Resumo
Introdução: Diversos determinantes têm contribuído para o declínio da cobertura vacinal, fenômeno observado em crianças menores de dois anos mesmo antes da pandemia de COVID-19.
Objetivo: Analisar a tendência da cobertura vacinal dos imunizantes BCG, contra a poliomielite, meningocócica C e tríplice viral.
Métodos: Estudo ecológico realizado no estado do Espírito Santo, entre os anos de 2010 e 2022, com a taxa de cobertura vacinal de crianças menores de dois anos de idade. Foram analisadas as coberturas vacinais dos imunizantes BCG, vacina contra a poliomielite, meningocócica C e tríplice viral registradas no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunização. Foi calculada a variação percentual média anual (APC), e utilizou-se o método de Prais-Winsten para a análise de tendência.
Resultados: Observouse tendência decrescente para todos os imunizantes BCG (APC=-10,6), meningococo C (APC=-6,0), contra a poliomielite (APC=-6,6) e a tríplice viral (APC=-9,2). Desde 2015 os imunizantes não alcançaram a meta preconizada pelo Programa Nacional de Imunização.
Conclusão: O estado do Espírito Santo apresenta tendência decrescente da cobertura vacinal dos imunizantes avaliados. É necessário que a equipe de saúde compreenda os fatores associados à baixa adesão e implemente medidas que reforcem a importância da imunização e seus benefícios à saúde das crianças.
Palavras-chave:
cobertura vacinal; vacina BCG; vacinas meningocócicas; vacinas contra poliovírus; vacina contra sarampo-caxumba-rubéola.
Abstract
Background: Several determinants have contributed to the decline in vaccination coverage, a phenomenon observed among children under two years of age even before the COVID-19 pandemic.
Objective: To analyze the trend of immunization coverage of vaccines BCG, and against poliomyelitis, meningococcal C and triple viral.
Methods: Ecological study carried out in the state of Espírito Santo between 2010 and 2022, based on the rate of vaccination coverage of children under two years of age. The vaccination coverage of BCG, poliomyelitis, meningococcal C and triple viral immunizations registered in the National Immunization Program Information System was analyzed. The mean annual percentage change (APC) was calculated, and the Prais-Winsten method was used for trend analysis.
Results: A decreasing trend was observed for all BCG (APC=-10.6), meningococcus C (APC=-6.0), poliomyelitis (APC=-6.6) and triple viral (APC=-9.2) immunizations. Since 2015, immunizers have not reached the target set by the National Immunization Program.
Conclusion: The state of Espírito Santo shows a decreasing trend in vaccine coverage of the immunizers evaluated. It is necessary that the health team understand the factors associated with low adherence and implement measures that reinforce the importance of immunization and its benefits to the health of children.
Keywords:
vaccination coverage; BCG vaccine; meningococcal vaccines; poliovirus vaccines; measles-mumps-rubella vaccine
INTRODUÇÃO
A vacinação é um dos melhores investimentos custo-efetivos para o controle de doenças, pois possibilita a proteção individual e coletiva e contribui para o controle de doenças imunopreveníveis1. A erradicação da varíola e a eliminação do sarampo e da poliomielite no Brasil foram devidas às ações de vacinação da população. Contudo, a queda sistemática da cobertura vacinal da população tem preocupado as autoridades sanitárias pelo risco de reintrodução de doenças no país, como o sarampo, que em 2016 teve a circulação do vírus eliminada e, em 2018, o Brasil perdeu o referido certificado da eliminação. Atualmente o país possui o certificado de erradicação da varíola, eliminação da poliomielite e da síndrome da rubéola congênita e controle da difteria, tétano, sarampo e rubéola2,3.
Diversos determinantes têm demonstrado impacto no declínio da cobertura vacinal e na recusa vacinal, como: o cenário da pandemia de COVID-19, a hesitação das pessoas em se vacinarem, informação falsa sobre vacinas, fragilidade das políticas públicas para imunização da população, alterações nos sistemas das coletas de dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI), dificuldade de acesso e acessibilidade a serviços de saúde, contexto social e econômico das famílias4-6.
BCG e hepatite B ao nascer;
poliomielite 1,2,3 (VIP) (2,4,6 meses);
poliomielite 1 e 3 (VOP) (15 meses e 4 anos);
rotavírus humano G1P1 (VRH) (2, 4 meses);
pentavalente (2,4,6 meses);
pneumocócica 10-valente (2,4,12 meses);
meningocócica C (3,5,12 meses);
febre amarela (9 meses e 4 anos);
sarampo, caxumba e rubéola (12 meses);
sarampo, caxumba, rubéola e varicela (15 meses);
hepatite A (15 meses);
difteria, tétano e pertússis (DTP) (15 meses e 4 anos);
influenza (anual) e;
COVID-19.
A meta estabelecida pelo PNI é de que 95% da população dessa faixa etária seja vacinada, contudo, no estado do Espírito Santo, em 2022, a cobertura vacinal de menores de dois anos foi de 67%7.
Em vista disso, estimar a tendência das coberturas vacinais fornece-nos subsídios para avaliar o alcance das metas das coberturas vacinais preconizadas pelo PNI e compreender se há risco de impacto em determinada região9. Desse modo, a pesquisa da tendência temporal da cobertura vacinal infantil é crucial, pois contribui para o desenvolvimento de estratégias para melhorar a cobertura. Entretanto, o PNI define o calendário básico de vacinação com vacinas consideradas de interesse prioritário à saúde pública do país, mas existem poucas publicações que observam as tendências desses imunológicos. Os resultados deste estudo somatizam as informações para os esforços do Brasil no aumento da cobertura vacinal.
Diante do exposto, este estudo teve o objetivo de analisar a tendência da cobertura vacinal dos imunizantes BCG, contra a poliomielite, meningocócica C e tríplice viral no estado do Espírito Santo.
MÉTODOS
Desenho e cenário do estudo
Trata-se de um estudo ecológico, com análise da tendência temporal da cobertura vacinal do estado do Espírito Santo (ES) baseada em dados secundários do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI). O ES está localizado na Região Sudeste do Brasil, que constitui o quarto menor estado em extensão territorial10. A população de crianças menores de dois anos de idade residentes nos 78 municípios capixabas é de 244.441.
O Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis é um serviço vinculado a uma coordenação integrante da Gerência Estratégica de Vigilância em Saúde (GEVS) da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SSVS). O programa do estado reforça a importância da imunização seguindo orientações preconizadas pelo PNI11.
Variáveis
Foram utilizados os dados de cobertura vacinal, dos imunizantes BCG, contra a poliomielite, meningocócica C e tríplice viral, no período de 2010 a 2022. O período adotado para estudo foi devido ao cenário de possível queda da cobertura vacinal, pois nos últimos anos se tem observado o ressurgimento de algumas doenças que estavam erradicadas, o que pode ter sido intensificado no cenário da pandemia da COVID-1912,13.
As coberturas vacinais do ES, para cada imunizante estudado, foram extraídas no mês de fevereiro do ano de 2023 do SI-PNI, estando disponíveis publicamente no portal do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS).
Foram extraídas as seguintes coberturas vacinais: para BCG, a dose única aplicada ao nascer; para a vacina contra a poliomielite, foi considerado o primeiro reforço da vacina oral poliomielite (VOP) aos 15 meses de vida; para a vacina meningocócica C, foi considerada a segunda dose com cinco meses de vida; já para a vacina tríplice viral, foi considerada a segunda dose com 15 meses de vida.
Análises estatísticas
Segundo o PNI, o cálculo das taxas de cobertura vacinal é realizado por meio da fórmula (Equação 1):
Onde: *100 = porcentagem.
A variável independente do estudo foi o ano da cobertura vacinal, e a variável dependente foi a taxa de cobertura vacinal de cada imunizante. Para a análise de tendência, no primeiro momento, foi feita a conversão logarítmica das taxas de cobertura vacinal de cada imunizante.
Foi aplicado o modelo de regressão linear generalizado de Prais-Winsten para obter o valor do coeficiente de variação anual (b1) de cada imunizante. Esse modelo foi utilizado para corrigir a autocorrelação serial. A existência de autocorrelação da série foi avaliada pelo teste de Durbin-Watson. Em um segundo momento, foi calculada a variação percentual média anual (APC) de cada imunizante.
Para obter os valores do coeficiente de b1 (beta) e seus valores máximo e mínimo, foi utilizado o pacote estatístico Stata v. 14.0 (StataCorp, CollegeStation, TX, EUA). As análises foram realizadas com nível de significância de 5%.
Os resultados foram interpretados observando-se as tendências, sendo tendência crescente quando a taxa de variação média anual foi significativamente positiva; decrescente, quando a taxa de variação foi significativamente negativa; estacionária, quando não existe diferença significativa entre seu valor e zero.
Considerações éticas
Este estudo foi constituído de dados secundários de domínio público e de acesso irrestrito, portanto não dispõe da identificação de indivíduos. Assim, o estudo foi dispensado de avaliação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, em conformidade com a Resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) nº 466, de 12 de dezembro de 2012.
RESULTADOS
As coberturas vacinais do ES são apresentadas na Tabela 1.
Distribuição da cobertura vacinal para os imunizantes BCG, meningococo C, contra a poliomielite e tríplice viral no Espírito Santo, de 2010 a 2022
Os dados de cobertura vacinal para tríplice viral estavam disponíveis somente a partir do ano de 2013. Há variações na cobertura de todos os imunizantes adotados para o estudo. Entre os anos de 2010 e 2015 a maioria dos imunizantes atingiu cobertura vacinal acima de 95%, exceto a cobertura para tríplice viral, que não alcança a meta no ano de 2013 e 2015. Observa-se discreto aumento nas coberturas dos imunizantes contra o meningococo C e contra a poliomielite no ano de 2022. Contudo, mesmo com o discreto aumento, observa-se a manutenção das coberturas vacinais abaixo do recomendado pelo PNI (Tabela 1).
Em 2016, todos os imunizantes apresentaram declínio na cobertura vacinal, havendo queda de 11,39% na cobertura da BCG, 5,67% na da meningococo C, 10,17% na da vacina contra a poliomielite e de 10,44% na cobertura da tríplice viral, quando comparadas ao ano anterior. Desde então, as coberturas dos imunizantes sofreram declínios importantes (Tabela 1).
No ano de 2018 há acréscimo nas coberturas dos imunizantes, de 8,76% na cobertura da BCG, 7,58% do meningococo C, 9,29% da vacina contra a poliomielite e 14,01% na cobertura da tríplice viral quando comparadas ao ano anterior. Contudo, somente a vacina BCG exclusivamente alcança a meta de cobertura superior igual a 90,00%, que é a meta estabelecida para BCG pelo PNI. As vacinas meningococo C e contra a poliomielite e não atingem a meta estabelecida pelo PNI de 95,00% a partir do ano de 2016. A vacina tríplice viral apresentou importante variação no período estudado, havendo aumento de cobertura vacinal anual de 14,01% em 2018 e 10,00% em 2019, logo depois apresentando queda de 18,64% em 2020 e 8,80% em 2021. Contudo, ela não atingiu a meta de cobertura do PNI a partir do ano de 2014 (Tabela 1).
Em 2020 e 2021 nenhuma vacina atingiu a meta da cobertura vacinal. Por meio do gráfico é possível compreender as variações da cobertura vacinal nos respectivos anos, sendo mostrada queda acentuada da cobertura para todas as vacinas principalmente nos anos de 2016, 2020 e 2021 (Figura 1).
Cobertura vacinal para os imunizantes BCG, meningococo C, contra a poliomielite e tríplice viral no Espírito Santo, de 2010 a 2022
Fonte: Elaborado pelos autores (2026).
A Tabela 2 apresenta as análises de tendência da cobertura vacinal, com os valores de APC, no qual se percebe que há tendência decrescente das coberturas vacinais dos imunizantes da BCG (APC=-10,66), meningococo C (APC=-6,02), vacina contra a poliomielite (APC=-6,67) e tríplice viral (APC=-9,21) no período estudado.
Análise de tendência da cobertura vacinal para os imunizantes BCG, meningococo C, contra a contra a poliomielite e tríplice viral no Espírito Santo, de 2010 a 2022
DISCUSSÃO
As coberturas vacinais dos imunizantes estudados sofreram variações nos períodos adotados para estudo e apresentam tendência decrescente da cobertura vacinal. Desde o ano de 2016, os imunizantes analisados não alcançaram a meta de cobertura preconizada pela PNI, exceto a BCG. A meta preconizada pelo PNI para BCG é de 90%, meningococo C, vacina contra a poliomielite e tríplice viral é de 95%11. A partir do ano de 2020, período da pandemia da COVID-19, os quatros imunizantes analisados não atingiram a meta recomendada. No Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 23 milhões de crianças deixaram de receber vacinas básicas no período da COVID-19, aproximadamente 17 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina durante o ano, e a maioria dos países apresentou queda nas taxas de vacinação infantil14-17. As perdas vacinais aconteceram em diversas regiões no Brasil e no mundo, corroborando os dados encontrados em nosso estudo15-17.
Os resultados apresentados possuem impacto importante na saúde coletiva, bem como oferecem subsídios para orientar os programas de imunização e gestão do Sistema Único de Saúde. Contudo, devem-se destacar as limitações. Antes do ano de 2015, os dados de doses de vacinas aplicadas eram enviados ao Ministério da Saúde por blocos de quantidade de doses aplicadas; desde então os dados são enviados nominalmente, identificados pelo cartão nacional do Sistema Único de Saúde, o que pode ter reduzido a inconsistência deles e gerado impacto na cobertura vacinal desde então18. No entanto, esses dados são utilizados pelas autoridades sanitárias para planejamento e ações de saúde pública, o que traz veracidade aos dados.
A cobertura vacinal da população brasileira vem caindo desde 2016 e as autoridades sanitárias têm alertado para a reintrodução e o recredenciamento de doenças já eliminadas e controladas. Os resultados demonstram baixa cobertura da vacina contra a poliomielite, que é uma das doenças de alerta para reintrodução no Brasil que já foi eliminada em 201419. Em 2022, os continentes da América do Norte, África e Europa já registraram casos e surtos de poliomielite20,21. O risco de reintrodução da doença é iminente, visto que a série histórica de cobertura vacinal apresenta tendência decrescente.
Uma doença reintroduzida no Brasil foi o sarampo. No ano de 2016, o Brasil possuía certificação de eliminação da doença, que perdeu em razão da ocorrência de casos da doença no país em 2018 com a imigração de refugiados da Venezuela22,23. Com o cenário de baixa cobertura vacinal para sarampo, componente do imunizante tríplice viral, a doença distribuiu-se para todas as regiões do país24,25. Desde então, o estado do Espírito Santo já registrou quatro casos de sarampo em 2019, o que pode justificar o aumento da cobertura nesse ano, com a realização de campanhas de vacinação contra a doença26. Contudo, faz-se necessário esforços para imunizar a população diante da tendência decrescente da cobertura para o imunizante.
O cenário epidemiológico da doença meningocócica no Brasil está estável. A introdução da vacina meningocócica conjugada quadrivalente (ACWY) contra meningites pode ter contribuído para essa estabilidade. Contudo, a Região Sudeste do país tem apresentado aumento do número de casos e óbito pela doença26. No estado do Espírito Santo, até a semana epidemiológica 45 de 2022, os casos de meningite aumentam 90%, registrando-se 55 óbitos7. Mesmo com o aumento do número de casos, a cobertura vacinal no ES ainda continua abaixo do preconizado. São multifatoriais as causas da redução da cobertura vacinal, entretanto é importante ressaltar que alguns fatores podem ser relacionados ao município em estudo, tais como: os aspectos sociodemográficos e estruturais das Unidades Básicas de Saúde e os relacionados à atuação da Estratégia Saúde da Família e à saúde das crianças6,16-20.
A vacina BCG apresentou a menor taxa de variação entre os imunizantes estudados no estado do ES. Apesar dos problemas operacionais que ocorreram com a vacina BCG em 2022 em todo o mundo, o governo do ES articulou-se com as regionais de saúde e secretarias municipais a fim de traçar estratégias para todo o cenário de saúde do estado. Um dos pontos de impacto que podem ter minimizado os indicadores foi o fato de a vacina BCG, em alguns municípios, ser administrada nas maternidades logo após o nascimento da criança — fato embasado nas normativas do Ministério da Saúde de 202227. Uma das consequências de tal articulação pode ter possibilitado menor queda na cobertura vacinal28,29. Contudo, a baixa produção do imunizante nos últimos anos pode contribuir para a queda da cobertura, que pode levar ao aumento da incidência de casos graves da infecção pela tuberculose, como tuberculose miliar e meningite tuberculosa30.
De modo geral, o declínio das coberturas vacinais de crianças menores de dois anos vem sendo percebido desde o ano de 201531. Esse declínio foi intensificado no período de pandemia do novo coronavírus14,17. Por medo da propagação do coronavírus, os serviços de saúde intensificaram a prestação de serviços essenciais e ficaram desarticulados os programas de imunização, que realizaram esforços para a vacinação rápida da população contra a COVID-19, o que deixou a imunização de rotina em segundo plano32,33. A sensação de insegurança e a preocupação dos cuidadores em expor as crianças ao vírus foram fatores que também colaboraram para a queda da cobertura vacinal no período da pandemia34,35.
A recuperação da cobertura vacinal completa da população menor de dois anos é primordial para evitar a reintrodução e a eliminação de doenças imunopreveníveis. Essa parcela da população é a que está mais vulnerável imunologicamente para as doenças, bem como o foco da recomendação da vacinação contra a maioria das doenças imunopreveníveis. Atingir alta cobertura vacinal da população menor de dois anos torna-se um ponto estratégico para o controle de doenças no país.
Concluímos que o ES apresenta tendência decrescente da cobertura vacinal dos imunizantes avaliados. Diante do impacto e relevância que a cobertura vacinal exerce sob a saúde da população em questão, é importante que estratégias sejam propostas e implementadas. A queda da taxa da cobertura vacinal apresentada revela que doenças que foram erradicadas ou controladas por meio da imunização podem recrudescer. É necessário que a equipe de saúde compreenda os fatores associados à baixa adesão e implemente medidas que reforcem a importância da imunização e seus benefícios à saúde das crianças. Assim, a promoção de ações coletivas de educação em saúde com a comunidade, combatendo informações falsas sobre as vacinas, pode impactar a percepção dos indivíduos sobre a complexidade das doenças que são imunopreveníveis, para que haja melhor adesão ao calendário nacional de imunização.
AGRADECIMENTOS
Os autores agradecem o apoio da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), da Secretaria Municipal de Saúde, da Vigilância em Saúde e da Superintendência Regional de Saúde de São Mateus.
DECLARAÇÃO DE DISPONIBILIDADE DE DADOS
Todos os dados gerados ou analisados neste estudo estão incluídos neste artigo publicado.
Como citar:
Santos SA, Cola JP, Prado TN, Tomaz VCP, Negri LSA, Galavote HS, Guidoni LM. Cobertura vacinal de crianças menores de dois anos dos imunizantes BCG, contra a poliomielite, meningocócica C e tríplice viral: uma análise de tendência no Espírito Santo, entre 2010 e 2022. Cad. Saúde Colet., 2026;34(2):e34020059. https://doi.org/10.1590/1414-462X202634020059
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Editor responsável:
Alberto Novaes Ramos Jr. https://orcid.org/0000-0001-7982-1757


