Open-access Vigilância da influenza aviária em aves silvestres utilizando diferentes técnicas diagnósticas na Costa Rica

A vigilância do vírus da influenza aviária (VIA) é essencial para detectar precocemente surtos em aves silvestres. O presente estudo comparou a eficácia do teste rápido imunocromatográfico (TRI) com a PCR em tempo real (qRT-PCR). O TRI demonstrou maior sensibilidade que o teste de imunodifusão em gel de ágar (TIGA), detectando antígenos até a diluição 1:512, contra 1:16 do TIGA. Esses resultados foram confirmados por qRT-PCR, com valor médio de Ct de 34,5 (22 cópias de DNA viral/µL), e limite de detecção de 2,57 cópias/µL. Um total de 61 aves silvestres foram reportadas ao Serviço Nacional de Saúde Animal (SENASA) da Costa Rica entre janeiro e dezembro de 2023. Destas, 47 (77,04 %) apresentaram sinais clínicos compatíveis com influenza aviária, enquanto 14 (22,96 %) foram encontradas mortas. Foram identificadas treze ordens taxonômicas e 22 espécies de aves, sendo que 32,20 % das amostras pertenciam à ordem Pelecaniformes. Utilizando a técnica de qRT-PCR, 17 das 61 aves (27,86 %) testaram positivo para o vírus da influenza A (H5N1). Entre os casos positivos, 76,47 % eram Pelecanus occidentalis, 11,77 % Falco peregrinus, 5,88 % atobásde-pé-vermelho (Sula sula) e 5,88 % fragatas-grandes (Fregata minor). Das 61 aves silvestres, 14 (7 positivas e 7 negativas) foram testadas tanto por RIT quanto por qRT-PCR, mostrando 100 % de concordância entre os dois métodos. A análise geoespacial indicou maior concentração de casos na costa do Pacífico. A variação na carga viral entre diferentes tecidos reforça o risco de falsos negativos e a necessidade de otimização da coleta. Nenhuma das 200 amostras de suabes cloacais de aves em centros de resgate testou positivo por RIT. Os achados destacam a importância de métodos diagnósticos combinados e de vigilância contínua para o controle eficaz da influenza aviária na Costa Rica.

Palavras-chave:
Zoonoses; aves; H5N1; aves silvestres.

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