Objetivo Avaliar o efeito de intervenções no trabalho sobre a exposição ao ruído ou a perda auditiva em comparação com ausência ou intervenções alternativas.
Estratégia de pesquisa Buscas em Pubmed, Embase, Web of Science, OSHupdate, Cochrane Central e CINAHL.
Critérios de seleção Incluídos ensaios clínicos randomizados (ECR), estudos controlados pré/pós-intervenção (ECPPI) e estudos de séries temporais interrompidas (SIT) avaliando controles de engenharia, administrativos, equipamentos de proteção auditiva (EPAs) e vigilância auditiva. Coletados estudos de caso de engenharia.
Análise dos dados Cochrane para revisões sistemáticas, incluindo metanálise.
Resultados Foram incluídos 29 estudos. Legislação mais rigorosa pode reduzir níveis de ruído em 4,5 dB(A) (evidência de qualidade muito baixa). Controles de engenharia podem reduzir imediatamente o ruído (107 casos). Onze ECR e ECPPI (3.725 participantes) avaliaram EPAs. Treinamento para inserção do EPA reduz a exposição ao ruído no acompanhamento de curto prazo (evidência de qualidade moderada). Protetores tipo concha podem ter desempenho melhor do que protetores de inserção em níveis altos de ruído, mas piores em níveis mais baixos (evidência de qualidade muito baixa). EPAs podem reduzir a perda auditiva no acompanhamento de muito longo prazo (evidência de qualidade muito baixa). Dezessete estudos (84.028 participantes) avaliaram programas de prevenção de perdas auditivas. Um melhor uso do EPA pode reduzir a perda auditiva, mas outros componentes não (evidência de qualidade muito baixa).
Conclusão As intervenções para prevenção da perda auditiva reduzem modestamente a exposição ao ruído e a perda auditiva. Estudos de melhor qualidade e melhor implementação de medidas de controle de ruído e EPA são necessários.
Descritores:
Perda Auditiva Provocada por Ruído; Ruído Ocupacional; Dispositivos de Proteção Auditiva; Revisão Sistemática; Metanálise
Thumbnail
Thumbnail
Caption: Adera 1993: Forouzanfar et al.(