Objetivo Analisar a produção ambulatorial do visual reinforcement audiometry (VRA) no Sistema Único de Saúde (SUS), nas Unidades da Federação (UFs) do Brasil, entre 2004 e 2021, e sua associação com a Triagem Auditiva Neonatal (TAN) e a oferta de fonoaudiólogos, serviços de saúde auditiva e equipamentos de VRA.
Método Estudo ecológico misto, que utilizou dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS, do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A variável dependente foi a taxa da realização do procedimento “audiometria de reforço visual (via aérea/óssea)”, por 10 mil habitantes, enquanto as variáveis independentes foram as taxas de TAN, fonoaudiólogos, serviços de saúde auditiva e equipamentos de VRA. Foi realizada estatística descritiva e inferencial e análise espacial.
Resultados A taxa de realização de VRA no Brasil foi de 11,8/10 mil habitantes entre 2004 e 2021. Nas UFs, as taxas de VRA variaram de 0 a 125,1/10 mil habitantes nos períodos estudados. A menor taxa deste exame foi registrada no triênio 2004-2006, ao passo que a maior foi visualizada no triênio 2007-2009. Constatou-se que não houve correlação significativa entre a taxa de realização de VRA do triênio 2016-2018 com as taxas de TAN, fonoaudiólogos, serviços de saúde auditiva e equipamentos de VRA.
Conclusão A realização do VRA é restrita e discrepante entre as UFs brasileiras e não apresenta associação com as variáveis investigadas, apontando a necessidade de medidas para melhorar o acesso a este exame no SUS.
Descritores:
Audição; Perda Auditiva; Políticas Públicas de Saúde; Sistema Único de Saúde; Sistemas de Informação em Saúde
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Legenda: VRA = visual reinforcement audiometry
