O artigo analisa os saberes e as práticas envolvidas nas escolhas alimentares de estudantes universitários do ambiente acadêmico. Utilizando uma abordagem qualitativa, foram realizados grupos focais e entrevistas para compreender como concepções hegemônicas são formadas e influenciam as interações individuais e grupais. Por um olhar interdisciplinar e da Teoria das Práticas, os resultados revelaram a interação dos nexos: entendimentos, procedimentos e engajamentos, envolvendo as relações antinômicas entre comer hedônico e comer tradicional. Os estudantes relatam serem protagonistas de suas escolhas alimentares, mas expressam a necessidade de maior autonomia. Abordagens convencionais, incluindo o atual modelo de gestão, contradizem questões identitárias e simbólicas dos estudantes, enquanto intervenções ambientais em nível macro ambientais são mais aceitas do que recomendações pessoais. Concluiu-se que o afeto, a confiança e a liberdade são valores essenciais para que os estudantes tenham maior independência em suas escolhas. Aprimorar programas que promovam mudanças nos fatores comportamentais identificados se torna fundamental não apenas para reduzir riscos, mas também para melhorar a qualidade de vida nessa comunidade.
Palavras-chave:
Sociologia da Saúde; Ambiente Alimentar Organizacional; Universidade Promotora de Saúde; Práticas alimentares
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Fonte: adaptado de Ambrosi18
Fonte: adaptado de Ambrosi18
Fonte: elaborada por Ambrosi18, a partir da checagem dos níveis 1 e 2 de análise, propostos na AT
Fonte: elaborada por Ambrosi18, a partir da fase cinco de análise, proposta por Braun e Clarke22 Notas: Na AT foram definidos e nomeados os temas finais da análise para a pergunta exploratória: Quando você tem necessidade de consumir alimentos nos Campus, quais são os valores que você considera fundamentais?Todas as inter-relações encontradas na análise do software foram consideradas.