A Apneia Obstrutiva do Sono caracteriza-se por episódios recorrentes de colapso parcial ou completo da faringe, seguidos de diminuição da saturação de oxihemoglobina e despertares frequentes. É considerada problema de saúde pública com importantes sintomas noturnos e diurnos, impactando qualidade de vida. Seus efeitos associam-se as áreas de competência da Fonoaudiologia. Para estabelecer diagnóstico e métodos de tratamento eficientes, profissionais devem conhecer a patogênese da obstrução da via aérea superior durante o sono. Visando contribuir para a compreensão da fisiopatologia da apneia obstrutiva do sono, elegibilidade de procedimentos terapêuticos individualizados e direcionamento para terapêutica miofuncional orofacial, o presente estudo tem como objetivo descrever e ilustrar os locais e tipos de colapso da via aérea superior durante o sono. Após processos éticos, foram analisados registros originais das sonoendoscopias de uma série de casos com diagnóstico polissonográfico de apneia obstrutiva do sono. As imagens das gravações dos exames foram analisadas por cinco profissionais com expertise na área do sono. Os locais obstrutivos e tipos de colapso foram apresentados conforme classificação vigente. Os vídeos foram divididos em capturas de tela, originando figuras de cada sítio anatômico: sem colapso e com colapso. Os resultados foram apresentados por imagens dos casos, que ilustram cada colapso, predominando colapso velofaríngeo: anteroposterior, lateral ou concêntrico; seguido por colapso orofaríngeo lateral; colapso anteroposterior na hipofaringe e colapso anteroposterior da epiglote. O entendimento dos locais de obstrução e tipos de colapso ilustrados nesse estudo pode ser um preditor de respostas terapêuticas, auxiliando a compreensão das limitações ou direcionando propostas para cada paciente.
Descritores
Apneia Obstrutiva do Sono; Ronco; Faringe; Endoscopia; Terapia Miofuncional; Fonoaudiologia
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Legenda: Sujeito 1: Imagem A1 sem colapso, B1 com colapso anteroposterior completo na velofaringeLegenda: Sujeito 2: Imagem A2 sem colapso, B2 com colapso anteroposterior completo na velofaringeLegenda: Sujeito 3: Imagem A3 sem colapso, B3 com colapso circunferencial completo na velofaringe
Legenda: Sujeito 4: Imagem A4 sem colapso, B4 transição para o colapso lateral com constrições parciais, C4 colapso lateral completo na velofaringeLegenda: Sujeito 5: Imagem A5 sem colapso, B5 transição para o colapso circunferencial com constrições parciais, C5 colapso circunferencial completo na velofaringe
Legenda: Sujeito 6: Imagem A6 sem colapso, B6 com colapso completo das paredes laterais da orofaringeLegenda: Sujeito 7: Imagem A7 sem colapso, B7 com colapso parcial das paredes laterais da orofaringe
Legenda: Sujeito 8: Imagem A8 base da língua com hipertrofia da tonsila lingual sem colapso em hipofaringe; B8 com colapso anteroposterior completo na hipofaringe com componente tonsilarLegenda: Sujeito 9: Imagem A9 base da língua com mínima hipertrofia da tonsila lingual sem colapso na hipofaringe; B9 com colapso anteroposterior completo na hipofaringe com componente tonsilar mínimoLegenda: Sujeito 10: Imagem A10 base da língua sem hipertrofia da tonsila lingual e sem colapso em hipofaringe; B10 com colapso anteroposterior completo na hipofaringe sem componente tonsilar
Legenda: Sujeito 09: Imagem A11 local epiglótico sem colapso, B11 colapso anteroposterior completo causado pelo deslocamento posterior da epiglote contra a parede hipofaríngea posterior com componente tonsilar lingual mínimoLegenda: Sujeito 11: Imagem A1:sem colapso, B12 com colapso anteroposterior completo causado pelo deslocamento posterior da epiglote contra a parede hipofaríngea posterior, sem componente tonsilar lingual