Objetivo Descrever a prevalência de dificuldades alimentares em crianças com idade entre seis meses e seis anos e onze meses, nascidas prematuras, e analisar as relações com as condições perinatais e neonatais.
Método Estudo ambispectivo transversal, no qual a Escala Brasileira de Alimentação Infantil foi aplicada aos pais de 129 crianças acompanhadas em ambulatórios de prematuros, para avaliar a prevalência de Dificuldade Alimentar. As demais variáveis foram coletadas retrospectivamente nos prontuários.
Resultados Quinze crianças (11,62%), das 129 que participaram, apresentaram Dificuldade Alimentar. As variáveis que influenciaram significativamente o resultado foram: nascer pequeno para a idade gestacional, ser filho de mãe com Diabetes Mellitus Gestacional e ser submetido à fototerapia. Ao observar os domínios avaliados pela Escala Brasileira de Alimentação infantil, foi possível observar que o tempo de suporte ventilatório teve correlação com o domínio Motor-Oral e o tempo de fototerapia com o domínio Sensório-Oral.
Conclusão A Escala Brasileira de Alimentação Infantil mostrou que a prevalência de Dificuldade Alimentar a longo prazo em nascidos prematuros foi de 11,62%. Nascidos pequenos para a idade gestacional apresentaram maior prevalência. Crianças submetidas à fototerapia e filhos de mães com diabetes gestacional apresentaram menor prevalência. As outras variáveis estudadas não afetaram significativamente a prevalência de Dificuldades Alimentares, mas o tempo de suporte ventilatório afetou o domínio Motor-Oral e o tempo de fototerapia o Motor-Oral. Este estudo pioneiro marca a primeira aplicação da Escala Brasileira de Alimentação Infantil em crianças brasileiras nascidas prematuras.
Descritores:
Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo; Seletividade Alimentar; Recém-nascido Prematuro; Nutrição da Criança
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