Open-access Instrumentos para triagem e avaliação da linguagem oral na primeira infância via saúde digital: uma revisão de escopo

RESUMO

Objetivo  A distribuição desigual de profissionais especializados tem motivado pesquisas em saúde digital para atender às necessidades do cuidado em linguagem oral na infância, considerando que atrasos de linguagem são queixas frequentes nessa fase. Esta revisão de escopo investigou: “Quais instrumentos são aplicáveis para triagem e avaliação da linguagem oral na primeira infância usando saúde digital?”.

Estratégia de pesquisa  as bases de dados consultadas foram PubMed, Web of Science, LILACS, Embase e Scopus, além da literatura cinzenta, por meio do Google Scholar e do ProQuest Dissertations and Theses.

Critérios de seleção  foram incluídos estudos que utilizaram testes de triagem e avaliação da linguagem oral por meio de teleconsulta, aplicativos e ferramentas web, sem restrição de tempo, idioma ou etnia, em contextos clínicos, educacionais e não clínicos.

Análise dos dados  dos 2.435 estudos localizados, 20 compuseram a amostra final.

Resultados  Onze estudos avaliaram a triagem de habilidades de linguagem e nove pesquisaram a avaliação da linguagem por meio digital. Quatorze estudos adaptaram para o formato online testes previamente validados presencialmente; quatro desenvolveram ferramentas específicas para teleconsulta e dois realizaram observações síncronas ou assíncronas sem protocolos definidos. A maioria das pesquisas foi conduzida em contextos clínicos com fonoaudiólogos, embora agentes comunitários de saúde também tenham participado de alguns estudos. A videoconferência foi a modalidade digital mais utilizada.

Conclusão  os achados desta revisão reforçam a viabilidade da telessaúde para triagem e avaliação da linguagem oral, evidenciando a necessidade de mais pesquisas para consolidar a atuação baseada em evidências na telefonoaudiologia.

Descritores:
Linguagem Infantil; Transtornos do Desenvolvimento da Linguagem; Triagem; Testes de Linguagem; Telessaúde

ABSTRACT

Purpose  the unequal distribution of specialized professionals has motivated research in digital health to address the needs of oral language care in early childhood, considering that language delays are frequent concerns at this stage. This scoping review investigated: “Which instruments are applicable for oral language screening and assessment in early childhood using digital health?”.

Research strategies  the databases consulted were PubMed, Web of Science, LILACS, Embase, and Scopus, in addition to grey literature through Google Scholar and ProQuest Dissertations and Theses.

Selection criteria  Studies were included if they used oral language screening and assessment tests delivered via teleconsultation, mobile applications, or web-based tools, with no restrictions on time, language, or ethnicity, in clinical, educational, or non-clinical contexts.

Data analysis  Of the 2,435 studies identified, 20 met the inclusion criteria.

Results  Eleven studies investigated the screening of language skills and nine addressed language assessment through digital means. Fourteen studies adapted previously validated face-to-face tests for online use; four developed specific tools for teleconsultation; and two conducted synchronous or asynchronous observations without standardized protocols. Most studies were carried out in clinical contexts with speech-language pathologists, although community health workers also participated in some cases. Videoconferencing was the most frequently used digital modality.

Conclusion  The findings of this review reinforce the feasibility of telehealth for screening and assessing oral language in early childhood, highlighting the need for further research to consolidate evidence-based practices in speech-language telehealth.

Keywords:
Child Language; Language Development Disorders; Screening; Language Tests; Telehealth

INTRODUÇÃO

O emprego de triagens e avaliações da linguagem oral nos serviços de saúde tem o potencial de qualificar os encaminhamentos para a atenção especializada e, consequentemente, de reduzir as listas de espera, além de minimizar a ansiedade dos pais(1,2).

Isso é particularmente relevante ao considerar os desafios impostos pelo número reduzido de profissionais de saúde e de centros especializados, bem como pela sua distribuição desigual(3-8). A validação de instrumentos de triagem e avaliação da linguagem oral é essencial para diagnósticos fonoaudiológicos adequados, fomentando a ampliação do acesso aos serviços(9-22).

Nesse cenário, o uso da saúde digital, particularmente as teleconsultas, tem crescido em importância, pois permite superar obstáculos geográficos de maneira flexível e conveniente para os usuários e contribui para a continuidade do cuidado e economia de recursos(23-28).

Na Fonoaudiologia, há estudos nas diversas especialidades apontando para a contribuição da assistência remota na continuidade do cuidado, na autonomia do paciente e na economia de recursos, assim como indicam uma similaridade da sua eficiência em comparação ao atendimento presencial(29-32).

Embora desafios como falta de infraestrutura e recursos digitais, limitação das habilidades dos profissionais e dificuldade em lidar com o atendimento de crianças tenham sido reportados(33-35), o uso da telessaúde nas áreas da linguagem e fala infantil tem sido estudada nos contextos de triagem, avaliação e intervenção, com resultados favoráveis e promissores(36-41). No entanto, ainda é necessário mapear os protocolos de triagem e avaliação passíveis de uso por meio da telessaúde.

Diante desse cenário e dos benefícios potenciais das ferramentas digitais na triagem e avaliação da linguagem oral em crianças, esta revisão de escopo tem como objetivo mapear os instrumentos de triagem e avaliação da linguagem oral em crianças de 0 a 6 anos, utilizando recursos de saúde digital. Dessa forma, oferece uma visão abrangente sobre instrumentos passíveis de uso para triar e avaliar a linguagem oral nesta faixa etária.

MÉTODO

Protocolo

A presente pesquisa se trata de uma revisão de escopo, cuja condução baseou-se na estrutura metodológica desenvolvida pelo Joanna Briggs Institute (JBI)(42) e nas recomendações do Checklist Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta Analysis extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR)(43).

A revisão segue as seis etapas propostas pelo protocolo JBI, sendo elas: formulação da questão de busca; identificação de estudos relevantes; seleção dos estudos; extração dos dados; mapeamento dos dados; agrupamento, resumo e relato/descrição dos dados encontrados.

Este estudo buscou responder à seguinte questão: Quais são os instrumentos aplicáveis para a triagem e avaliação da linguagem oral na primeira infância via saúde digital?

Para a elaboração dessa pergunta, utilizou-se o acrônimo “PCC”:

População: crianças de 0 a 6 anos de idade, Conceito: aplicação de testes e protocolos de triagem e avaliação de linguagem por meio de ferramentas de Saúde Digital; Contexto: ambientes clínicos, educacionais e não clínicos.

O protocolo foi registrado na plataforma https://osf.io/, com o identificador DOI 10.17605/OSF.IO/3VWJU.

Critérios de elegibilidade

Como critérios de inclusão foram considerados estudos que utilizaram testes de triagem e de avaliação da linguagem oral na primeira infância por meio de saúde digital, a saber: teleconsulta, aplicativos, ferramentas web, entre outras, sem restrição de tempo, idioma ou etnia.

Foram excluídos os seguintes tipos de estudos: estudos voltados à avaliação de crianças bilíngues; revisões sistemáticas, meta-análises; correspondências, publicações de livros, diretrizes, sites, blogs, além dos títulos e resumos que não se encaixavam no escopo da revisão.

Fontes de informação e estratégia de busca

As buscas aconteceram nas bases de dados PubMed, Web of Science, Lilacs, Embase, Scopus e na literatura cinzenta: Google Scholar e ProQuest Dissertations and Theses.

Para o levantamento dos artigos foram utilizadas as palavras-chave e operadores booleanos “Language Development Disorders” OR “language delay” AND “screening” OR “language tests” OR “standardized assessment” AND “telehealth” OR “teleconsultation” AND “child preschool” OR “toddler”. As estratégias completas de busca em cada base de dados, bem como na literatura cinzenta, estão detalhadas no Apêndice 1 (Apêndice 1).

Seleção dos estudos

Fase 1: a busca foi conduzida em um único dia e, após a remoção das duplicatas no software Mendeley, os arquivos de cada base de dados foram anexados no software Rayyan (https://www.rayyan.ai/)(44) para que a triagem inicial dos artigos fosse realizada.

A triagem dos artigos foi feita por dois revisores, ambos com experiência na área de linguagem oral infantil, seguindo duas fases de seleção para verificação de sua elegibilidade. Antes da seleção dos artigos, os 100 primeiros artigos da busca da base Pubmed foram inseridos no Rayyan para a calibração dos revisores, sendo atingido o kappa de 1.0, indicando concordância perfeita entre os mesmos na análise inicial.

A fase 1 foi conduzida a partir da análise dos títulos e resumos e, diante de discordâncias, uma reunião de consenso foi realizada para a tomada de decisão sobre a inclusão dos artigos conflitantes para a próxima fase.

Fase 2: nesta etapa, por sua vez, todos os artigos selecionados foram lidos na íntegra, e os dados foram extraídos utilizando um formulário previamente elaborado.

A extração dos dados foi organizada em uma tabela síntese (Tabela 1) e nos Quadros 1 e 2. Na Tabela 1 são apresentados os dados dos instrumentos: nome, habilidades avaliadas, se o protocolo corresponde a triagem ou avaliação, se foi adaptado ou específico e a referência do estudo.

Tabela 1
Instrumentos para triagem e avaliação da linguagem oral na primeira infância via saúde digital
Quadro 1
Síntese descritiva dos achados dos estudos incluídos (n=20)

O Quadro 1 apresenta as informações gerais, incluindo autores, ano, local do estudo, título do artigo, desenho do estudo, objetivo, foco na triagem ou avaliação, número amostral, idade das crianças, ferramentas utilizadas para triagem ou avaliação da linguagem, principais resultados e conclusões. Além disso, no Quadro 2, são detalhadas as características e especificidades dos protocolos adotados pelos autores, incluindo as habilidades de linguagem avaliadas, tipo de protocolo ou teste (questionário para cuidadores ou observação direta da criança), existência de validação prévia no formato convencional, formação do profissional responsável pela aplicação, disponibilidade de valores de acurácia ou validação, método de aplicação (videoconferência, plataforma online ou aplicativo), tempo de duração e contexto de aplicação (clínico ou acadêmico).

Quadro 2
Características específicas dos protocolos de triagem/avaliação da linguagem aplicados por meio de recursos de saúde digital (n=20)

Foi realizada consulta a três experts identificados com maior produção científica na temática durante o processo de coleta da revisão de escopo para que pudessem auxiliar na indicação de outras referências. Após a análise das indicações, um artigo foi inserido para a extração de dados. Adicionalmente, as listas de referências dos estudos previamente incluídos foram analisadas, resultando na identificação de 11 estudos com potencial para inclusão. Após a realização das fases 1 e 2 de leitura desses artigos, seis deles foram excluídos, pois abordavam exclusivamente intervenções terapêuticas ou eram voltados à população escolar.

A análise dos dados dos estudos incluídos foi realizada de forma descritiva e qualitativa.

RESULTADOS

Para melhor organização, os resultados serão apresentados de acordo com os itens: seleção dos estudos, caracterização dos estudos, instrumentos de triagem e avaliação, desempenho dos instrumentos, habilidades avaliadas, contexto e métodos, profissionais envolvidos e recursos de saúde digital utilizados.

Seleção dos estudos

A busca inicial identificou 2.435 estudos, dos quais 185 foram excluídos por duplicidade. Dos 2.250 restantes, 2.229 foram eliminados na triagem de títulos e resumos por inadequação aos objetivos da revisão (por exemplo: abordagem genérica do desenvolvimento, foco exclusivo em fala, ausência de dados primários ou incompatibilidade etária). Após análise integral dos 21 estudos remanescentes, sete foram excluídos, resultando em 14 artigos. Inclusões adicionais via indicação de especialistas e revisão de referências totalizaram 20 estudos. As etapas da revisão estão representadas no fluxograma mostrado na Figura 1.

Figura 1
Fluxograma com as etapas da revisão

Caracterização dos estudos

Os 20 estudos incluídos compreenderam principalmente pesquisas metodológicas de validação (n=14)(45-58), seguidos por estudos observacionais descritivo-analíticos(59,60), exploratórios(61-63) e experimentais(64). Cinco artigos relataram análise de concordância interavaliadores(48,53,55,56,62).

Instrumentos de triagem e avaliação

Sete protocolos de avaliação (PPVT, CELF, CDI, PLS-4, CREVT-3, TOLDP:5, DELV-NR) e cinco de triagem (PEDS, PEDS:DM, PLS-4 screening, REEL-3, SKOLD), todos já utilizados na prática clínica presencial, foram analisados em 14 dos 20 estudos. As seis pesquisas restantes, focalizadas na triagem, se dividiram da seguinte forma: quatro delas desenvolveram ferramentas digitais para teleconsulta: LanguageScreen (aplicativo)(51), SRESHT (aplicativo)(48), Web-based Clinical Decision Support System - CDSS (plataforma online)(54) e Telehealth Evaluation of Development for Infants - TEDI (protocolo observacional)(62), enquanto dois estudos empregaram observação não estruturada(46,47).

Desempenho dos instrumentos

Em relação aos instrumentos já validados para aplicação presencial e que foram estudados, observou-se:

  • PPVT (versões: PPVT-R, PPVT-III e PPVT-4): Resultados equivalentes à aplicação presencial, com alta concordância interavaliadores e tempo médio de 11,1 minutos(45,63,64);

  • CELF e CELF-4: Confiabilidade intra/interavaliadores elevada(55) e resultados equivalentes aos presenciais(50);

  • PLS-4: Alta concordância interavaliadores(63); o Screening Test PLS-4 correlacionou-se fortemente com métodos presenciais via Software-Based Telepractice (SBT), usando laptops (14,1 minutos de aplicação)(49);

  • PEDS e PEDS:DM: alta correspondência positiva (100%) e negativa (96%) entre os métodos presencial e remoto, usando aplicativo para smartphone, bem como concordância quase perfeita inter avaliadores (fonoaudiólogo e o Agente Comunitário de Saúde)(53). No entanto, também foram observados resultados com alta sensibilidade, mas especificidade variável(58);

  • CDIs: Versões online e adaptativas (CDI-CAT) mostraram alta correlação com o teste original(52,57);

  • CREVT-3, TOLDP:5, DELV-NR: não houve comparação com medidas realizadas presencialmente, sendo analisadas apenas quanto à confiabilidade interavaliadores (ICC). Os ICCs apresentaram valores elevados em todos os subtestes, variando de 0,937 a 0,998, demonstrando forte concordância entre os avaliadores(56);

  • REEL-3, SKOLD - confiabilidade de 100%(61). O estudo não apresentou detalhamentos.

Quanto às demais ferramentas, observou-se:

  • Language Screen: apresentou excelentes propriedades psicométricas, incluindo alta confiabilidade(51);

  • SRESHT: concordância interavaliadores “quase perfeita” (0,81)(48);

  • Web-based Clinical Decision Support System (CDSS): taxa de sucesso global de 83,6%(54);

  • TEDI: para esse protocolo, foi desenvolvido o kit TEDI, contendo materiais e cartões com instruções para os pais, com o objetivo de estimular interações específicas que permitissem a pontuação das ferramentas Autism Observation Scale for Infants (AOSI) e Individual Developmental Growth Indices - Early Communication Index (ECI). Os coeficientes de correlação intraclasse indicaram uma concordância entre avaliadores de boa a excelente para as pontuações totais do ECI e do AOSI. Na confiabilidade teste-reteste, o AOSI atingiu significância estatística(62). Porém, esses instrumentos ainda não são validados.

Habilidades avaliadas

As medidas abrangeram linguagem receptiva/expressiva(48-50,53,55,58,59,61,63), vocabulário(45,51,52,56,57,60,64), compreensão e produção de fala(54), vocalizações/gestos e jogo simbólico(47,62), processamento fonológico e habilidades morfossintáticas(46).

Contexto e métodos

Em relação aos participantes, países e contexto, observou-se:

  • Amostragem: Onze estudos utilizaram observação direta da criança(45-51,55,56,63,64); dois combinaram questionários e observação(61,62) e sete basearam-se em relatos de pais/profissionais de desenvolvimento da primeira infância ou professores(52-54,57-60). O tamanho das amostras variou de 7 a 1461 participantes.

  • Países: EUA (n=10)(45-47,50,52,56,57,60-62), África do Sul (n=3)(53,58,59), Austrália (n=2)(49,55), Canadá (n=2)(63,64), Espanha(54), Inglaterra(51) e Índia(48) (n=1 cada). As publicações ocorreram entre 1999 e 2024.

  • Contexto: 18 estudos em ambiente clínico(45-50,52,53,55-64) e dois em ambiente escolar(51,54). O tempo de aplicação variou de 5,1 a 97 minutos (apenas nove estudos reportaram o dado referente ao tempo de aplicação).

Profissionais envolvidos

A maioria das avaliações foi conduzida por fonoaudiólogos, porém, alguns estudos relataram que os testes foram aplicados por professores(51,54) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS)(48,53,59).

Recursos de saúde digital

Teleconsultas síncronas (videoconferências) ou assíncronas predominaram (n=9)(46,47,49,50,55,56,61-63), seguidas por plataformas online (n=5)(45,52,54,57,60), aplicativos (n=5)(48,51,53,58,59) e uso de software (n=1)(64). Os dispositivos utilizados incluíram computadores, tablets e smartphones.

A síntese detalhada dos protocolos de triagem/avaliação está disponível nos Quadros 1 e 2.

Os dados dos instrumentos empregados via saúde digital para a triagem e avaliação da linguagem encontram-se na Tabela 1.

DISCUSSÃO

A discussão apresenta três eixos principais: (i) a análise dos instrumentos de triagem e avaliação da linguagem por meio digital, considerando suas características, objetivos e processos de validação; (ii) a exploração dos recursos da saúde digital na triagem e avaliação da linguagem, com ênfase nas ferramentas tecnológicas e plataformas utilizadas; e (iii) a viabilidade e aplicabilidade dos instrumentos de triagem e avaliação da linguagem em ambiente digital, destacando desafios, benefícios e implicações para a prática clínica.

Análise dos instrumentos de triagem e avaliação da linguagem por meio digital

Dos 20 estudos analisados, 14 consistiram em validação(45-58), com foco na validade de critério – sendo oito estudos voltados para a triagem(46-49,51,53,54,58) e seis para a avaliação(45,50,52,55-57). Entretanto, o processo de validação mostrou-se heterogêneo. Dez estudos validaram os instrumentos comparando testes previamente validados em formato presencial com sua aplicação em contexto remoto ou confrontando os resultados com um teste considerado padrão-ouro(45-47,49-53,57,58), sendo esta abordagem fundamental para a avaliação da validade de um instrumento(9).

Em contraste, um estudo validou os instrumentos mediante comparação entre os resultados da triagem e a avaliação realizada por um fonoaudiólogo, sem especificar quais testes foram aplicados e quais medidas estatísticas foram empregadas(54), evidenciando baixo rigor metodológico, já que o detalhamento dos testes estatísticos é essencial para que um instrumento seja considerado apto para uso clínico(10,14). Adicionalmente, três estudos restringiram-se à análise da confiabilidade interavaliadores, medida complementar à validade na mensuração da qualidade de um instrumento(48,55,56).

Seis estudos apresentaram caráter descritivo(59,60), exploratório(61-63) ou experimental(64), fornecendo informações qualitativas, como o grau de satisfação das famílias(59,61) e os cuidados necessários na realização das videoconferências(63). Tais dados podem subsidiar a identificação de estratégias que garantam a viabilidade e eficácia das avaliações; contudo, detalhes igualmente importantes, como o tempo necessário para a aplicação, foram abordados de forma limitada(59,62,63).

Observou-se variação nas habilidades linguísticas avaliadas, com predominância de pesquisas dedicadas aos protocolos de triagem(48,49,51,53,58,59,61) e de avaliação(45,50,52,55-57,60,63,64) da linguagem receptiva e expressiva, bem como do vocabulário, evidenciando a robustez destas medidas para identificar riscos de problemas de linguagem e avaliar de forma abrangente a linguagem oral infantil.

Para a execução dos testes, foram realizadas adaptações que incluíram a digitalização do material físico(45,49,50,55,64) e a gravação do áudio das palavras e sentenças, com o objetivo de padronizar a apresentação em ambiente online(45,55,64). Em alguns estudos, mesmo na ausência de gravações, buscou-se padronizar os comandos adotando-se os mesmos do formato tradicional(50).

Durante os procedimentos, as crianças foram orientadas a utilizar o mouse para selecionar a imagem correspondente à palavra ouvida(64), a pronunciar o número relacionado, a apontar – com a mão ou o mouse – a figura correspondente ou a desenhar na tela utilizando o recurso de anotação, permitindo que os avaliadores efetuassem a seleção(45,49,50). Adicionalmente, alguns dispositivos dispunham de tela sensível ao toque, possibilitando que a criança tocasse diretamente na imagem da palavra ouvida(55).

Os estudos analisados indicam que instrumentos tradicionais de avaliação e triagem da linguagem oral, tais como PPVT(45,63,64), CDI MacArthur-Bates(52,57), CELF(50,55), PLS-4 Screening Test(49), PEDS e PEDS:DM(53,58), podem ser aplicados em contextos digitais, apresentando resultados comparáveis aos obtidos presencialmente, conforme confirmado por testes estatísticos. Essa constatação aponta para a possibilidade de validação de instrumentos de triagem e avaliação da linguagem oral em português brasileiro para a aplicação digital, a partir de instrumentos já validados para o contexto presencial. A escolha desses instrumentos pelos pesquisadores baseou-se no alto grau de familiaridade dos clínicos e na facilidade de adaptação do material para o formato digital(45,64).

No âmbito da avaliação, o teste CELF e suas edições mais recentes avaliam a linguagem de forma mais ampla, pois envolvem linguagem receptiva e expressiva, enquanto o PPVT e os CDIs avaliam, respectivamente, o vocabulário receptivo e a combinação de vocabulário receptivo e expressivo. Contudo, por serem mais completos, tais testes demandam um tempo maior de aplicação(55), o que pode representar um desafio significativo no contexto da telessaúde, em virtude das limitações de conexão(25). Assim, torna-se necessária a realização de estudos que investiguem a possibilidade de aplicação em mais de uma sessão.

A qualidade da conexão constitui um ponto crítico e pode representar um desafio mesmo na aplicação de testes de triagem, como observado com o PLS-4 Screening Test(49). Embora a triagem, realizada via laptops, tenha sido concluída em 14,1 minutos, distorções de imagem foram frequentes e, mesmo com resultados correlacionados aos métodos presenciais, tais problemas afetaram o grau de satisfação das famílias com o método.

No âmbito da triagem, os testes PEDS e PEDS:DM demonstraram alta correspondência entre as condições remota e presencial, mesmo que a baixa especificidade verificada(58) possa implicar risco para taxas elevadas de falsos positivos. Ressalta-se, contudo, que o teste padrão-ouro utilizado, o Vineland-3, não foi validado para o contexto sul-africano, o que pode ter comprometido a precisão dos resultados quando aplicado nessa população(12).

Destaca-se, pois, que a adaptação de testes amplamente consolidados no contexto presencial para o ambiente digital confere maior confiança quanto à qualidade e eficácia das ferramentas, uma vez que esses instrumentos já são conhecidos e validados em contextos tradicionais. Simultaneamente, essa familiaridade pode facilitar a adesão por parte dos fonoaudiólogos e promover o uso efetivo dos protocolos em ambientes digitais(45,64).

Além dos instrumentos tradicionais adaptados, quatro estudos abordaram o desenvolvimento de ferramentas específicas para a teleconsulta(48,51,54,62). Todas as ferramentas foram criadas para a triagem, incluindo duas em formato de aplicativo – LanguageScreen (51) e SRESHT(48); uma plataforma online – o CDSS(54); e um protocolo baseado na observação da interação entre cuidadores e a criança – o TEDI(62). Entretanto, as evidências apresentadas permanecem limitadas, visto que apenas um estudo forneceu dados detalhados sobre a correlação com as medidas presenciais(51), procedimento essencial para a validação dos instrumentos(9). Os demais estudos restringiram-se a relatar índices de confiabilidade interavaliadores(48,62), de teste-reteste(62) ou informaram que a validação foi realizada por um fonoaudiólogo, sem o detalhamento dos procedimentos ou resultados obtidos(54).

Dessa forma, a limitação dos dados referentes à correlação com medidas presenciais sugere que persistem lacunas na validação dessas ferramentas. Contudo, aspectos como o uso de ferramentas digitais de baixo custo, a possibilidade de aplicação por profissionais além do fonoaudiólogo e a inclusão de triagens realizadas no contexto escolar podem trazer contribuições relevantes, desde que futuras pesquisas aprofundem sua validação na saúde digital.

Dentre as ferramentas analisadas, apenas o PPVT e o CELF-4 encontram-se traduzidos e adaptados para o português brasileiro, embora ainda exclusivamente em formato presencial(16,18). Esse cenário reforça a necessidade de ampliar pesquisas que viabilizem a tradução, adaptação e validação de instrumentos para uso tanto presenciais quanto via saúde digital(13).

Recursos da saúde digital em triagem e avaliação da linguagem

Quatro estudos utilizaram exclusivamente o celular para a triagem da linguagem oral, por meio de aplicativos(48,53,58,59). Entretanto, apenas um desses estudos apresentou dados que indicavam correspondência com as avaliações presenciais(53). Destaca-se que todos os aplicativos foram desenvolvidos em inglês, sendo um estudo realizado na Índia e três na África do Sul. Os protocolos utilizados nesses estudos ainda não foram traduzidos ou adaptados para o português brasileiro, evidenciando a necessidade de pesquisas que supram essa lacuna e ampliem o acesso à triagem, bem como sua aplicabilidade em diferentes contextos linguísticos e culturais.

Embora o celular constitua o principal meio de acesso à internet e possa oferecer contribuições significativas, observa-se uma disparidade notável na qualidade da conexão entre países. Em nações de baixa renda, a tecnologia 3G predomina, enquanto o acesso às redes 4G e 5G atinge apenas 52% e 4% da população, respectivamente. Em contrapartida, em países de alta renda, o acesso ao 5G chega a 84%, com maior cobertura na Europa, seguido pelas Américas. Essa disparidade também se reflete na velocidade da conexão de banda larga fixa, com dados indicando que, em países menos desenvolvidos, a velocidade é 25 vezes inferior à das economias de alta renda(26).

Essas desigualdades podem comprometer tanto a acessibilidade quanto a eficácia da telessaúde, sobretudo na utilização de videoconferências síncronas, método digital mais empregado nos estudos analisados em contexto clínico. Problemas técnicos, como atrasos de áudio e vídeo, podem impactar negativamente a experiência das consultas(24,49). Além das limitações decorrentes da qualidade da conexão, surgem desafios adicionais, como a necessidade de habilidades digitais dos envolvidos e de equipamentos compatíveis para assegurar o êxito do atendimento(27,28). Mesmo assim, a videoconferência permanece como o método de conexão digital preferido por pacientes e clínicos, uma vez que possibilita a interação em tempo real com visualização mútua(24).

No contexto escolar, os estudos analisados exploraram o uso de aplicativos e plataformas online(51,54), voltados à triagem conduzida por professores. Os procedimentos foram realizados por meio de computadores(54) e dispositivos móveis(51), em países como Espanha e Inglaterra, respectivamente, com tempo de aplicação de 10 minutos em um dos estudos(51). O acesso a ferramentas confiáveis e válidas, que promovam economia de tempo e de custos, é um dos desafios para a implementação da triagem em ambiente escolar, mesmo em países desenvolvidos(15). Contribuições nessa área podem aprimorar a compreensão da viabilidade e eficácia da triagem digital, fornecendo subsídios para a elaboração de políticas públicas que integrem essa prática ao contexto educacional, facilitando a identificação precoce de dificuldades na linguagem e ampliando o acesso a intervenções especializadas realizadas por fonoaudiólogos e equipes interdisciplinares.

Viabilidade e aplicabilidade dos instrumentos de triagem e avaliação da linguagem por meio digital

Dados relevantes para a viabilidade dos testes, como o tempo necessário para a aplicação, foram informados de forma limitada, constando em apenas nove estudos(45,49,51,52,55,56,58,59,61). Esses dados, aliados às informações sobre a qualidade psicométrica, acessibilidade, custos dos instrumentos e necessidade de treinamento para sua aplicação, constituem fatores determinantes na escolha dos testes(19).

No que diz respeito aos profissionais que aplicaram as triagens, dois estudos compararam os resultados obtidos pelo ACS previamente treinado e pelo fonoaudiólogo, ambos utilizando um aplicativo em smartphone para a aplicação dos testes(48,53). Um desses estudos refere-se ao SRESHT(48), desenvolvido especificamente para o ambiente digital, enquanto o outro consistiu em uma adaptação dos testes PEDS e PEDS:DM(53). Os resultados demonstraram concordância substancial a quase perfeita entre os métodos, sugerindo que ACS treinados podem realizar triagens de desenvolvimento com precisão, o que pode representar um avanço significativo na qualificação do cuidado em saúde, com potencial de ampliação da cobertura da triagem da linguagem oral – especialmente considerando que o número de ACS é consideravelmente superior ao de fonoaudiólogos, sobretudo em países de baixa e média renda(6-8).

Observa-se que a maioria das pesquisas analisadas concentrou-se na América do Norte, especialmente nos Estados Unidos, evidenciando a predominância dessa região na produção científica sobre o tema. Ainda que com objetivos distintos desta revisão de escopo, duas revisões sistemáticas também destacaram a liderança dos EUA em pesquisas sobre telessaúde na fonoaudiologia(40,41), reforçando a necessidade de ampliar investigações dessa natureza em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, onde a implementação de soluções digitais pode impactar significativamente a ampliação do acesso aos serviços de saúde.

Por outro lado, não foram identificados estudos oriundos da América Latina, Oriente Médio ou Ásia Oriental. Para a aplicação desses protocolos na realidade brasileira, é imprescindível a validação dos instrumentos para o português brasileiro, considerando a população-alvo e as especificidades regionais, bem como os contextos sociais, linguísticos e educacionais(20). Ademais, o acesso à internet de qualidade deve ser considerado.

Portanto, futuras pesquisas devem priorizar a apresentação detalhada dessas variáveis, permitindo uma análise aprofundada da viabilidade e aplicabilidade dos instrumentos de triagem e avaliação da linguagem oral infantil no contexto da saúde digital, especialmente considerando o acesso de populações vulneráveis e de regiões com recursos limitados.

CONCLUSÃO

Foram identificados onze estudos que investigaram instrumentos de triagem e nove de avaliação da linguagem oral na primeira infância.

A equiparação entre os resultados das avaliações por meio da telessaúde e os métodos convencionais presenciais sugere que essas tecnologias podem ser integradas de forma eficaz nas práticas fonoaudiológicas e, no caso da triagem, por outros profissionais de saúde, desde que haja o devido treinamento e o seguimento das boas práticas em telefonoaudiologia.

Mesmo que os instrumentos digitais para triagem e avaliação da linguagem oral infantil tenham apresentado confiabilidade e aplicabilidade em suas realidades, ainda há a necessidade de validação, considerando os contextos linguísticos e culturais dos países.

A análise deste estudo revela que a expansão da saúde digital para a triagem e avaliação da linguagem oral no Brasil requer, além de avanços científicos, melhorias abrangentes. Isso inclui a implementação de políticas públicas que garantam o acesso à saúde digital, a disponibilização de internet de qualidade e a formação adequada de profissionais de saúde e fonoaudiólogos para proporcionar cuidados com o uso das tecnologias.

Apêndice 1 Estratégias de busca na literatura

Database Search (August 9th 2024)
Embase #1. 'developmental language disorder'/exp OR 'language development disorder' OR 'language development disorders' OR 'developmental language disorder' OR 'communication disorder'/exp OR 'communication disease' OR 'communication disorders' OR 'communication problem' OR 'communicative disorder' OR 'social communication disorder' OR 'communication disorder' OR 'language disability'/exp OR 'central language imbalance' OR 'disability, language' OR 'disorder, language' OR 'language deficiency' OR 'language disorder' OR 'language disorders' OR 'language impairment' OR 'specific language disorder' OR 'specific language impairment' OR 'language disability' 'developmental language difficulties' OR 'developmental language disabilities' OR 'developmental language disability' #2. 'mass screening'/exp OR 'health screening' OR 'health screening program' OR 'health screening programme' OR 'longitudinal health screening program' OR 'longitudinal health screening programme' OR 'population screening' OR 'screening, mass' OR 'mass screening' OR 'language test'/exp OR 'language task' OR 'language tasks' OR 'language tests' OR 'test, language' OR 'language test' OR 'early diagnosis'/exp OR 'diagnosis, early' OR 'early diagnosis' OR 'screening tools' OR 'language screening test' OR 'standardized language assessment' OR 'standardized assessment' OR 'standardized test' #3.'telemedicine'/exp OR 'tele medicine' OR 'virtual medicine' OR 'telemedicine' OR 'teleconsultation'/exp OR 'long distance consultation' OR 'remote consultation' OR 'tele-consultation' OR 'telephone consultation' OR 'telephone-based consultation' OR 'teleconsultation' OR 'web-based' OR 'app-based' OR online OR 'Tele-practice' OR 'e-screening' OR 'remote screening' OR digital OR 'remote administration' #4.'preschool child'/exp OR 'child, preschool' OR 'pre-school child' OR 'pre-school going children' OR 'pre-schooler' OR 'pre-schoolers' OR 'preschool child institution' OR 'preschooler' OR 'preschool child' OR 'infant'/exp OR 'infant' OR Childhood OR 'young children' OR toddler #5. #1 AND #2 AND #3 AND #4 #5.[embase]/lim NOT ([embase]/lim AND [medline]/lim)
LILACS #1. MH:”Transtornos do Desenvolvimento da Linguagem” OR (Language Development Disorders) OR (Trastornos del Desarrollo del Lenguaje) OR MH:C10.597.606.150.500.550$ OR MH:C23.888.592.604.150.500.550$ OR MH:”Transtornos da Comunicação” OR (Communication Disorders) OR (Trastornos de la Comunicación) OR MH:C10.597.606.150$ OR MH:C23.888.592.604.150$ OR MH:F03.625.374$ OR (developmental language difficulties) OR (developmental language disabilities) OR (developmental language disability) #2. MH:”Programas de Rastreamento” OR (Mass Screening) OR (Tamizaje Masivo) OR MH:E01.370.500$ OR MH:E05.318.308.980.438.580$ OR MH:N02.421.726.233.443$ OR MH:N05.715.360.300.800.438.500$ OR MH:N06.850.520.308.980.438.580$ OR MH:N06.850.780.500$ OR MH:SP5.312.507.332.699$ OR MH:”Testes de Linguagem” OR (Language Tests) OR (Pruebas del Lenguaje) OR MH:F04.711.513.240$ OR (screening tools) OR (language screening test) OR (standardized language assessment) OR (standardized assessment) OR (standardized test) #3. MH:”Telemedicina” OR Telemedicine OR Telemedicina OR MH:H02.403.840$ OR MH:L01.462.500.847.652$ OR MH:N04.590.374.800$ OR MH:SP2.840.065.715$ OR MH:SP2.840.566$ OR MH:”Consulta Remota” OR Remote Consultation OR MH:L01.462.500.847.652.550$ OR MH:N04.452.758.849.550$ OR MH:N04.590.374.800.550$ OR MH:SP2.840.566.030$ OR (web-based) OR (app-based) OR online OR (Tele-practice) OR (e-screening) OR (remote screening) OR digital OR (remote administration) #4. MH:”Pré-Escolar” OR (Child, Preschool) OR Preescolar OR MH:M01.060.406.448$ OR MH:”Lactente” OR Infant OR Lactante OR MH:M01.060.703$ OR Childhood OR (young children) OR toddler #5. #1 AND #2 AND #3 AND #4
PubMed/ Medline #1.”Language Development Disorders”[Mesh] OR (Development Disorder, Language) OR (Disorder, Language Development) OR (Disorders, Language Development) OR (Language Development Disorder) OR (Developmental Disorder, Speech or Language) OR (Developmental Language Disorders) OR (Developmental Language Disorder) OR (Language Disorder, Developmental) OR (Language Disorders, Developmental) OR (Speech or Language, Developmental Disorder) OR (Language Delay) OR (Language Delays) OR “Communication Disorders”[Mesh] OR (Communication Disorder) OR (Communicative Disorders) OR (Communicative Disorder) OR (Childhood Communication Disorders) OR (Childhood Communication Disorder) OR (Communication Disorder, Childhood) OR (Communication Disorders, Childhood) OR (Communication Disabilities) OR (Communication Disability) OR (Disabilities, Communication) OR (Disability, Communication) OR (Communication Disorders, Developmental) OR (Communication Disorder, Developmental) OR (Developmental Communication Disorder) OR (Developmental Communication Disorders) OR “Language Disorders”[Mesh] OR (Language Disorder) OR (developmental language difficulties) OR (developmental language disabilities) OR (developmental language disability) #2. “Mass Screening”[Mesh] OR (Mass Screenings) OR (Screening, Mass) OR (Screenings, Mass) OR Screening OR Screenings OR (screening tools) OR “Language Tests”[Mesh] OR (Language Test) OR (Vocabulary Tests) OR (Language Comprehension Tests) OR (language screening test) OR (standardized language assessment) OR “Early Diagnosis”[Mesh] OR (Diagnosis, Early) OR (Early Detection of Disease) OR (Disease Early Detection) OR (standardized assessment) OR (standardized test) #3. “Telemedicine”[Mesh] OR (Virtual Medicine) OR (Medicine, Virtual) OR (Tele-Referral) OR (Tele Referral) OR (Tele-Referrals) OR (Mobile Health) OR (Health, Mobile) OR mHealth OR Telehealth OR eHealth OR Telecare OR (Tele-Care) OR (Tele Care) OR “Remote Consultation”[Mesh] OR (Consultation, Remote) OR Teleconsultation OR Teleconsultations OR (web-based) OR (app-based) OR online OR (Tele-practice) OR (e-screening) OR (remote screening) OR digital OR (remote administration) #4. “Child, Preschool”[Mesh] OR (Preschool Child) OR (Children, Preschool) OR (Preschool Children) OR “Infant”[Mesh] OR Infants OR Childhood OR (young children) OR toddler #5. #1 AND #2 AND #3 AND #4
Scopus #1. (Language Development Disorders) OR (Development Disorder, Language) OR (Disorder, Language Development) OR (Disorders, Language Development) OR (Language Development Disorder) OR (Developmental Disorder, Speech or Language) OR (Developmental Language Disorders) OR (Developmental Language Disorder) OR (Language Disorder, Developmental) OR (Language Disorders, Developmental) OR (Speech or Language, Developmental Disorder) OR (Language Delay) OR (Language Delays) OR (Communication Disorders) OR (Communication Disorder) OR (Communicative Disorders) OR (Communicative Disorder) OR (Childhood Communication Disorders) OR (Childhood Communication Disorder) OR (Communication Disorder, Childhood) OR (Communication Disorders, Childhood) OR (Communication Disabilities) OR (Communication Disability) OR (Disabilities, Communication) OR (Disability, Communication) OR (Communication Disorders, Developmental) OR (Communication Disorder, Developmental) OR (Developmental Communication Disorder) OR (Developmental Communication Disorders) OR (Language Disorders) OR (Language Disorder) OR (developmental language difficulties) OR (developmental language disabilities) OR (developmental language disability) #2. (Mass Screening) OR (Mass Screenings) OR (Screening, Mass) OR (Screenings, Mass) OR Screening OR Screenings OR (screening tools) OR (Language Tests) OR (Language Test) OR (Vocabulary Tests) OR (Language Comprehension Tests) OR (language screening test) OR (standardized language assessment) OR (Early Diagnosis) OR (Diagnosis, Early) OR (Early Detection of Disease) OR (Disease Early Detection) OR (standardized assessment) OR (standardized test) #3. Telemedicine OR (Virtual Medicine) OR (Medicine, Virtual) OR (Tele-Referral) OR (Tele Referral) OR (Tele-Referrals) OR (Mobile Health) OR (Health, Mobile) OR mHealth OR Telehealth OR eHealth OR Telecare OR (Tele-Care) OR (Tele Care) OR (Remote Consultation) OR (Consultation, Remote) OR Teleconsultation OR Teleconsultations OR (web-based) OR (app-based) OR online OR (Tele-practice) OR (e-screening) OR (remote screening) OR digital OR (remote administration) #4.(Child, Preschool) OR (Preschool Child) OR (Children, Preschool) OR (Preschool Children) OR Infant OR Infants OR Childhood OR (young children) OR toddler #5. #1 AND #2 AND #3 AND #4
Web of Science #1. (Language Development Disorders) OR (Development Disorder, Language) OR (Disorder, Language Development) OR (Disorders, Language Development) OR (Language Development Disorder) OR (Developmental Disorder, Speech or Language) OR (Developmental Language Disorders) OR (Developmental Language Disorder) OR (Language Disorder, Developmental) OR (Language Disorders, Developmental) OR (Speech or Language, Developmental Disorder) OR (Language Delay) OR (Language Delays) OR (Communication Disorders) OR (Communication Disorder) OR (Communicative Disorders) OR (Communicative Disorder) OR (Childhood Communication Disorders) OR (Childhood Communication Disorder) OR (Communication Disorder, Childhood) OR (Communication Disorders, Childhood) OR (Communication Disabilities) OR (Communication Disability) OR (Disabilities, Communication) OR (Disability, Communication) OR (Communication Disorders, Developmental) OR (Communication Disorder, Developmental) OR (Developmental Communication Disorder) OR (Developmental Communication Disorders) OR (Language Disorders) OR (Language Disorder) OR (developmental language difficulties) OR (developmental language disabilities) OR (developmental language disability) #2. (Mass Screening) OR (Mass Screenings) OR (Screening, Mass) OR (Screenings, Mass) OR Screening OR Screenings OR (screening tools) OR (Language Tests) OR (Language Test) OR (Vocabulary Tests) OR (Language Comprehension Tests) OR (language screening test) OR (standardized language assessment) OR (Early Diagnosis) OR (Diagnosis, Early) OR (Early Detection of Disease) OR (Disease Early Detection) OR (standardized assessment) OR (standardized test) #3. Telemedicine OR (Virtual Medicine) OR (Medicine, Virtual) OR (Tele-Referral) OR (Tele Referral) OR (Tele-Referrals) OR (Mobile Health) OR (Health, Mobile) OR mHealth OR Telehealth OR eHealth OR Telecare OR (Tele-Care) OR (Tele Care) OR (Remote Consultation) OR (Consultation, Remote) OR Teleconsultation OR Teleconsultations OR (web-based) OR (app-based) OR online OR (Tele-practice) OR (e-screening) OR (remote screening) OR digital OR (remote administration) #4.(Child, Preschool) OR (Preschool Child) OR (Children, Preschool) OR (Preschool Children) OR Infant OR Infants OR Childhood OR (young children) OR toddler #5. #1 AND #2 AND #3 AND #4
Google Scholar (Language Development Disorders) OR (Language Disorders) AND (Mass Screening) AND Telemedicine AND (Preschool Child)
ProQuest #1. (Language Development Disorders) OR (Development Disorder, Language) OR (Disorder, Language Development) OR (Disorders, Language Development) OR (Language Development Disorder) OR (Developmental Disorder, Speech or Language) OR (Developmental Language Disorders) OR (Developmental Language Disorder) OR (Language Disorder, Developmental) OR (Language Disorders, Developmental) OR (Speech or Language, Developmental Disorder) OR (Language Delay) OR (Language Delays) OR (Communication Disorders) OR (Communication Disorder) OR (Communicative Disorders) OR (Communicative Disorder) OR (Childhood Communication Disorders) OR (Childhood Communication Disorder) OR (Communication Disorder, Childhood) OR (Communication Disorders, Childhood) OR (Communication Disabilities) OR (Communication Disability) OR (Disabilities, Communication) OR (Disability, Communication) OR (Communication Disorders, Developmental) OR (Communication Disorder, Developmental) OR (Developmental Communication Disorder) OR (Developmental Communication Disorders) OR (Language Disorders) OR (Language Disorder) OR (developmental language difficulties) OR (developmental language disabilities) OR (developmental language disability) #2. (Mass Screening) OR (Mass Screenings) OR (Screening, Mass) OR (Screenings, Mass) OR Screening OR Screenings OR (screening tools) OR (Language Tests) OR (Language Test) OR (Vocabulary Tests) OR (Language Comprehension Tests) OR (language screening test) OR (standardized language assessment) OR (Early Diagnosis) OR (Diagnosis, Early) OR (Early Detection of Disease) OR (Disease Early Detection) OR (standardized assessment) OR (standardized test) #3. Telemedicine OR (Virtual Medicine) OR (Medicine, Virtual) OR (Tele-Referral) OR (Tele Referral) OR (Tele-Referrals) OR (Mobile Health) OR (Health, Mobile) OR mHealth OR Telehealth OR eHealth OR Telecare OR (Tele-Care) OR (Tele Care) OR (Remote Consultation) OR (Consultation, Remote) OR Teleconsultation OR Teleconsultations OR (web-based) OR (app-based) OR online OR (Tele-practice) OR (e-screening) OR (remote screening) OR digital OR (remote administration) #4.(Child, Preschool) OR (Preschool Child) OR (Children, Preschool) OR (Preschool Children) OR Infant OR Infants OR Childhood OR (young children) OR toddler #5. #1 AND #2 AND #3 AND #4
  • Trabalho realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN - Natal (RN), Brasil.
  • Fonte de financiamento:
    nada a declarar.
  • Disponibilidade de Dados:
    Os dados de pesquisa estão disponíveis no corpo do artigo

REFERÊNCIAS

  • 1 Pereira NAS, Silva MAC. Demandas na rede municipal de saúde de Campo Grande-MS e controle das filas: discutindo a atuação dos fisioterapeutas das equipes NASF. In: Encontro Internacional de Gestão, Desenvolvimento e Inovação (EIGEDIN); 2019 Set 10-13; Naviraí, MS. Anais. Naviraí: EIGEDIN; 2019. v. 3, n. 1.
  • 2 McGill N, McLeod S, Hopf SC. Waiting list management: professionals’ perspectives and innovations. Adv Commun Swallowing. 2021;24(1):5-19. http://doi.org/10.3233/ACS-210026
    » http://doi.org/10.3233/ACS-210026
  • 3 Sousa MFS, Nascimento CMB, Sousa FOS, Lima MLLT, Silva VL, Rodrigues M. Evolução da oferta de fonoaudiólogos no SUS e na atenção primária à saúde, no Brasil. Rev CEFAC. 2017;19(2):213-20. http://doi.org/10.1590/1982-0216201719215816
    » http://doi.org/10.1590/1982-0216201719215816
  • 4 Alighieri C, De Bock M, Galiwango G, Sseremba D, Van Lierde K. Pediatric speech-language pathology in East Africa: educational opportunities and availability of speech-language services. Logoped Phoniatr Vocol. 2023;48(4):154-62. http://doi.org/10.1080/14015439.2022.2049637 PMid:35311591.
    » http://doi.org/10.1080/14015439.2022.2049637
  • 5 Wells R, Claessen M, Dzidic P, Leitão S. The model of access to speech-language pathology services. Int J Speech Lang Pathol. 2024;26(3):334-45. http://doi.org/10.1080/17549507.2024.2363955 PMid:38962971.
    » http://doi.org/10.1080/17549507.2024.2363955
  • 6 Pillay M, Tiwari R, Kathard H, Chikte U. Sustainable workforce: South African audiologists and speech therapists. Hum Resour Health. 2020;18(1):47. http://doi.org/10.1186/s12960-020-00488-6 PMid:32611357.
    » http://doi.org/10.1186/s12960-020-00488-6
  • 7 WHO: World Health Organization. Community health workers (number) [Internet]. 2024 [citado em 2024 Dez 23]. Disponível em: https://www.who.int/data/gho/data/indicators/indicator-details/GHO/community-health-workers-(number)
    » https://www.who.int/data/gho/data/indicators/indicator-details/GHO/community-health-workers-(number)
  • 8 Mello LMBD, Santos RC, Albuquerque PC. Agentes Comunitárias de Saúde: o que dizem os estudos internacionais? Cien Saude Colet. 2023;28(2):501-20. http://doi.org/10.1590/1413-81232023282.12222022 PMid:36651403.
    » http://doi.org/10.1590/1413-81232023282.12222022
  • 9 Echevarria-Guanilo ME, Gonçalves N, Romanoski PJ. Propriedades psicométricas de instrumentos de medidas: bases conceituais e métodos de avaliação – parte II. Texto Contexto Enferm. 2019;26(4). http://doi.org/10.1590/0104-07072017001600017
    » http://doi.org/10.1590/0104-07072017001600017
  • 10 Souza AC, Alexandre NMC, Guirardello EB, Souza AC, Alexandre NMC, Guirardello EB. Propriedades psicométricas na avaliação de instrumentos: avaliação da confiabilidade e da validade. Epidemiol Serv Saude. 2017;26(3):649-59. http://doi.org/10.5123/S1679-49742017000300022 PMid:28977189.
    » http://doi.org/10.5123/S1679-49742017000300022
  • 11 Ganesha HR, Aithal PS. Choosing an appropriate data collection instrument and checking for the calibration, validity, and reliability of data collection instrument before collecting the data during Ph.D. program in India. Int J Manag Technol Soc Sci. 2022;7(2):497-513. http://doi.org/10.47992/IJMTS.2581.6012.0235
    » http://doi.org/10.47992/IJMTS.2581.6012.0235
  • 12 Pedro KM, Ogeda CMM. Adaptação transcultural e validação de instrumentos de coleta de dados na educação especial. Rev Teias. 2023;24(73):85-97. http://doi.org/10.12957/teias.2024.74245
    » http://doi.org/10.12957/teias.2024.74245
  • 13 Pernambuco L, Espelt A, Magalhães HV Jr, Lima KC. Recomendações para elaboração, tradução, adaptação transcultural e processo de validação de testes em Fonoaudiologia. CoDAS. 2017;29(3):e20160217. http://doi.org/10.1590/2317-1782/20172016217 PMid:28614460.
    » http://doi.org/10.1590/2317-1782/20172016217
  • 14 Alexandre NMC, Gallasch CH, Lima MHM, Rodrigues RCM. A confiabilidade no desenvolvimento e avaliação de instrumentos de medida na área da saúde. Rev Eletr Enferm. 2013;15(3). http://doi.org/10.5216/ree.v15i3.20776
    » http://doi.org/10.5216/ree.v15i3.20776
  • 15 Dockrell JE, Forrest CL, Law J, Mathers S, Charlton J. Screening for language difficulties in disadvantaged populations on entry to early years education: challenges and opportunities. Front Pediatr. 2022;10:833603. http://doi.org/10.3389/fped.2022.833603 PMid:35601421.
    » http://doi.org/10.3389/fped.2022.833603
  • 16 Bento-Gaz ACP, Befi-Lopes DM. Adaptation of clinical evaluation of language functions: 4th edition to Brazilian Portuguese. CoDAS. 2014;26(2):131-7. http://doi.org/10.1590/2317-1782/2014488IN PMid:24918506.
    » http://doi.org/10.1590/2317-1782/2014488IN
  • 17 Kinoshita L. Questionnaire as a tool for data production in studies on beliefs of language student teachers in initial education. Cadernos da FUCAMP. 2023;22(54):111-34.
  • 18 Capovilla F, Capovilla A, Nunes L, Araújo I, Nunes D, Nogueira D, et al. Versão brasileira do teste de vocabulário por imagens peabody: dados preliminares. Distúrb Comun. 1997;8(2):151-62.
  • 19 Lamônica DAC, Ferreira-Vasques AT. Escalas de desenvolvimento para avaliação de criança. In: Giacheti CM, editor. Avaliação da fala e da linguagem: perspectivas interdisciplinares em Fonoaudiologia. Marília: Oficina Universitária; São Paulo: Cultura Acadêmica; 2016. p. 193-207.
  • 20 Munoz-Chereau B, Ang L, Dockrell J, Outhwaite L, Heffernan C. Measuring early child development across low and middle-income countries: a systematic review. J Early Child Res. 2021;19(4):443-70. http://doi.org/10.1177/1476718X211020031 PMid:40511301.
    » http://doi.org/10.1177/1476718X211020031
  • 21 Denman D, Cordier R, Munro N, Kim JH, Speyer R. Standardized measures used regularly by speech-language pathologists when assessing the language abilities of school-aged children: a survey. Folia Phoniatr Logop. 2023;75(5):334-49. http://doi.org/10.1159/000530718 PMid:37094559.
    » http://doi.org/10.1159/000530718
  • 22 Steele SC, Gibbons LG, Leigh E. Teaching language sample analysis to SLPs: a descriptive study. Comm Disord Q. 2023;45(1):20-31. http://doi.org/10.1177/15257401221145890
    » http://doi.org/10.1177/15257401221145890
  • 23 Catapan SC, Calvo MCM. Teleconsultation: an integrative review of the doctor-patient interaction mediated by technology. Rev Bras Educ Med. 2020;44(1). http://doi.org/10.1590/1981-5271v44.1-20190224
    » http://doi.org/10.1590/1981-5271v44.1-20190224
  • 24 Powell RE, Henstenburg JM, Cooper G, Hollander JE, Rising KL. Patient perceptions of telehealth primary care video visits. Ann Fam Med. 2017;15(3):225-9. http://doi.org/10.1370/afm.2095 PMid:28483887.
    » http://doi.org/10.1370/afm.2095
  • 25 Pandit AA, Mahashabde RV, Brown CC, Acharya M, Shoults CC, Eswaran H, et al. Association between broadband capacity and telehealth utilization among Medicare Fee-for-service beneficiaries during the COVID-19 pandemic. J Telemed Telecare. 2025;31(1):41-8. http://doi.org/10.1177/1357633X231166026 PMid:37016902.
    » http://doi.org/10.1177/1357633X231166026
  • 26 International Telecommunication Union. Measuring digital development: facts and figures 2024 [Internet]. Genebra: International Telecommunication Union; 2024 [citado em 2024 Dez 22]. Disponível em: https://www.itu.int/en/ITU-D/Statistics/Pages/facts/default.aspx
    » https://www.itu.int/en/ITU-D/Statistics/Pages/facts/default.aspx
  • 27 Price JC, Simpson DC. Telemedicine and health disparities. Clin Liver Dis. 2022;19(4):144-7. http://doi.org/10.1002/cld.1171 PMid:35505914.
    » http://doi.org/10.1002/cld.1171
  • 28 Walthall H, Schutz S, Snowball J, Vagner R, Fernandez N, Bartram E. Patients’ and clinicians’ experiences of remote consultation? A narrative synthesis. J Adv Nurs. 2022;78(7):1954-67. http://doi.org/10.1111/jan.15230 PMid:35362191.
    » http://doi.org/10.1111/jan.15230
  • 29 Mashima PA, Doarn CR. Overview of telehealth activities in speech-language pathology. Telemed J E Health. 2008;14(10):1101-17. http://doi.org/10.1089/tmj.2008.0080 PMid:19119834.
    » http://doi.org/10.1089/tmj.2008.0080
  • 30 Lucena AM, Alkmim MB, Garcia VS, Couto EAB, Marcolino MS. Speech therapy teleconsultations of a public telehealth service in a developing country. Stud Health Technol Inform. 2015;216:986. http://doi.org/10.3233/978-1-61499-564-7-986 PMid:26262288.
    » http://doi.org/10.3233/978-1-61499-564-7-986
  • 31 Carneiro TC, Arruda JS, Santos FAA, Lima Araújo BC. Telefonoaudiologia: uma revisão integrativa. Distúrb Comun. 2022;34(2):e54039. http://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i2e54039
    » http://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i2e54039
  • 32 Farmani E, Gharamaleki FF, Nazari MA. Challenges and opportunities of tele-speech therapy: before and during the COVID-19 pandemic. J Public Health Res. 2024;13(1):22799036231222115. http://doi.org/10.1177/22799036231222115 PMid:38333616.
    » http://doi.org/10.1177/22799036231222115
  • 33 Rao PKS, Yashaswini R. Telepractice in speech-language pathology and audiology: prospects and challenges. J Indian Speech Lang Hear Assoc. 2018;32(2):67-72. http://doi.org/10.4103/jisha.JISHA_39_17
    » http://doi.org/10.4103/jisha.JISHA_39_17
  • 34 Bayati B, Ayatollahi H. Speech therapists’ perspectives about using tele-speech therapy: a qualitative study. Disabil Rehabil Assist Technol. 2023;18(5):621-6. http://doi.org/10.1080/17483107.2021.1900933 PMid:33724894.
    » http://doi.org/10.1080/17483107.2021.1900933
  • 35 Bhattarai B, Sanghavi T, Abhishek BP. Challenges in delivering tele-practice services for communication disorders among audiologists and speech language pathologists. Indian J Otolaryngol Head Neck Surg. 2022;74(Suppl 3):4360-5. http://doi.org/10.1007/s12070-021-03032-7 PMid:35043086.
    » http://doi.org/10.1007/s12070-021-03032-7
  • 36 Taylor OD, Armfield NR, Dodrill P, Smith AC. A review of the efficacy and effectiveness of using telehealth for paediatric speech and language assessment. J Telemed Telecare. 2014;20(7):405-12. http://doi.org/10.1177/1357633X14552388 PMid:25400002.
    » http://doi.org/10.1177/1357633X14552388
  • 37 Thomas DC, McCabe P, Ballard KJ, Lincoln M. Telehealth delivery of Rapid Syllable Transitions (ReST) treatment for childhood apraxia of speech. Int J Lang Commun Disord. 2016;51(6):654-71. http://doi.org/10.1111/1460-6984.12238 PMid:27161038.
    » http://doi.org/10.1111/1460-6984.12238
  • 38 Manning BL, Harpole A, Harriott EM, Postolowicz K, Norton ES. Taking language samples home: feasibility, reliability, and validity of child language samples conducted remotely with video chat versus in-person. J Speech Lang Hear Res. 2020;63(12):3982-90. http://doi.org/10.1044/2020_JSLHR-20-00202 PMid:33186507.
    » http://doi.org/10.1044/2020_JSLHR-20-00202
  • 39 Santos ACFS, Xavier IALN, Queiroga BAM, Rosal AGC, Lima RASC, Montenegro ACA. Telefonoaudiologia para crianças com transtorno do espectro do autismo durante a pandemia da COVID-19. Rev CEFAC. 2023;25(1):e10422. http://doi.org/10.1590/1982-0216/202325110422s
    » http://doi.org/10.1590/1982-0216/202325110422s
  • 40 Molini-Avejonas DR, Rondon-Melo S, Amato CA, Samelli AG. A systematic review of the use of telehealth in speech, language and hearing sciences. J Telemed Telecare. 2015;21(7):367-76. http://doi.org/10.1177/1357633X15583215 PMid:26026181.
    » http://doi.org/10.1177/1357633X15583215
  • 41 La Valle C, Johnston E, Tager-Flusberg H. A systematic review of the use of telehealth to facilitate a diagnosis for children with developmental concerns. Res Dev Disabil. 2022;127:104269. http://doi.org/10.1016/j.ridd.2022.104269 PMid:35636261.
    » http://doi.org/10.1016/j.ridd.2022.104269
  • 42 Peters MDJ, Godfrey C, McInerney P, Munn Z, Tricco AC, Khalil H. Scoping reviews. In: Aromataris E, Munn Z, editores. JBI manual for evidence synthesis. Adelaide: JBI Global; 2020. http://doi.org/10.46658/JBIMES-20-12
    » http://doi.org/10.46658/JBIMES-20-12
  • 43 Tricco AC, Lillie E, Zarin W, O’Brien KK, Colquhoun H, Levac D, et al. PRISMA Extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR): checklist and Explanation. Ann Intern Med. 2018;169(7):467-73. http://doi.org/10.7326/M18-0850 PMid:30178033.
    » http://doi.org/10.7326/M18-0850
  • 44 Ouzzani M, Hammady H, Fedorowicz Z, Elmagarmid A. Rayyan: a web and mobile app for systematic reviews. Syst Rev. 2016;5(1):210. http://doi.org/10.1186/s13643-016-0384-4 PMid:27919275.
    » http://doi.org/10.1186/s13643-016-0384-4
  • 45 Anderson A. Web-based telerehabilitation assessment of receptive language [tese]. Pullman: Washington State University; 2014.
  • 46 Guiberson M, Rodríguez BL, Zajacova A. Accuracy of telehealth-administered measures to screen language in Spanish-speaking preschoolers. Telemed J E Health. 2015;21(9):714-20. http://doi.org/10.1089/tmj.2014.0190 PMid:25942401.
    » http://doi.org/10.1089/tmj.2014.0190
  • 47 Guiberson M. Telehealth measures screening for developmental language disorders in Spanish-speaking toddlers. Telemed J E Health. 2016;22(9):739-45. http://doi.org/10.1089/tmj.2015.0247 PMid:26982548.
    » http://doi.org/10.1089/tmj.2015.0247
  • 48 Varadharajan V, Subramaniyan B, Ramkumar V, Venkatesh L, Chandrasekar K. Field validation of an app based developmental and speech language screening (SRESHT screener) conducted by grass root workers. Clin Epidemiol Glob Health. 2024;26:101529. http://doi.org/10.1016/j.cegh.2024.101529 PMid:38623525.
    » http://doi.org/10.1016/j.cegh.2024.101529
  • 49 Taylor ODS. Peech and language screening for children with medical complexity: a comparison of telepractice and in-person methods [tese]. Brisbane: The University of Queensland; 2017.
  • 50 Campbell DR, Lawrence JE, Goldstein H. Reliability and feasibility of administering a child language assessment via telehealth. Am J Speech Lang Pathol. 2024;33(3):1373-89. http://doi.org/10.1044/2024_AJSLP-23-00182 PMid:38483194.
    » http://doi.org/10.1044/2024_AJSLP-23-00182
  • 51 Hulme C, McGrane J, Duta M, West G, Cripps D, Dasgupta A, et al. LanguageScreen: the development, validation, and standardization of an automated language assessment app. Lang Speech Hear Serv Sch. 2024;55(3):904-17. http://doi.org/10.1044/2024_LSHSS-24-00004 PMid:38776269.
    » http://doi.org/10.1044/2024_LSHSS-24-00004
  • 52 Kachergis G, Marchman VA, Dale PS, Mankewitz J, Frank MC. Online computerized adaptive tests of children’s vocabulary development in English and Mexican Spanish. J Speech Lang Hear Res. 2022;65(6):2288-308. http://doi.org/10.1044/2022_JSLHR-21-00372 PMid:35658517.
    » http://doi.org/10.1044/2022_JSLHR-21-00372
  • 53 Maleka BK, Van Der Linde J, Glascoe FP, Swanepoel W. Developmental screening-evaluation of an m-Health version of the parents evaluation developmental status tools. Telemed J E Health. 2016;22(12):1013-8. http://doi.org/10.1089/tmj.2016.0007 PMid:27286191.
    » http://doi.org/10.1089/tmj.2016.0007
  • 54 Martín-Ruiz ML, Valero Duboy MÁ, Torcal Loriente C, Pau de la Cruz I. Evaluating a web-based clinical decision support system for language disorders screening in a nursery school. J Med Internet Res. 2014;16(5):e139. http://doi.org/10.2196/jmir.3263 PMid:24870413.
    » http://doi.org/10.2196/jmir.3263
  • 55 Waite MC, Theodoros DG, Russell TG, Cahill LM. Internet-based telehealth assessment of language using the CELF-4. Lang Speech Hear Serv Sch. 2010;41(4):445-58. http://doi.org/10.1044/0161-1461(2009/08-0131) PMid:20421616.
    » http://doi.org/10.1044/0161-1461(2009/08-0131)
  • 56 Schmitt MB, Tambyraja S, Thibodeaux M, Filipkowski J. Feasibility of assessing expressive and receptive vocabulary via telepractice for early elementary-age children with language impairment. Lang Speech Hear Serv Sch. 2022;53(2):445-53. http://doi.org/10.1044/2021_LSHSS-21-00057 PMid:35171709.
    » http://doi.org/10.1044/2021_LSHSS-21-00057
  • 57 Makransky G, Dale PS, Havmose P, Bleses D. An item response theory-based, computerized adaptive testing version of the MacArthur-Bates communicative development inventory: words & sentences (CDI:WS). J Speech Lang Hear Res. 2016;59(2):281-9. http://doi.org/10.1044/2015_JSLHR-L-15-0202 PMid:27050253.
    » http://doi.org/10.1044/2015_JSLHR-L-15-0202
  • 58 du Toit MN, van der Linde J, Swanepoel W. mHealth developmental screening for preschool children in low-income communities. J Child Health Care. 2021;25(4):573-86. http://doi.org/10.1177/1367493520970012 PMid:33124463.
    » http://doi.org/10.1177/1367493520970012
  • 59 Fuchs K, van der Linde J, Eccles R, Swanepoel DW, Graham MA, du Toit M. Combined screening of early childhood development, hearing and vision by community health workers using mHealth tools in a low-income community. Early Child Dev Care. 2023;193(9–10):1055-66. http://doi.org/10.1080/03004430.2023.2216893
    » http://doi.org/10.1080/03004430.2023.2216893
  • 60 deMayo BE, Kellier D, Braginsky M, Bergmann C, Hendriks C, Rowland CF, et al. Web-CDI: a system for online administration of the MacArthur-Bates Communicative Development Inventories. Language Development Research. 2021;1(1):55-98. http://doi.org/10.31234/osf.io/8mjx9
    » http://doi.org/10.31234/osf.io/8mjx9
  • 61 Ciccia AH, Whitford B, Krumm M, McNeal K. Improving the access of young urban children to speech, language and hearing screening via telehealth. J Telemed Telecare. 2011;17(5):240-4. http://doi.org/10.1258/jtt.2011.100810 PMid:21636686.
    » http://doi.org/10.1258/jtt.2011.100810
  • 62 Talbott MR, Dufek S, Zwaigenbaum L, Bryson S, Brian J, Smith IM, et al. Brief report: preliminary feasibility of the TEDI: a novel parent-administered telehealth assessment for autism spectrum disorder symptoms in the first year of life. J Autism Dev Disord. 2020;50(9):3432-9. http://doi.org/10.1007/s10803-019-04314-4 PMid:31776881.
    » http://doi.org/10.1007/s10803-019-04314-4
  • 63 Eriks-Brophy A, Quittenbaum J, Anderson D, Nelson T. Part of the problem or part of the solution? Communication assessments of Aboriginal children residing in remote communities using videoconferencing. Clin Linguist Phon. 2008;22(8):589-609. http://doi.org/10.1080/02699200802221737 PMid:18770094.
    » http://doi.org/10.1080/02699200802221737
  • 64 Haaf R, Duncan B, Skarakis-Doyle E, Carew M, Kapitan P. Computer-based language assessment software: the effects of presentation and response format. Lang Speech Hear Serv Sch. 1999;30(1):68-74. http://doi.org/10.1044/0161-1461.3001.68 PMid:27764291.
    » http://doi.org/10.1044/0161-1461.3001.68

Editado por

  • Editora:
    Stela Maris Aguiar Lemos.

Disponibilidade de dados

Os dados de pesquisa estão disponíveis no corpo do artigo

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    02 Mar 2026
  • Data do Fascículo
    2025

Histórico

  • Recebido
    22 Jan 2025
  • Aceito
    22 Mar 2025
Creative Common - by 4.0
Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a licença Creative Commons Attribution (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/), que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.
location_on
Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia Al. Jaú, 684, 7º andar, 01420-002 São Paulo - SP Brasil, Tel./Fax 55 11 - 3873-4211 - São Paulo - SP - Brazil
E-mail: revista@codas.org.br
rss_feed Stay informed of issues for this journal through your RSS reader
Go to top Report error