Objetivo Comparar os achados da avaliação fonoaudiológica, sinais da videoendoscopia da deglutição e o risco nutricional entre idosos saudáveis com e sem dificuldades autorreferidas em deglutir, além de correlacionar o nível de ingestão oral com a gravidade dos resíduos faríngeos e o risco nutricional.
Método Trata-se de um estudo transversal e retrospectivo. Foram incluídos 71 idosos divididos em dois grupos de acordo com a presença de queixas de deglutição. Foram coletados dados da avaliação fonoaudiológica e estado oral, além dos sinais videoendoscópios em quatro consistências alimentares classificados pelo International Dysphagia Diet Standartisation Initiative (IDDSI) para comparação entre os grupos. Os resíduos faríngeos foram analisados e classificados pelo Yale Pharyngeal Residue Severity Rating Scale (YPRSRS), o nível de ingestão oral pelo Functional Oral Intake Scale (FOIS) e o risco nutricional foi avaliado utilizando-se o Malnutrition Screening Tool (MST).
Resultados Houve diferença na avaliação fonoaudiológica, além de sinais de escape oral posterior e resíduos faríngeos nas consistências alimentares de nível 0, 2 e 4, e penetração laríngea na consistência de nível 0. Houve correlação negativa moderada entre o nível de ingestão oral, gravidade dos resíduos faríngeos e o risco nutricional.
Conclusão O grupo de idosos com queixas apresentou diferenças na avaliação fonoaudiológica, além de escape oral posterior e resíduos faríngeos nas consistências alimentares de nível 0, 2 e 4, e penetração laríngea na consistência de nível 0. A correlação indicou que, quanto menor o nível de ingestão oral, maior a gravidade dos resíduos faríngeos e o risco nutricional na amostra.
Descritores:
Idoso; Transtornos de Deglutição; Deglutição; Faringe; Nutrição do Idoso