Na última década, proliferaram modelos de negócios imobiliários globais substitutivos da tradicional relação proprietário-locador intermediada por empresas locais. O objetivo deste artigo é analisar como a produção imobiliária é transformada pelo capital financeiro sob a perspectiva dos produtos imobiliários direcionados a investidores com locação comercializada em plataformas digitais. Metodologicamente, a investigação qualitativa segue a “trilha do dinheiro” que financia as startups do setor imobiliário, conhecidas como proptechs, de modo a identificar os agentes financeiros envolvidos. Os resultados apontam que a financeirização imobiliária, além de continuar a ocorrer na construção e na incorporação, avança para a ocupação via empresas permeadas pelo mercado de capitais. Conclui-se que os negócios imobiliários se complexificam em quatro ondas: financeirização, financeiro-desburocratização, financeiro-virtualização e, por fim, financeiro-virtualização compartilhada da ocupação imobiliária.
produção imobiliária; financeirização; virtualização; investimento imobiliário; proptechs.
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Fonte dos dados: Banco Central do Brasil e B3. Elaboração: os autores, em 2021.
Fonte: elaborado pelos autores, em 2021.
Fonte: anúncios patrocinados no Instagram @vitaconoficial em janeiro de 2021.
Fonte: catálogo de lançamento distribuído digitalmente (2020) e infinitatownco.com.br.
Fonte: à esquerda, fragmento de catálogo de lançamento do All you need. À direita, anúncio de Instagram da incorporadora Altma para o Vibe, ambos em Curitiba.
Fonte: os autores, em 2021.