Objetivo: Detalhar o perfil epidemiológico, o quadro clínico e o tratamento adotado para pacientes diagnosticados com tuberculose vertebral, atendidos no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UNIFESP - Hospital São Paulo.
Métodos: Tratou-se de um estudo observacional, descritivo e retrospectivo, realizado com pacientes diagnosticados com tuberculose vertebral entre os anos de 2005 e 2024, no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (UNIFESP).
Resultados: No estudo, foram avaliados 29 pacientes com tuberculose vertebral, com idade média de 43,28±19,48 anos, predominando homens (65,5%), acima de 50 anos (37,9%), de etnia parda (58,6%), solteiros (55,2%), com ensino fundamental incompleto (48,3%) e residentes no interior de São Paulo (44,8%). A maioria era aposentada (28,0%) ou estudante (10,0%). Quanto às comorbidades, 34,6% dos pacientes apresentavam doenças preexistentes, principalmente infecciosas, metabólicas/endócrinas e uso de substâncias (13,8% cada), e 24,1% eram tabagistas. O segmento torácico foi o mais afetado (48,3%), com cifotização moderada (20° a 40°) em 34,5% dos casos. O diagnóstico foi predominantemente por biópsia cirúrgica (44,8%), e o tratamento clínico foi o mais adotado (55,2%). Na classificação de Frankel pré-operatória, 31,0% não tiveram informação registrada, enquanto os graus E (28,0%) e D (21,0%) foram os mais frequentes. No pós-operatório (n = 13), 42,0% não tiveram classificação registrada, com predominância do grau E (33,0%).
Conclusões: Conclui-se que a tuberculose vertebral apresenta um perfil epidemiológico associado a fatores socioeconômicos e clínicos específicos, exigindo um diagnóstico precoce e um manejo multidisciplinar para otimizar os desfechos terapêuticos e funcionais dos pacientes. Nível de Evidência II; Estudo Retrospectivo.
Descritores:
Tuberculose da Coluna Vertebral; Diagnóstico; Gerenciamento Clínico; Epidemiologia.
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