Realizou-se este estudo com o objetivo de avaliar níveis de fósforo digestível em dietas para leitoas em crescimento (30 aos 50 kg), com alto potencial para deposição de carne magra, sobre desempenho e características dos dejetos. Foram utilizadas 60 leitoas, com peso inicial de 29,99 ± 3,37 kg, distribuídos em delineamento de blocos ao acaso, com cinco níveis de fósforo digestível (0,219; 0,269; 0,319; 0,369 e 0,419 %), seis repetições e dois animais por unidade experimental. Os níveis de fósforo não influenciaram (P>0,05) o peso final, ganho de peso total, ganho de peso diário, consumo de ração diário, consumo de ração total, consumo de proteína bruta, consumo de lisina digestível, consumo de energia metabolizável e a conversão alimentar. Os consumos diários de fósforo digestível e de cálcio aumentaram linearmente (P<0,01) de acordo com o aumento do nível de fósforo e cálcio na dieta. A matéria seca, matéria natural, coeficiente de resíduo, sólidos totais e nitrogênio total dos dejetos não foram influenciados (P>0,05) pelos níveis de fósforo. Por outro lado, foi possível observar aumento linear (P<0,01) para sólidos voláteis e fósforo total nos dejetos dos suínos de acordo com o aumento dos níveis de fósforo digestível. Conclui-se que o nível de 0,219 % de fósforo digestível, correspondente ao consumo de 3,67 g de fósforo digestível diário, atende às exigências nutricionais de fósforo para leitoas em crescimento (30 aos 50 kg) e possibilita a redução da excreção de fósforo nos dejetos.
Palavras-chave:
exigência nutricional; dejetos; minerais; nutrição.