O poder da mineração no Brasil, particularmente em Minas Gerais, interfere no planejamento territorial e nos direitos da população atingida, que habita as áreas de interesse das mineradoras. Este artigo propõe refletir sobre a correlação de forças que resultou no rompimento da barragem em Mariana (MG), em 2015, e os conflitos territoriais em torno da desterritorialização de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. A metodologia inclui revisão bibliográfica e análise dos discursos pós-desastre de atores locais. Debater sobre o modelo exploratório da mineração subentende refletir sobre participação popular no planejamento territorial, sendo necessária uma leitura crítica sobre o refreamento da autonomia dos atingidos, buscando reconhecer o conflito como motor na construção de cidadania e justiça social e ambiental nas cidades.
planejamento territorial; mineração; Mariana; Minas Gerais; Brasil
Fonte: Zoneamento Ecológico-Econômico de Minas Gerais (Curi et al., 2008, p, p. 92).
Fonte: Zoneamento Ecológico-Econômico de Minas Gerais (ibid., p. 97).
Fonte da imagem base: Google Earth, 2013.
Fonte: Google Street View, 2012.
Fonte: http://fotos.estadao.com.br/galerias/fotografia,imagens-aereas-de-bento-rodrigues-invadida-pela-lama,22379. Acesso em: 29 ago 2016.
Fonte: autoria própria.