Objetivo Verificar se a expansão rápida de maxila (ERM) causa efeitos no funcionamento da orelha média e nos gaps aéreo-ósseos em crianças e adolescentes.
Método Ensaio clínico de braço único, com coleta de dados em quatro momentos: antes de iniciar a ERM (T0), ao finalizar a ERM (T1), três meses após finalizar a ERM (T2) e seis meses após realizar a ERM (T3). A avaliação audiológica, realizada nos quatro momentos, foi composta pela meatoscopia, audiometria tonal liminar e vocal, timpanometria e pesquisa dos reflexos acústicos.
Resultados 18 crianças e adolescentes atenderam os critérios de elegibilidade. Houve redução dos gaps aéreo-ósseos e melhora no funcionamento da orelha média, ao longo do acompanhamento, entre T0, T1, T2 e T3. Três meses após a finalização da ERM, em T2, todos os pacientes apresentaram curvas timpanométricas tipo A e seis meses após a ERM, em T3, houve ausência de gap aéreo-ósseo e reflexos acústicos ipsilaterais e contralaterais presentes em toda a amostra.
Conclusão Verificou-se na amostra estudada que a ERM promoveu gradativa redução dos gaps aéreo-ósseos e adequado funcionamento de orelha média em crianças e adolescentes com atresia transversal de maxila.
Descritores:
Audição; Perda Auditiva; Técnica de Expansão Palatina; Maxila; Crianças; Adolescentes