Objetivo Comparar o perfil comunicativo de crianças com diagnóstico ou risco de Transtorno do Espectro do Autismo antes e após a realização de orientações fonoaudiológicas (tratamento indireto).
Método Participaram deste estudo cuidadores e/ou pais de crianças de dois a nove anos com diagnóstico, ou risco autorrelatado para Transtorno do Espectro do Autismo, com ou sem acompanhamento fonoaudiológico. Anteriormente a intervenção, os cuidadores preencheram os dados do roteiro de caracterização da amostra e da história clínica. Ademais, os cuidadores enviaram um registro em áudio e vídeo, de dez minutos de interação entre a criança e um adulto familiar para análise pragmática à luz do Teste de Linguagem Infantil ABFW. A intervenção incluiu encontros de orientações on-line com compartilhamento de slides e cartilhas de orientação. Após a intervenção foi realizada a coleta de novo vídeo de interação entre adulto e criança para realização da análise pragmática.
Resultados Houve um aumento estatisticamente significativo do número de atos comunicativos por minuto, do número de funções comunicativas utilizadas e do espaço comunicativo ocupado pelas crianças no momento pós-intervenção quando comparado ao momento anterior a intervenção. A maioria das crianças modificou seu meio comunicativo utilizado preferencialmente e aumentou o número de respostas dadas, apesar dessas mudanças não serem estatisticamente significativas. Após os encontros de orientação, a maioria dos participantes alcançou o número de atos comunicativos adequado para a idade.
Conclusão Houve mudanças estatisticamente significativas ao comparar o perfil comunicativo das crianças antes e após as orientações, indicando benefícios nas habilidades pragmáticas dos participantes.
Descritores:
Transtorno do Espectro do Autismo; Linguagem Infantil; Desenvolvimento da Linguagem; Comunicação; Tutoria; Parentalidade; Fonoaudiologia
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