Nome, Data, País
Conhecimentos e habilidades
Comportamentos
Opiniões
Barreiras
Alaidary, Abdulsalam et al.(2), 2020, Arabia Saudita
93.8% completou um curso de metodologia de pesquisa;
As principais fontes de informação para decisões clínicas foram: experiência clínica pessoal, diretrizes de prática clínica, recursos da Internet, livros didáticos e estudos de pesquisa;
90% concordaram que é importante reservar tempo para a PBE e que sua aplicação deve ser incentivada;
60% relataram não ter tempo para ler literatura de pesquisa no trabalho;
87.5% foi exposta a artigos;
60.4% consideram os achados de pesquisa relevantes para a prática diária;
52.1% tinham ferramentas para pesquisa online no trabalho;
O treinamento específico em PBE aumentou o uso de estudos de pesquisa para guiar decisões clínicas.
41.7% acreditam que a PBE aumentará sua carga de trabalho.
A aplicação de achados de pesquisa na prática é percebida como desafiadora, com 37.5% concordando e 33.3% sendo neutros.
79.2% se formaram com entendimento e conhecimento de PBE;
66.7% tiveram treinamento em PBE
66.7% sente-se confortável em ler artigos.
Bennett et al.(31), 2019, Austrália
Reconhecem a importância de ferramentas padronizadas e avaliações objetivas;
Devido às pressões de tempo, há um alto uso de ferramentas de triagem em vez de avaliações completas;
Eles consideram que o "melhor cuidado" (baseado em pesquisa) deve ser equilibrado com o "cuidado responsável", especialmente para idosos frágeis com problemas cognitivos;
O acesso a, e a dinâmica de, uma equipe multiprofissional eficaz e uma rede de apoio profissional;
Educar equipe, familiares e cuidadores é essencial na PBE, especialmente em cuidados comunitários e residenciais com manejo limitado.
O estudo propõe um modelo ampliado de decisão baseada em evidências para idosos, considerando contexto clínico e atuação da equipe.
A falta de tempo e recursos limitados;
A falta de validação de ferramentas de avaliação e terapia para populações idosas complexas é uma barreira;
Questiona-se a utilidade clínica de ferramentas feitas para adultos, pois idosos têm comorbidades e necessidades complexas.
Falta de recursos, localização e baixa prioridade limitam a educação continuada em fonoaudiologia para idosos, agravada por custos e acessibilidade.
Chan A. K. et al.(32), 2013, Austrália
A maioria acredita possuir as habilidades fundamentais para encontrar e avaliar a literatura;
Na falta de evidências de alta qualidade, 98% recorrem à própria experiência clínica;
96% dos fonoaudiólogos às vezes ou sempre usaram a abordagem de terapia que acreditavam ser a mais eficaz;
88% acreditavam na falta de evidência de alta qualidade;
86% relataram que a evidência nem sempre está acessível;
Outras fontes usadas sem evidência de alta qualidade são: consultar livros didáticos 91%, colegas 89% e participar de eventos de desenvolvimento profissional 83%.
As escolhas de manejo são influenciadas pela experiência clínica do profissional, razões centradas no paciente e a presença de evidências externas.
81% informam falta de tempo para ler a literatura;
A falta de financiamento para treinamento formal em programas também foi mencionada.
A falta de treinamento e o acesso limitado a workshops especializados impedem a oferta do tratamento “ideal”.
Cheung et al.(33), 2013, Austrália
97% concorda que a aplicação da PBE é necessária;
23% acreditam que a maioria dos fonoaudiólogos aplica a PBE no atendimento a crianças com TEA;
A PBE é vista como fundamental para uma prática eficaz e ética;
Falta de compreensão por parte da gestão;
64% receberam treinamento em PBE;
10% acessam recursos de PBE raramente; 46% acessam semanalmente;
97% concordam que a PBE é necessária na prática de fonoaudiologia;
44% não sentem que têm tempo para revisar a literatura antes de tomar decisões clínicas;
48% tinham treinamento adequado para usar ferramentas eletrônicas de busca de pesquisa eficientemente;
Profissionais dependem do julgamento e experiência pela falta de pesquisa qualificada em autismo.
41% percebem uma divisão entre pesquisa e prática;
18% disseram que gerenciar a lista de espera é prioridade sobre intervenções baseadas em evidências.
76% busca evidências de pesquisa regularmente
82% indicaram que a PBE é apoiada em seus locais de trabalho;
28% indicaram que lhes faltavam as ferramentas eletrônicas necessárias para encontrar pesquisa apropriada;
Fonoaudiólogos com mais de 10 anos de experiência sentem-se mais confiantes ao recomendar o uso da PBE a colegas, especialmente a juniores.
66% indicaram que as decisões de serviço são baseadas em evidências de pesquisa;
34% indicaram que seus locais de trabalho não tinham financiamento suficiente para atividades de PBE,
Existe uma crítica comum de que gerentes e administradores não compreendem a importância da PBE.
Choi et al.(34), 2015, Coréia do Sul
Atitude positiva à PBE está ligada à exposição à pesquisa e prática durante graduação e estágio;
A experiência clínica guia decisões mais que estudos de pesquisa;
Foram relatadas atitudes geralmente positivas em relação à PBE;
Os participantes não relataram altas barreiras para o uso da PBE;
A percepção de falta de conhecimento e habilidades para a PBE (como busca e avaliação de literatura) não foi considerada uma barreira significativa;
Mais de 50% usam com frequência experiência clínica e livros didáticos como principais fontes.
A afirmação com maior concordância foi que "manter-se atualizado com as tendências de pesquisa em patologia da fala-linguagem é uma responsabilidade profissional ao longo da vida";
A falta de quantidade e qualidade dos estudos na área de interesse foi percebida como uma barreira importante;
Menos de 10% usam pesquisas com frequência, sendo a fonte menos consultada;
Eles tenderam a discordar que "os resultados de pesquisa não estão relacionados à minha prática clínica e profissionalismo".
Quem usava menos bases de dados ou tinha pouca experiência em PBE percebia mais barreiras;
Fonoaudiólogos com maior tempo de experiência clínica apresentaram um uso menor de PBE.
Fonoaudiólogos que participaram de conferências nos últimos 2 anos relataram maiores barreiras do que aqueles que não participaram.
Chu et al.(23), 2021, Japão e Malásia
Fonoaudiólogos com Mestrado ou Doutorado tendem a ter mais conhecimento sobre PBE;
A maioria dos fonoaudiólogos na Malásia e no Japão baseia suas decisões clínicas principalmente na experiência pessoal e em sugestões de colegas, em vez de pesquisas publicadas;
Fonoaudiólogos da Malásia demonstraram atitudes significativamente mais positivas em relação à PBE do que os do Japão (p < 0,01);
Em ambos os países, fonoaudiólogos com maior nível educacional tendem a perceber menos barreiras à PBE;
Sugere-se que o treinamento, especialmente em nível de Mestrado, pode aumentar a auto eficácia e as habilidades em PBE;
Embora não significativo, mais fonoaudiólogos malaios relataram aprender sobre PBE por meio da internet e workshops do que os japoneses.
Fonoaudiólogos de ambos os países têm atitudes positivas em relação à PBE, reconhecendo seu potencial para melhorar os resultados clínicos e a relevância das pesquisas para a prática;
Apenas 27% dos fonoaudiólogos malaios e 34% dos japoneses relataram falta de tempo para praticar a PBE, indicando que o tempo não é uma barreira significativa para eles, diferentemente de estudos nos EUA;
Habilidades essenciais para a PBE incluem: encontrar informações válidas, interpretar estatísticas e aplicar informações clinicamente;
Mulheres malaias que trabalham em período integral e em ambientes governamentais relataram maior motivação para desenvolver habilidades em PBE;
Outras barreiras à implementação da PBE incluem dificuldade em aplicar pesquisas na prática, evidências limitadas, restrições no trabalho, acesso restrito a recursos, cultura organizacional desfavorável e falta de conhecimento e habilidades.
Programas de treinamento recentes na Malásia estão reforçando a importância das habilidades em PBE.
Fonoaudiólogos malaios com Mestrado demonstraram percepção mais positiva sobre a PBE do que os com graduação (p < 0,05).
Chu et al.(35), 2022, Malásia e EUA
Estudantes dos EUA relataram maior conhecimento sobre PBE em comparação aos da Malásia.
A evidência de pesquisa não tem sido a principal influência na tomada de decisão clínica;
Fonoaudiólogos nos EUA mostraram interesse por mais treinamento e recursos para apoiar a PBE;
Dificuldade em transferir as descobertas de pesquisa para a prática clínica;
Fonoaudiólogos devem conhecer o processo de pesquisa e aplicá-lo na prática clínica.
50% dos fonoaudiólogos em casos de traqueostomia usam evidências científicas;
A maioria dos estudantes nos EUA considerou a aplicação da PBE necessária e que ela contribui para melhores resultados para os clientes;
Ter evidências limitadas, conflitantes ou irrelevantes;
As principais habilidades citadas são: formular questões clínicas, buscar evidências relevantes, avaliar criticamente as evidências, aplicar as evidências e avaliar o resultado do processo;
A decisão clínica tende a se basear mais na experiência pessoal e em métodos aprendidos na universidade do que em evidências científicas;
Estudantes da Malásia e dos EUA mostraram dúvidas sobre a validade de basear a prática em protocolos utilizados por outros profissionais ao longo do tempo;
A restrição de tempo é relatada como uma barreira;
A atividade em sala de aula foi eficaz para melhorar a compreensão dos estudantes sobre a PBE, promovendo também a aprendizagem colaborativa entre colegas.
99,6% dos fonoaudiólogos consideram a experiência de colegas uma fonte clínica primária e útil de informação;
Ambos os grupos, da Malásia e dos EUA, ficaram satisfeitos com o uso da PBE na prática clínica e demonstraram interesse e motivação pela atividade.
Restrições no local de trabalho e acesso limitado a recursos são outras barreiras.
Estudantes pretendem aplicar, no futuro, as habilidades adquiridas para utilizar a PBE na prática clínica.
Cormack, Ailbhe(36). 2010, Texas, EUA
Demonstrou que clínicos que completam mais cursos em PBE e metodologia de pesquisa são mais propensos a implementar a PBE.
Clínicos que se envolvem em mais atividades de pesquisa e recebem mais apoio em seu local de trabalho são mais propensos a implementar a PBE;
A maioria dos fonoaudiólogos expressou valores positivos em relação à PBE, reconhecendo sua importância para uma prática clínica eficaz e atualizada;
Relataram não ter tempo suficiente durante o expediente para ler e aplicar literatura científica em seus casos clínicos;
A ASHA mandatou os fonoaudiólogos a incorporar a PBE em sua tomada de decisão clínica.
Muitos participantes acreditam que a PBE melhora a qualidade do atendimento ao paciente e deve ser integrada à prática diária.
Muitos profissionais não têm acesso fácil a bancos de dados científicos, revistas especializadas ou bibliotecas;
Aqueles com menos formação em metodologia de pesquisa e estatística demonstraram menor probabilidade de usar a PBE;
Relataram dificuldade em interpretar e aplicar os resultados de pesquisas científicas na prática clínica.
Cunningham, B(37), 2019, Canadá
89% diz que a maioria sentia que tinha as habilidades necessárias para implementar;
Após o módulo de aprendizado online, os fonoaudiólogos relataram fortes intenções de implementar os procedimentos;
91% disseram que os procedimentos refletem uma abordagem clínica eficaz;
Para o Monitoramento de Resultados: Poucas barreiras; maior parte das respostas foi positiva.
90% relatou que regularmente usava ferramentas padronizadas.
O estudo destacou a importância de envolver clínicos na criação de avaliações baseadas em evidências para identificar barreiras antes da implementação em larga escala. As percepções analisadas são prévias à implementação, que será avaliada após um ano de testes.
87% acham que o processo beneficia famílias e crianças atendidas.
Para o Teste de Vulnerabilidade Individual: Barreiras em todos os domínios: ambiente, inovação e habilidades. Exemplos: Tempo necessário para aplicar e interpretar os testes. Falta de materiais ou apoio administrativo. Percepção de que os testes são difíceis de integrar à rotina.
Durieux et al.(38), 2015, Bélgica
88,2% dos fonoaudiólogos belgas relatou nunca ter ouvido falar da PBE anteriormente;
96,9% dos fonoaudiólogos buscam soluções para seus problemas na prática;
Entre os 11,8% que já haviam ouvido falar de PBE, 16,3% a consideravam essencial, 24,5% interessante, 22,5% interessante, mas inviável, 36,7% não tinham conhecimento suficiente para opinar e nenhum a considerou sem interesse;
Falta de tempo (54,2%);
Em uma escala de 1 a 10 os fonoaudiólogos atribuíram média de 6,9 para a habilidade de buscar informação científica, 6,7 para avaliá-la e 7,3 para aplicá-la na prática;
Para suprir necessidades de informação, a maioria recorre a recursos próprios: experiência pessoal (82.2%), biblioteca pessoal (72.4%), e colegas no local de trabalho (78.0%);
Os fonoaudiólogos geralmente estão satisfeitos com suas estratégias de busca de informação;
Desconhecimento dos recursos da área (43,9%);
Maior nível educacional e mais tempo em formação continuada estão associados a maior familiaridade com a PBE.
Na internet, os profissionais preferem usar mecanismos de busca gerais: 48,8% para artigos científicos e 43,2% para outros documentos, enquanto apenas 5,04% utilizam bases de dados bibliográficas especializadas.
Há um interesse expresso por treinamentos em PBE (73.0%), busca de informações (65.2%) e leitura crítica de informações científicas (49.9%).
Baixa proficiência em inglês (42,4%);
Dificuldade de acesso a ferramentas de busca especializadas (38,3%);
Custo da informação (37,3%);
Dificuldade em selecionar documentos relevantes (35,9%);
Dificuldade em avaliar a qualidade científica da informação (32,5%) e falta de habilidades no uso de ferramentas de busca especializadas (27,0%);
Falta de conhecimento ou competência (29,5%).
Foster, A(39), 2015, Austrália
Os fonoaudiólogos apresentaram uma visão limitada da PBE, centrada na pesquisa científica e negligenciando a experiência clínica e as preferências dos pacientes;
Há uma lacuna entre a evidência e a prática na gestão da afasia aguda, com os serviços destoando das recomendações de melhores práticas;
Expressam o desejo de praticar a PBE, considerando-a um “objetivo aspiracional” e uma “melhor prática que deveríamos estar seguindo”;
O desempoderamento é o tema central, surgindo da visão limitada da PBE, da relação difícil com a pesquisa e da percepção de incapacidade para promover mudanças;
Percepção de falta de habilidades para buscar pesquisas e dificuldade em compreender as recomendações da literatura científica.
A relação com a pesquisa é descrita como tensa, pois muitos percebem que os estudos não se aplicam diretamente à prática clínica;
Dão grande valor e consideram importante a pesquisa e a PBE;
Falta de recursos, equipe e tempo;
Demonstram preferência por fontes de pesquisa compiladas e pré-avaliadas, como diretrizes e revisões sistemáticas, em vez da literatura original.
Há um sentimento de mal-estar profissional entre os fonoaudiólogos, devido à percepção de que não conseguem implementar as recomendações baseadas em evidências;
Prioridade organizacional para outras condições como disfagia;
A pesquisa é vista por muitos como pouco útil na prática clínica e distante da realidade profissional. Ainda assim, reconhece-se um imperativo ético em oferecer cuidados baseados em evidências.
Escassez percebida de literatura relevante sobre afasia aguda;
Dificuldades em buscar, avaliar e aplicar recomendações;
Atitudes que desestimulam a busca por literatura;
Falta de supervisão e mentoria.
Fulcher-Rood et al.(40), 2020, EUA
64% definiu a PBE como o uso de estratégias comprovadamente eficazes, com ênfase nos achados de pesquisa;
Usam a PBE para decisões de tratamento, mas não para avaliação;
72% considerou a pesquisa como o alicerce do modelo de PBE;
A falta de tempo foi a barreira mais citada por 64%, causada por alta carga de trabalho, papelada e outras demandas, levando muitos a realizar atividades de PBE fora do horário de trabalho;
8% incluiu todas as três fontes de evidência em sua definição de PBE;
Leem dois artigos de pesquisa por mês;
48% consideraram a pesquisa valiosa principalmente para apoiar suas decisões clínicas diárias;
16% relatam falta de financiamento;
Relataram dificuldade em traduzir os achados de pesquisa para a prática;
Entre 25 participantes, as fontes de busca de evidência foram: buscas gerais (ex: Google) 56%, site da ASHA 52%, periódicos revisados por pares 44% e sites relacionados à fonoaudiologia 32%.
A pesquisa foi considerada menos valiosa quando não atendia às necessidades clínicas atuais (28%) ou quando parecia inviável para o ambiente de trabalho, especialmente no contexto escolar (28%).
16% citam incapacidade de replicar os métodos de estudos de pesquisa;
36% implementam a pesquisa principalmente por falta de conhecimento específico.
Motivos para não implementar a pesquisa foram a incompatibilidade das recomendações com as necessidades dos clientes (32%) e a dificuldade de aplicar estratégias no ambiente escolar por limitações práticas (28%).
Dificuldade em traduzir os achados de pesquisa para a prática clínica.
Gomez et al.(41), 2019, Austrália e Nova Zelândia
A maioria considerou que sua formação os preparou apenas parcialmente (58%) ou nada (35%) para tratar CAS, e apenas 7% sentiram-se devidamente preparados;
71% buscaram informações de colegas;
Muitos valorizam a evidência de pesquisa empírica;
49% relatam estar "muito ocupado" para pesquisar/ler a literatura sobre CAS;
48% relataram dificuldade em interpretar análises estatísticas;
68% usa sua própria experiência clínica;
35% consideraram níveis mais baixos de evidência como adequados, bem como níveis mais altos;
Dificuldade em "interpretar análises estatísticas": 48%.
Há uma responsabilidade das instituições acadêmicas em preparar os estudantes para acessar e interpretar a literatura de forma eficaz.
62% utilizam artigos de periódicos e 52% workshops presenciais;
21% estavam inseguros sobre como julgar a adequação da pesquisa empírica.
46% apresentam dificuldade em "acessar artigos/relatórios" para tratamento de CAS facilmente;
62% participaram de atividades de desenvolvimento profissional em CAS.
Percepção de evidência de alta qualidade limitada para o tratamento de CAS (38%);
Desafio de compreender a pesquisa relatada para CAS (35%).
Greenwell, T. et al.(22), 2021, EUA
80% indicaram que entendiam o que constitui a PBE;
A exposição à PBE na pós-graduação e o treinamento ao longo da carreira foram fatores que previram significativamente seu uso na prática;
89.3% via a PBE favoravelmente, indicando que eram "advogados da PBE";
54% inclui a insuficiência de tempo para pesquisar e ler a literatura foi a barreira mais citada;
81% estavam confiantes em determinar a intervenção ótima diante de evidências conflitantes.
As três fontes mais utilizadas na PBE foram as preferências do cliente (média 4,43), a evidência externa/pesquisa (média 3,99) e a experiência clínica (média 3,87);
80% dos respondentes indicaram que compreendiam o que constitui a PBE;
43% cita o tamanho da carga de trabalho foi a segunda barreira mais citada;
65.4% receberam treinamento em PBE como parte de uma aula na pós-graduação.
81% expressaram confiança em sua capacidade de determinar a intervenção ideal diante de evidências conflitantes.
35.37% citaram o acesso a artigos de periódicos no trabalho;
15.56% identificaram a falta de treinamento como uma barreira.
Hegarty, N. et al.(42), 2020, Reino Unido
Relataram dificuldade em "entender" abordagens mais complexas;
Há uma tendência a manter abordagens tradicionais, enquanto abordagens mais novas ou complexas são frequentemente negligenciadas;
Perceberam a qualidade da literatura existente como "não robusta";
A insuficiência de tempo para pesquisar e ler a literatura;
Sugeriu-se que os fonoaudiólogos desenvolvam suas próprias bases de evidência (ex: estudos de caso único) e aprimorem suas habilidades para coproduzir pesquisas clinicamente viáveis.
As decisões clínicas são baseadas nas próprias experiências e nas de seus colegas.
Combinar pesquisa, experiência clínica e preferências da criança/pais pode resultar em intervenções mais eficazes;
As restrições relacionadas ao serviço, como recursos limitados, grandes cargas de trabalho e a dificuldade em replicar a pesquisa na prática real;
Consideraram que um recurso online e baseado em evidências para apoiar a tomada de decisões clínicas seria útil.
Dificuldades de acesso a materiais de intervenção desempenham um papel na escolha da intervenção;
Níveis de confiança (em abordagens desconhecidas ou na replicação clínica);
Dificuldades em pesquisar a literatura e em se manter atualizado com as pesquisas atuais.
Hoffman, L. M. et al.(43), 2013, EUA
Profissionais em início de carreira (62%) relataram fazer mais cursos de pós-graduação relacionados à PBE do que profissionais experientes (22%);
A maioria leu 0 a 4 artigos da ASHA por ano sobre tópicos de avaliação (84%) ou intervenção (71%);
Demonstram grande interesse em treinamentos e recursos extras para apoiar práticas baseadas em evidências;
Um quarto dos respondentes não tinha treinamento formal em PBE;
A estratégia PICO para formular perguntas clínicas foi mencionada como uma habilidade relevante.
O uso de recursos online da ASHA e o engajamento em atividades de PBE foram documentados como baixos;
96% estavam confiantes em sua capacidade de ler e compreender pesquisas;
91% não tinham tempo agendado para atividades de PBE;
Pesquisas anteriores mostraram que as doses de tratamento utilizadas em estudos são geralmente maiores do que as viáveis na prática clínica.
88% reconheciam a importância de se manterem atualizados;
11% trabalhavam em distritos escolares com diretrizes oficiais de PBE;
92% confiavam nos achados da maioria das pesquisas publicadas.
60% relataram não haver grupos de estudo de PBE formalmente organizados em seu distrito.
Mansuri, B. et al.(5), 2020, Irã
Não possuíam conhecimento abrangente sobre a PBE;
O uso de evidências internas foi mais comum do que as evidências externas na prática clínica;
Apresentaram atitudes positivas e favoráveis em relação à PBE;
Não relatado.
A pontuação média de conhecimento foi de 3.85 em uma escala de 0 a 10;
Evidências internas frequentemente usadas incluem experiência clínica própria (69,3%);
Houve alta concordância com as afirmações: "PBE é a base do desempenho profissional" (89,8%), "Tenho interesse em usar PBE na prática clínica" (97,3%) e "Preciso usar tratamentos baseados em evidências" (91,2%);
Fonoaudiólogos com pós-graduação obtiveram pontuações mais altas (média de 5.52) do que aqueles com graduação (média de 2.19);
Necessidades e preferências do cliente (84,2%)
Houve altas taxas de discordância com as afirmações: "PBE era uma perda de tempo" (93,6%) e "PBE era uma moda transitória" (79,5%).
Sugere-se que os fonoaudiólogos não receberam treinamento adequado em PBE em universidades ou programas educacionais.
Opiniões de colegas (57,2%) e consulta com especialistas (55,5%).
Entre as evidências externas, livros didáticos são usados por mais de 70%, recursos online como vídeos, áudios e internet por quase 40%, e grupos de Telegram/WhatsApp por 53,4%;
artigos científicos são menos utilizados em comparação.
McCurtin, A.(44), 2015, Irlanda
Qualificações adicionais e experiência clínica levam a tratamentos mais autônomos e científicos;
Decisões de tratamento baseiam-se principalmente na evidência da prática e em considerações pragmáticas;
Definiram como praticantes dinâmicos e pragmáticos com uma apreciação pelos quatro pilares da PBE;
Há escassez de evidências de pesquisa de alta qualidade para orientar decisões;
Menor qualificação está ligada ao uso maior de produtos comerciais em vez de terapias baseadas em evidências;
3% relataram que a pesquisa não influencia suas decisões;
Os fatores que influenciam a tomada de decisões não se alinham claramente com os quatro pilares da PBE;
Clínicos menos experientes têm dificuldade em aplicar a pesquisa na prática;
Maior experiência correlacionou-se com maior influência da própria experiência clínica.
A experiência clínica e a dos colegas, bem como a formação, influenciam as decisões.
58% concordaram que a ciência deve ser usada para decidir se as terapias funcionam;
45% dos respondentes sentem falta de tempo no trabalho para aprimorar tratamentos;
48% concordaram que a experiência clínica é o melhor guia;
Para 39% dos fonoaudiólogos, a limitação de terapias e técnicas disponíveis é uma barreira.
55% concordaram que podem desperdiçar tempo com tratamentos não validados, e 47% concordaram que podem causar danos;
4% acreditavam que qualquer tratamento funcionaria se o terapeuta acreditasse nele.
Muttiah, N. et al.(45), 2011, EUA
Apenas um clínico forneceu uma definição de PBE que incluía todos os três aspectos, as outras definições dos clínicos tendiam a focar em apenas um desses aspectos;
Decisões clínicas são guiadas principalmente pela experiência pessoal e opiniões de colegas, com menor uso da literatura científica. Os clínicos tendem a confiar mais em sua própria expertise do que nos demais pilares da PBE;
Ambos concordaram que a PBE é útil; clínicos a veem como um recurso para tornar o tratamento mais ético e credível, enquanto pesquisadores valorizam principalmente a evidência científica;
Tempo profissional foi a barreira mais mencionada para o uso da PBE, citada por metade dos respondentes;
Alguns clínicos não estavam familiarizados com o uso da PBE ou se sentiam desconfortáveis com o termo.
85% relatou ter usado TONS nos últimos 5 anos, apesar da falta de evidência de pesquisa;
Há divergência sobre a responsabilidade pela eficácia: pesquisadores evitam o uso sem evidência, enquanto alguns clínicos aceitam o uso se não houver danos, o que contraria o Código de Ética da ASHA;
Até 22% dos respondentes apontaram como barreiras a quantidade e qualidade da pesquisa, recursos de busca e falta de conhecimento;
Afirmaram que usariam a PBE apenas se ela apresentasse resultados, caso contrário, voltariam aos métodos anteriores.
Ambos concordaram que a pesquisa deve apoiar, mas não impor, as decisões clínicas.
Clínicos relataram dificuldade em acessar artigos devido à carga de trabalho e tempo limitado;
A falta de evidência sobre os TONS frustrou ambos os grupos, atribuída à escassez de pesquisa em fonologia infantil e ao alto custo de estudos de eficácia.
Nail-Chiwetalu et al.(46), 2007, EUA
66% interpretou a PBE como basear práticas na literatura de pesquisa;
Para questões clínicas, recorriam principalmente a colegas, educação continuada e pesquisas na internet aberta;
Consideraram mais úteis, para suas necessidades profissionais, as atividades de educação continuada, os contatos pessoais e a internet aberta;
A principal barreira relatada foi a falta de tempo para pesquisar e ler a literatura, representando 69% das barreiras;
Apenas uma pequena parcela relatou ter recebido instrução em literacia da informação por bibliotecários, tanto formal (9%) quanto informalmente (5%);
Poucos utilizavam artigos acadêmicos para auxiliar em casos clínicos;
A PBE é vista como a integração da evidência de pesquisa com a expertise do profissional e os valores do cliente.
Outras barreiras incluíram dificuldade em localizar informações adequadas, uso de técnicas de busca e acesso a artigos em texto completo.
60% se sentissem preparados pela pós-graduação para o aprendizado contínuo, suas respostas enfatizaram conteúdo, não habilidades de busca e avaliação da informação.
67% tenham consultado websites para informações clínicas, 59% não os acessavam rotineiramente para fins profissionais, enquanto 41% o faziam;
55% sentia-se muito bem-sucedida em analisar e aplicar as informações encontradas.
O'Connor, S. et al.(24), 2009, Irlanda
46,9% relataram que a análise estatística não é compreensível;
Há uma cultura predominante de uso de métodos tradicionais, em detrimento de abordagens baseadas em evidências;
A maioria dos terapeutas considerava a PBE essencial para a prática fonoaudiológica;
71,9% citaram falta de tempo para ler pesquisas como a principal barreira, enquanto 59,4% mencionaram falta de tempo para implementar novas ideias.
37,5% não se sentiam capazes de avaliar a qualidade da pesquisa;
Diante de questões clínicas, profissionais tendem a se basear na experiência, opiniões de colegas, textos antigos ou websites generalizados, em vez da literatura atual;
6,3% não viam valor na pesquisa para a prática;
12,5% dos respondentes ou seus departamentos não assinavam revistas;
Terapeutas de nível básico apresentaram maior dificuldade em compreender resultados estatísticos (72,8%) em comparação a terapeutas seniores (42,9%), indicando uma possível lacuna na formação ou na experiência.
Muitos fonoaudiólogos buscam novas práticas em cursos de desenvolvimento profissional e conversas com colegas experientes, em vez de artigos científicos.
62,5% apontaram inadequações metodológicas na pesquisa;
Foi relatada falta de pesquisa em áreas específicas da fonoaudiologia.
53,1% acharam as implicações pouco claras;
Metade sentia que os resultados não eram aplicáveis ao seu contexto de trabalho;
15,6% relataram falta de apoio da equipe à implementação da PBE.
Rojas, C. et al.(47), 2023, América Latina
A maioria dos entrevistados entende a PBE apenas como publicações científicas, ignorando experiência e preferências dos usuários;
As respostas sobre o uso da PBE na tomada de decisões terapêuticas são variadas, com muitos limitando seu uso a áreas específicas, como disfagia, e priorizando a experiência profissional;
A maioria dos entrevistados acredita que a PBE se limita a publicações científicas;
A principal barreira é a falta de tempo para pesquisar e ler literatura científica atualizada;
Essa visão é incorreta, já que a ASHA define a PBE como a combinação de pesquisa, experiência clínica e preferências do paciente;
Decisões são fundamentadas na experiência do profissional, práticas tradicionais e orientações dos ministérios da saúde.
Nenhum participante considera a PBE totalmente viável em seu contexto de trabalho, apesar de reconhecer sua importância;
A implementação é dificultada por contextos desfavoráveis, sessões curtas, acesso limitado a informações e barreiras linguísticas;
É preciso aprimorar a formação dos fonoaudiólogos latino-americanos desde a graduação para corrigir esse equívoco.
Embora reconheçam a importância da PBE, há resistência à sua implementação prática.;
Falta de equipamentos, desconhecimento sobre busca científica, pouco engajamento dos profissionais e organizações inflexíveis;
Existe a percepção de que propostas internacionais são desconectadas da realidade regional.
A crença na ausência de evidências válidas em algumas áreas reforça a continuidade de práticas tradicionais.
Sandham, V(48). et al, 2021, Austrália
A falta de habilidade ou recursos para fornecer PBE foi relatada por 71% dos participantes;
87% discutem evidências com colegas para facilitar a PBE;
Os fonoaudiólogos mantêm a PBE em alta consideração, mas o estudo sugere que pode haver mais progresso em seu uso efetivo.
71% relataram falta de habilidade ou recursos para fornecer PBE;
Fonoaudiólogos com pouca experiência na busca de literatura podem ter dificuldade significativa em encontrar e avaliar evidências externas.
75% conversam com clientes sobre evidências e preferências;
51% citaram recursos inadequados para implementar evidências de pesquisa como a principal barreira;
64% leem revisões e participam de eventos;
36% mencionaram conflito entre evidências, valores do cliente e experiência clínica;
61% consultam diretrizes profissionais;
26% identificaram barreiras organizacionais;
68% aplicam medidas de resultado para avaliar sua prática e facilitar a PBE.
11% relataram falta de consenso entre colegas sobre a implementação da evidência;
A falta de tempo foi destacada como um fator integral na implementação da PBE.
Sandham, V. et al.(49), 2022, Austrália
A capacidade do clínico em PBE é essencial para oferecer serviços baseados em evidências;
Os clínicos buscam evidências focadas nas necessidades individuais dos clientes;
Os participantes sentem-se desconfortáveis ao usar evidências de qualidade duvidosa ou desconhecida;
Falta de recursos, tempo e custo dificultam o acesso e uso de evidências científicas;
71% dos participantes relataram falta de habilidade ou recursos para fornecer PBE;
Participam de eventos educacionais e recorrem a colegas e mídias sociais para obter informações rápidas e acessíveis.
A falta de tempo para atividades de PBE está ligada à habilidade de pesquisa e crenças sobre seus benefícios;
Baixa confiança nas habilidades de busca e insegurança clínica são barreiras internas;
Fonoaudiólogos com pouca experiência em busca de literatura enfrentam dificuldades para encontrar e avaliar evidências externas;
Há percepção de lacunas na pesquisa, especialmente para subpopulações específicas;
O desconforto com autorreflexão pode impedir o uso da PBE.
A percepção da acessibilidade da evidência depende da habilidade de pesquisa e da experiência clínica para interpretar e aplicar os artigos.
Alguns consideram a pesquisa pouco aplicável ou de baixo valor clínico;
A experiência negativa ao acessar evidências reduz a motivação para buscar pesquisas originais.
Souza et al.(1), 2024, Brasil
56,6% indicaram ter aprendido as bases da PBE durante a formação acadêmica;
82% dos participantes frequentam congressos, cursos ou atualizações científicas (40,2% muito frequentemente; 41,8% frequentemente);
92,6% consideram a aplicação da PBE necessária na prática fonoaudiológica;
27,9% indicaram que o tempo disponível é insuficiente para executar a PBE;
Há fragilidades no conhecimento e na habilidade de buscar e avaliar criticamente artigos científicos;
63,1% têm o hábito de ler artigos científicos (20,5% muito frequentemente; 42,6% frequentemente);
78,7% acreditam precisar aumentar o uso de evidências científicas no dia a dia;
55,8% concordam que faltam artigos que permitam generalizar os achados para a população de pacientes;
Fonoaudiólogos com baixo domínio do inglês têm menos conhecimento e habilidades em PBE;
As bases de dados mais usadas são Scielo (33,6%), PubMed (24,8%) e Google Acadêmico (23,2%);
A maioria tem dúvidas ou discorda que a PBE traga retorno financeiro positivo;
56,5% reconhecem dificuldade em aplicar resultados científicos a pacientes com características únicas;
A maioria discorda ou está indecisa sobre ter recebido treinamento formal em avaliação crítica (54,9%) e apenas 24,6% possuem treinamento em estratégias de busca;
Nenhum participante usa a base SpeechBite, e o acesso a Cochrane e ao mapa de evidências da ASHA é raro.
Fonoaudiólogos com baixo domínio do inglês tendem a achar que a PBE sobrecarrega o profissional (p=0,009);
48,4% apontam falta de apoio coletivo entre colegas para realizar a PBE;
31,1% se sentem capazes de compreender análise estatística, enquanto outros 31,1% estão indecisos.
Profissionais com mais de 10 anos de formação concordam mais frequentemente sobre a falta de evidências para as intervenções usadas (p=0,046).
Fonoaudiólogos formados há menos de nove anos veem o gerenciamento do tempo para PBE como uma barreira maior (p=0,036);
A área de linguagem infantil ainda carece de estudos científicos para intervenção.
Spek et al.(50), 2013, Países Baixos
Estudantes mais avançados apresentaram pontuações significativamente maiores em conhecimento e habilidades em PBE;
Não relatado.
Estudantes de todos os anos valorizam positivamente a PBE, mas apresentam baixa autoeficácia em relação a suas competências;
A falta de sentimento de competência é uma barreira importante para o uso da PBE por estudantes;
Todos os grupos avaliaram suas habilidades de busca como inadequadas, embora estudantes do 2º e 3º ano tenham pontuado essas habilidades como adequadas ou boas no DMF.
À medida que avançam nos estudos, mais estudantes percebem a PBE como demorada e sentem-se inseguros quanto à própria competência;
À medida que progridem no curso, mais estudantes consideram a PBE demorada, e isso desmotiva seu uso;
Apesar disso, estudantes do terceiro ano consideram a PBE mais estimulante, com pontuações positivas para o valor da tarefa, ainda que as de autoeficácia permaneçam baixas.
Barreiras adicionais incluem: dificuldade com o inglês na leitura de artigos, escassez de evidências específicas na fonoaudiologia, dificuldade para validar essas evidências clinicamente, acesso limitado a bases de dados e a "numerofobia" (medo de números) em alunos sem formação anterior em matemática.
Thome et al.(51), 2018, EUA
13% identificaram corretamente os três componentes da PBE;
52% acessam recursos da ASHA para informações profissionais;
99% consideram a PBE benéfica para oferecer melhores tratamentos;
51% apontaram a falta de tempo para pesquisar e ler como a principal barreira à PBE;
35% classificaram a meta-análise como o nível mais forte de evidência;
21% recorrem a contatos pessoais como segunda fonte mais frequente;
99% acham importante engajar-se na PBE;
27% citaram acesso limitado à informação;
36% indicaram os ensaios clínicos randomizados como segundo nível de evidência;
29% consideram bancos de dados online não via bibliotecas como fontes improváveis de acesso;
62% acham difícil se engajar na PBE;
24% mencionaram a falta de informações relevantes para seus casos clínicos;
61% classificaram corretamente relatos de especialistas e experiências clínicas como o nível mais fraco.
Bibliotecas universitárias/públicas/médicas (35%) e websites não acadêmicos (43%) são os menos acessados;
A maioria considera que seus empregadores conhecem a PBE (33% “muito conhecedor”, 45% “um tanto conhecedor”) e incentivam seu uso (43% “concordo totalmente”, 36% “concordo um pouco”);
Apenas 15% disseram que seu empregador fornece tempo para atualização em PBE;
23% se sentem "muito conhecedores" no uso de bibliotecas acadêmicas e médicas; 35% disseram o mesmo sobre bases de dados online fora das bibliotecas;
O estudo destaca que nem sempre o uso autodeclarado da PBE significa aderência real às diretrizes da PBE.
Fontes mais úteis: recursos da ASHA (46%) e contatos pessoais (27%);
Apenas 24% afirmaram que seu empregador oferece acesso a conteúdos pagos (bancos de dados ou periódicos).
49% se sentem "muito confiantes" e 45% "um tanto confiantes" em ler e interpretar estudos científicos.
Fontes menos úteis: websites não acadêmicos (35%) e bibliotecas universitárias/públicas/médicas (36%).
Tohidast et al.(52), 2017, Irã
46,4% recebeu educação formal sobre PBE na universidade, e cerca de metade não teve esse tipo de formação;
53% leram entre 2 e 5 artigos no último mês; apenas 3,2% leram mais de 15;
Os fonoaudiólogos iranianos tinham uma atitude positiva em relação à PBE;
62% apontaram a falta de tempo como a principal barreira para implementar a PBE;
63% relatou confiança em suas habilidades de busca, 67% avaliação crítica, embora muitos não compreendam termos técnicos;
38,6% pesquisaram em bancos de dados menos de 2 vezes no mês;
Os fonoaudiólogos concordaram ou concordaram fortemente que a PBE é necessária para a fonoaudiologia (96,8%) e que aumenta a qualidade do cuidado ao paciente (96,1%).
44,7% relataram falta de habilidades de pesquisa e 40,7% destacaram a dificuldade de aplicar resultados da pesquisa a pacientes com características únicas;
Treinamento formal aumentou a confiança nas habilidades em PBE, sendo que mulheres relataram mais confiança do que homens para implementá-la.
81% usaram literatura para decisões clínicas menos de 6 vezes no mês;
81,4% dos respondentes discordaram ou discordaram fortemente de que a adoção da PBE impõe uma demanda irracional aos profissionais;
A falta de interesse foi considerada a barreira menos relevante.
52% tinham acesso a periódicos impressos;
73,6% discordaram ou discordaram fortemente de que a PBE não considera as preferências do paciente.
45,7% tinham acesso a bancos de dados no trabalho, enquanto 87% tinham acesso em casa ou outro local.
Tohidast et al.(53), 2021, Irã
Não relatado.
Não relatado.
Algumas atitudes pessoais negativas funcionam como barreiras, como sentir-se cientificamente competente demais ou achar que o conhecimento atual é suficiente, sem buscar atualização;
Falta de conhecimento e habilidades em PBE;
O orgulho excessivo leva à crença de que técnicas e métodos atuais bastam, sem necessidade de aprender novos;
Atitudes pessoais negativas (excesso de confiança no conhecimento atual, resistência à aprendizagem)
A cultura social influencia as opiniões, incluindo uma "cultura do conforto" que prefere formas passivas de aprendizado, como palestras e workshops, evitando esforço próprio.
Falta de tempo para pesquisar e aplicar a PBE;
Educação acadêmica insuficiente sobre PBE e pesquisa científica;
Existe uma cultura centrada no médico/clínico, onde pacientes e famílias confiam demais nas decisões do profissional e evitam participar ativamente nas decisões clínicas, contrariando princípios da PBE.
Infraestrutura inadequada nas clínicas para implementação da PBE.;
Pressões financeiras para prescrever mais sessões, contrariando a PBE;
Escassez de evidências e diretrizes específicas para o contexto regional;
Baixa conscientização pública sobre a PBE, gerando resistência familiar;
Limitações financeiras das famílias que dificultam o acesso a tratamentos baseados em evidências.
Vallino-Napoli, L. D. et al.(54), 2004, Austrália
A maioria dos clínicos conhecia a PBE e tinha uma noção do seu significado;
Todos os respondentes participaram de educação continuada no último ano e tinham acesso à Internet, mas acessavam essas fontes com pouca frequência;
A maioria dos clínicos havia ouvido falar de PBE e valorizava muito a pesquisa;
A falta de tempo para leitura e pesquisa é a principal barreira para a PBE;
94% associavam PBE à aplicação de resultados de estudos clinicamente relevantes;
53% dos clínicos usaram bancos de dados de computador para pesquisa de literatura;
75% concordaram que "Todos os fonoaudiólogos deveriam fazer um curso obrigatório sobre metodologia de pesquisa";
93% concordam que deveria haver tempo alocado para isso, mas 69% relataram não ter tempo dedicado no trabalho;
51% incluíam a aplicação de habilidades e experiência clínica na definição de PBE;
90% usaram periódicos profissionais como fonte de evidência;
66% concordaram que "Pesquisa me ajuda a alcançar o que quero como fonoaudiólogo";
A frequência limitada de acesso às fontes de evidência é a segunda barreira;
28% consideravam importante integrar as opiniões dos pacientes nas decisões clínicas;
72% dependiam de diretrizes clínicas estabelecidas;
44% concordou que "É difícil aplicar a pesquisa na prática"
Dificuldade em compreender estatísticas nos estudos (78% em estudo citado);
3% não sabiam o que PBE significava;
Fontes mais procuradas para manejo de pacientes: palestras (89%), consulta com especialista local (86%), artigos de periódicos (70%), Internet (64%), grupos de interesse especial (53%), clubes de leitura de periódicos (51%).
26% concordaram que "Basear a prática em achados de pesquisa custaria muito tempo e dinheiro";
Implicações para a prática pouco claras (66% no estudo citado);
Clínicos com até 10 anos de prática usavam mais frequentemente achados de pesquisa para guiar a prática, possivelmente devido a mudanças no currículo.
14% concordaram que "A maioria dos fonoaudiólogos não está interessada em implementar achados de pesquisa".
Literatura dispersa em muitos periódicos;
Acesso a recursos computacionais pode ser demorado e ineficiente, o que desestimula clínicos ocupados.
Zipoli Jr, R. P. et al.(25), 2005, EUA
13% dos fonoaudiólogos relataram falta de conhecimento e habilidades como barreira à PBE, indicando que a maioria se sente competente;
Fontes mais usadas: experiência clínica própria (99,6%) e opiniões de colegas (78,7%);
Os fonoaudiólogos demonstraram atitudes geralmente positivas em relação à pesquisa e à PBE;
A falta de tempo profissional foi a barreira mais significativa, com 50,0% dos respondentes discordando ou discordando fortemente que tinham tempo para participar da PBE;
A formação de pós-graduação, que pode incluir treinamento em estatística e métodos de pesquisa, contribui para essa competência;
Fontes menos usadas: estudos de caso (15,9%), vídeos ou audiotapes (17,3%) e estudos de pesquisa (17,7%);
Foi encontrada uma correlação positiva modesta (r = 0,438, p < 0,001) entre essas atitudes e o uso auto-relatado da PBE.
Barreiras relacionadas a conhecimento e habilidades (13,0%), recursos (17,6%) e quantidade/qualidade da pesquisa (21,8%) foram percebidas em menor grau pelos fonoaudiólogos deste estudo.
A exposição à pesquisa e à PBE durante a pós-graduação e o CFY é um preditor importante de atitudes positivas em relação à PBE.
Houve uma queda significativa na exposição à pesquisa e PBE do período de pós-graduação (média 2,19) para o CFY (média 3,23), sendo que valores mais altos indicam menor exposição.