A casca do maracujá é uma alternativa para o aproveitamento dos nutrientes disponíveis na casca do fruto que normalmente é descartada no momento da despolpa. Sendo assim objetivou-se com esse trabalho analisar a cinética de secagem da casca de maracujá, bem como avaliar a influência da temperatura de secagem nas características físico-químicas e tecnológicas da farinha do produto obtida nas temperaturas 50, 60 e 70 ºC. Aos dados experimentais de secagem foram ajustados os modelos matemáticos, a partir de análise de regressão não-linear pelo método Gauss Newton e complementados pelo Critério de Informação de Akaike (AIC) e Critério de Informação Bayesiano (BIC). Os dados sobre as características físico-químicas, tecnológicas e cor, foram avaliados em Delineamento Inteiramente Casualizado, considerando as três temperaturas e cinco repetições. Conclui-se que o modelo de Valcam apresentou melhor ajuste nas temperaturas de 50 e 70 ºC e o de Page para temperatura de 60 oC; o coeficiente de difusão efetivo variou de 6,87 × 10-10 à 15,04 × 10-10 m2 s-1 para a faixa de temperatura de 50 à 70 oC e a energia de ativação foi de 36,144 kJ mol-1. Para a farinha o aumento da temperatura do ar de secagem influenciou negativamente nos parâmetros de qualidade, com exceção da capacidade de absorção em água, solubilidade em água e teor de cinzas, sendo a temperatura de 50 ºC a que melhor manteve a qualidade da farinha de casca de maracujá.
Termos para indexação:
Microscopia eletrônica de varredura; características físico-químicas; Passiflora edulis Sims; cinética de secagem
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