Objetivo Estimar a ocorrência e características das dificuldades alimentares em crianças autorreportada pelos pais.
Método Estudo transversal, realizado de janeiro a junho de 2022 através do preenchimento de formulários e escalas online por pais e/ou responsáveis por crianças brasileiras de 6 meses a 6 anos e 11 meses de idade.
Resultados A amostra contou com 596 participantes, sendo a maioria (54,5%) do sexo masculino, com idade gestacional ao nascimento em média de 38 semanas (DP = 3.07). Dificuldades alimentares se mostraram presentes em 26% da amostra, sendo mais prevalentes nos indivíduos do sexo masculino (59,36%). Houve associações positivas entre a escolaridade familiar e a presença e gravidade das dificuldades alimentares. A presença de pelo menos uma doença ou comorbidade foi referida em 59,1% (n = 352) da amostra, sendo as dificuldades alimentares severas associadas a presença de pelo menos uma das comorbidades referidas. Crianças com diagnóstico de transtorno do espectro autista foram associadas significativamente com dificuldades alimentares severas (p = <0.001). A presença de alguma síndrome ou doença genética foi associada (p = 0,021) a dificuldade alimentar moderada. Verificou-se associação significativa (p = 0,026) entre a presença de dificuldades alimentares leves e moderadas com a presença de mais de uma hospitalização.
Conclusão A ocorrência de dificuldades alimentares nas crianças brasileiras desse estudo é de 26%, sendo a maioria com gravidade severa, estando associada a comorbidades pré-existentes.
Descritores:
Comportamento Alimentar; Criança; Ocorrência; Transtornos de Alimentação na Infância; Brasil
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