Objetivo Investigar a confiabilidade entre medidas diretas e indiretas na antropometria facial.
Método Amostra constituída por 60 participantes, com idades entre 16 e 48 anos. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, foram procedidos exames faciais antropométricos objetivos indiretos (softwares SAPO® e IMAGEJ®) e diretos em norma frontal, por meio do uso do paquímetro digital nos pontos antropométricos: glabela, subnasal, gnátio, alar, exocanto e cheilion com os pacientes sentados, em posição confortável e cabeça em posição natural. Dois examinadores treinados e calibrados realizaram as medições por três vezes para a obtenção de média aritmética. Os participantes foram fotografados para a realização das medições indiretas. Os resultados foram analisados por estatística descritiva (medidas de frequência absoluta e relativa e medidas sínteses de tendência central e dispersão) e inferencial (teste Chi-quadrado, Bland-Altman, t pareado e Coeficiente de Correlação Intraclasse) considerando-se significância de 5%.
Resultados Houve concordância intra e interobservadores, dimorfismo sexual (medidas femininas menores), valores maiores na antropometria direta quando comparados com a fotoantropometria, diferenças entre os softwares utilizados (em terço médio para ambos os sexos e terço inferior para o masculino) e na análise facial numérica, discordância na análise das hemiface, independente da técnica utilizada.
Conclusão Houve divergência entre as técnicas utilizadas, devendo o profissional levar esse aspecto em consideração. Comparações antropométricas faciais devem ser efetivadas pelo uso de um mesmo software a fim de evitar divergências de análises.
Descritores:
Antropometria; Face; Fonoaudiologia; Ciências Forenses; Metodologia
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Legenda: Glabela (G), Subnasal (Sn), Gnátio (Gn), Canto Externo do Olho (Ex), Asas do Nariz (Ald-Ale). Fonte: Freepik(