Objetivo verificar se os hábitos de vida exercem influência na autopercepção dos sintomas cardiológicos e da tontura em pacientes com insuficiência cardíaca (IC).
Método estudo transversal, retrospectivo e analítico, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (parecer nº 4.462.519), no qual foi realizado o estudo de 34 prontuários de pacientes com diagnóstico funcional de disfunção vestibular periférica, acompanhados em um ambulatório de cardiologia. Foram levantados dados sobre gênero, idade, índice de massa corporal (IMC) e hábitos de vida como: tabagismo, etilismo, acompanhamento nutricional e prática regular de atividade física. Também foram analisados os escores dos questionários Dizziness Handicap Inventory (DHI) e Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire (MLHFQ). Os dados foram submetidos à análise estatística inferencial, por meio da análise de variância (ANOVA).
Resultados A média de idade dos pacientes foi de 55,9 anos, com predomínio do gênero masculino (79.41%). Observou-se diferença estatística entre os escores dos aspectos emocionais e totais, do DHI, com o hábito etilismo e ainda, do aspecto emocional do MLHFQ com a manutenção da dieta equilibrada. A prática regular de atividade física apresentou diferença estatística quando comparada com o impacto emocional, do DHI e do MLHFQ, bem como com os escores totais do MLHFQ.
Conclusão Hábitos de vida prejudiciais, como o etilismo, a alimentação inadequada e o sedentarismo, impactaram negativamente a qualidade de vida e a autopercepção dos sintomas cardiológicos e vestibulares em pacientes com IC que apresentavam tontura.
Descritores:
Insuficiência Cardíaca; Tontura; Qualidade de Vida; Estilo de Vida Saudável; Avaliação do Impacto na Saúde
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Legenda: DHI: Dizziness Handicap Inventory; MLHFQ : Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire