Em geral, alelopatia pode ser definido como o processo biológico no qual um organismo produz metabolitos que alteram a germinação, o crescimento, a sobrevivência e a reprodução de outros organismos, influenciando a estabilidade de agroecossistemas. O colesterol, o mais abundante esterol isolado da alga vermelha marinha Plocamium brasiliense, foi estudado quanto ao seu potencial efeito inibitório na germinação de sementes, alongamento das radículas e desenvolvimento do hipocótilo das ervas daninhas Mimosa pudica (malicia) e Senna obtusifolia (mata-pasto). Colesterol foi isolado do extrato em Hexano por métodos cromatográficos. Durante 15 dias, os bioensaios de germinação foram realizados a 25 ºC e fotoperíodo de 12 horas, enquanto os bioensaio de alongamento da radícula e do hipocótilo foram realizados a 25 ºC e fotoperíodo de 24 horas. Posteriormente, placas de Petri de 9,0 cm de diâmetro foram revestidas de papelfiltro, e 25 sementes foram mantidas em câmaras de germinação, enquanto seis sementes pré-germinadas foram postas em placas de Petri por 2-3 dias. Após dez dias, a extensão da radícula e do hipocótilo foi medida. O potencial inibitório do colesterol foi avaliado a 5, 10, 15 e 20 ppm. Em ambas as ervas M. pudica e S. obtusifolia, foram afetadas significativamente pela ação do cholesterol alcançando maiores percentuais de inibição na germinação das sementes (50% e 33%, respectivamente), alongamento da radícula (68% e 60%, respectivamente) e desenvolvimento do hipocótilo (66% e 55%, respectivamente). Os efeitos inibitórios foram dose-dependentes em todos os experimentos, tendo efeitos alelopaticos mais acentuados a 20 ppm.
Palavras-chave:
fitotoxinas; Mimosa pudica; Senna obtusiloba; esteróis marinhos
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