Objetivos: Avaliar o manejo clínico de patologias da coluna vertebral por profissionais médicos não especialistas da área nas redes de saúde do estado de São Paulo.
Métodos: Trata-se de estudo descritivo observacional transversal realizado por meio de questionários autoaplicáveis online.
Resultados: Foram obtidas 45 respostas, sendo 82% médicos de família e comunidade, 52% com menos de cinco anos de graduação. Dos respondentes, 91,5% sentiram-se aptos à condução inicial de casos de coluna e 62,2% relataram encaminhar os casos ocasionalmente. Apenas 52,2% trabalhavam em instituições que dispunham de protocolo de encaminhamento à atenção especializada. Não houve diferença entre os grupos analisados quanto ao tempo de formação.
Conclusão: Os profissionais de saúde ainda não dispõem de recursos suficientes para auxílio à tomada de decisão e ainda ocorrem encaminhamentos em excesso para a atenção especializada. Para mitigar esses problemas, é essencial que os profissionais, não especialistas em coluna, tenham acesso a diretrizes clínicas atualizadas e ferramentas de triagem adequadas para ajudar na tomada de decisões antes do referenciamento à atenção especializada ou ao cuidado terciário. Nível de Evidência III; Estudo Retrospectivo Comparativo.
Descritores:
Atenção Primária à; Saúde; Coluna Vertebral; Níveis de Referência de Diagnóstico
Thumbnail
