Days corrected for Sleep Extension on Free Days. *All the associations are significant (P-values≤0.01). Source: Authors.