Objetivo Verificar os riscos gerais e específicos de disfonia em professores com e sem alteração vocal, comparar os escores dos protocolos de rastreio e correlacionar os riscos com o grau geral de desvio vocal (G).
Método Participaram professores de diferentes níveis de ensino, de ambos os sexos, idades acima de 18 anos. Foram aplicados o Protocolo de Risco de Disfonia - Geral (PRRD-G) e o Protocolo de Rastreio de Risco de Disfonia - Professores (PRRD-Pro). Foram gravadas e analisadas amostras vocais e os participantes foram distribuídos em dois grupos, com e sem alteração vocal, a partir da média do G no Consenso da Avaliação Perceptivo-Auditiva da Voz (CAPE-V). Realizaram-se análises descritivas e comparações dos dados entre os grupos.
Resultados Foi observada homogeneidade entre os grupos quanto ao sexo e idade. Não houve diferença estatística significativa entre os grupos nos escores finais do PRRD-G, PRRD-Pro e escore total. No entanto, observou-se diferença nos subescores de hidratação (pior no grupo não alterado) e fumo (pior no grupo alterado). Não houve correlação entre os escores dos protocolos e o G.
Conclusão Os escores médios do PRRD-G foram acima do ponto de corte nos dois grupos, indicando elevado risco de disfonia, mesmo na ausência de alteração vocal. Fumo e hidratação se mostraram relevantes na diferenciação entre os professores com e sem alteração vocal. Está prevista a continuidade do estudo com aumento do tamanho da amostra, exame laringológico, observação da voz e comunicação em sala de aula, oficinas de aprimoramento vocal e fonoterapia.
Descritores:
Voz; Docentes; Fatores de Risco; Disfonia; Fonoaudiologia