A variabilidade genética em porta-enxertos utilizados em plantações comerciais de abacate impacta negativamente características como adaptação ao estresse e produtividade, especialmente quando o material vegetal não está adaptado às condições locais. A propagação clonal de porta-enxertos desejáveis, incluindo os genótipos de abacate “Criollo” amplamente cultivados na Colômbia, foi limitada pela falta de protocolos eficientes de propagação in vitro. O objetivo deste estudo foi desenvolver um protocolo de propagação in vitro, incluindo aclimatação ex vitro e plantio em campo, para cinco genótipos “Criollo”. Avaliou-se a resposta de gemas etioladas de plantas-mãe de seis meses nas etapas de introdução, multiplicação, enraizamento e aclimatação. Para o estabelecimento, testaram-se os meios WPM e MS. Para multiplicação, avaliaram-se proporções de 6-benzilaminopurina e ácido giberélico, além do uso de iluminação LED. No enraizamento, aplicaram-se ácido indol-3-butírico (AIB) e ácido naftalenoacético (ANA). Três substratos com promotores de crescimento (micorrizas, Serratia marcescens e Trichoderma harzianum) foram testados na aclimatação. Os resultados revelaram taxas de multiplicação entre 0,7 e 1,9, dependendo do genótipo. Enraizamento acima de 50% foi obtido com 1 mg L-¹ de AIB e 0,5 mg L-¹ de ANA, e a sobrevivência ex vitro alcançou 74,1% no controle. O uso de LED acelerou o desenvolvimento de brotos e folhas no genótipo Duke7. Embora dependente do genótipo, o protocolo permitiu a propagação dos Criollo, contribuindo para a produtividade e sustentabilidade do abacate.
Termos para indexação:
Abacate “Criollo”; proliferação de brotos; recalcitrante; propagação in vitro
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