A longevidade de vacas leiteiras da raça Pardo-Suíça foi avaliada utilizando o estimador não paramétrico de Kaplan-Meier e os modelos de riscos proporcionais de Cox e Weibull, por meio de simulação computacional. O conjunto de dados era composto de 10.000 registros simulados referentes à longevidade das vacas, definida como o tempo até a ocorrência de cinco partos consecutivos (evento). A idade ao primeiro parto, o rebanho e o touro (pai da vaca) foram analisados como covariáveis. O ponto inicial do estudo foi estabelecido em 2.196 dias (72 meses de idade) e o tempo máximo até a falha foi de 2.562 dias (84 meses de idade). A função de sobrevivência de Kaplan-Meier foi utilizada para estimar as curvas de sobrevivência e de taxa de risco associadas à longevidade das fêmeas, identificando a influência de cada covariável sobre o tempo até o evento. Análises utilizando os modelos de Cox e Weibull também foram realizadas. Todas as covariáveis influenciaram significativamente a longevidade das vacas, de acordo com os testes de Log-Rank e Wilcoxon. Os tempos médio e mediano até a ocorrência do evento foram de, aproximadamente, 2.435 dias. Observou-se que touros com valores genéticos mais elevados apresentaram um risco maior de terem filhas que alcançam os cinco partos consecutivos até os 84 meses de idade, indicando que o evento pode ocorrer em um tempo médio mais curto. Nesse caso, tais reprodutores podem ser utilizados como pais de futuras gerações, como estratégia para aumentar a longevidade de suas progênies.
Palavras-chave:
dados censurados; estimador produto-limite; modelos de Cox e Weibull; permanência da vaca no rebanho
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